Às vésperas de uma eleição presidencial e em meio à alta do petróleo no mercado internacional, o governo Lula e a Petrobras protagonizaram um movimento de aparente contradição: a estatal anunciou um reajuste de R$ 1 por litro no diesel, enquanto o governo, simultaneamente, criou um subsídio de igual valor para neutralizá-lo. O preço nas distribuidoras permanece inalterado, mas é o erário público que agora sustenta essa estabilidade. A manobra levanta uma questão que toda política de curto prazo carrega consigo: o que acontece quando o tempo acaba?