Em um movimento que revela a tensão permanente entre lógica de mercado e imperativo político, a Petrobras anunciou um reajuste de R$ 1 por litro no diesel que, na prática, jamais chegará ao consumidor: o governo federal criou simultaneamente um subsídio de valor idêntico para neutralizá-lo. A manobra, que protege o brasileiro de uma alta acumulada de R$ 2,12 por litro durante 30 dias, ocorre a menos de um mês das eleições presidenciais, enquanto o petróleo segue em ascensão nos mercados internacionais. É o Estado absorvendo, com recursos públicos, o custo de um equilíbrio que o mercado, por si