Num gesto que revela a tensão permanente entre realidade de mercado e proteção social, a Petrobras elevou em um real o preço do diesel para distribuidoras — mas o Tesouro Nacional absorveu integralmente o impacto, deixando as bombas de combustível inalteradas. O episódio não é uma anomalia, mas a rotina de um programa de subvenção que transforma escolhas fiscais em silêncio nos postos. Enquanto a estatal busca alinhar seus preços ao mundo, o governo escolhe pagar a conta para que o motorista não a sinta.