Em um sábado de setembro, a Petrobras comunicou ao mercado uma escolha que revela a geometria entre Estado e empresa pública: aderir a mais um subsídio governamental ao diesel, desta vez de R$ 1 por litro, acumulando-o a outro já vigente de R$ 1,12 — o que pode render à companhia até R$ 2,12 por litro comercializado. A decisão, aprovada pelo conselho de administração, insere-se numa política mais ampla do governo federal de conter a inflação por meio de subvenções aos combustíveis, enquanto a Petrobras acumula quase R$ 10 bilhões recebidos nesses programas desde seu início. É o velho dilema en