A quase dois anos das eleições estaduais de 2026, três institutos independentes mapearam o campo de batalha pelo Governo do Rio de Janeiro e encontraram um mesmo horizonte: Eduardo Paes caminha à frente, mas sobre um terreno ainda movediço. A liderança do ex-prefeito é consistente em todos os cenários testados, porém um eleitorado vasto e indeciso lembra que as disputas políticas raramente se encerram antes de começar.
Pesquisas mostram Paes à frente na corrida pelo Governo do RJ em 2026
Paes mantém vantagem em todos os cenários, mas um terço do eleitorado ainda não decidiu
Por que essas pesquisas todas mostram a mesma coisa? Paes na frente em todo lugar?
Porque três institutos diferentes, com metodologias próprias, entrevistaram milhares de pessoas em setembro e chegaram a conclusões parecidas. Quando isso acontece, geralmente aponta para algo real no eleitorado.
Mas espera — as margens de erro são de dois a três pontos. Paes tem 5 a 16 pontos de vantagem dependendo do cenário. Isso está bem fora da margem, então sim, é sólido.
E esse Garotinho que aparece em terceiro? Ele é uma ameaça real?
Ele marca entre 3% e 9% dependendo de como a pergunta é feita. Quando o nome é apresentado, sobe. Quando é espontâneo, cai. Isso sugere que o eleitor conhece o nome, mas não está naturalmente pensando nele como opção.
Exato. E em segundo turno contra Paes, Garotinho cai para 20% ou 24%. Não é ameaça, é terceira força que não decolou.
Então Motta é o único que realmente compete?
Motta é o segundo em todos os cenários. Mas a distância é consistente — entre 5 e 13 pontos. Paes tem mais consolidação.
Aqui está o incômodo: 33% de indecisos no Datafolha espontâneo. Isso é muito. Se metade desses indecisos for para Motta, o jogo muda.
Quanto tempo falta até a eleição?
Estamos em outubro de 2026. A eleição é em outubro de 2026, então estamos bem perto. Esses números são praticamente do período final da campanha.
Isso torna a indefinição ainda mais significativa. Normalmente, perto do pleito, as pessoas já decidiram. Ter 33% de indecisos em uma pesquisa espontânea é incomum.
The Pulse
- Eduardo Paes lidera com folga em todos os institutos — sua vantagem sobre Tarcísio Motta varia de 5 a 16 pontos percentuais dependendo do cenário e da pesquisa.
- Tarcísio Motta se consolida como principal adversário, mas ainda não encontrou o caminho para reduzir a distância de forma significativa em nenhum dos levantamentos.
- Anthony Garotinho emerge como terceira força com até 9%, sem conseguir, porém, ameaçar os dois primeiros colocados ou se firmar como alternativa real.
- Entre 8% e 35% dos eleitores ainda não definiram seu voto — uma reserva expressiva que mantém a disputa em aberto e pode reconfigurar o cenário até 2026.
A quase dois anos das eleições estaduais de 2026, três institutos independentes mapearam o campo de batalha pelo Governo do Rio de Janeiro e encontraram um mesmo horizonte: Eduardo Paes caminha à frente, mas sobre um terreno ainda movediço. A liderança do ex-prefeito é consistente em todos os cenários testados, porém um eleitorado vasto e indeciso lembra que as disputas políticas raramente se encerram antes de começar.
Três institutos de pesquisa — RealTime Big Data, Quaest e Datafolha — entrevistaram milhares de eleitores fluminenses em setembro e chegaram a um retrato semelhante: Eduardo Paes lidera a corrida pelo Governo do Rio de Janeiro em 2026, com vantagem sobre Tarcísio Motta em todos os cenários testados.
No levantamento do RealTime Big Data, com dois mil entrevistados, Paes registrou 38% no primeiro turno contra 13% de Motta quando Anthony Garotinho estava no cenário. Sem o ex-governador, a distância se manteve: 38% a 33%. No segundo turno, Paes venceu Motta por 41% a 36%, e ampliou a vantagem para 47% a 24% quando o adversário era Garotinho. A pesquisa espontânea revelou 35% de eleitores sem definição.
A Quaest confirmou a tendência com 1.302 entrevistas presenciais. Paes marcou 34% no primeiro turno com Garotinho na disputa, contra 25% de Motta e 9% do ex-governador. No segundo turno, a vantagem foi de dez pontos: 43% a 33%. O Datafolha, com 1.204 entrevistas em 35 municípios, apresentou os números mais favoráveis ao ex-prefeito: 43% no primeiro turno com Garotinho, 46% sem ele, e 54% no segundo turno direto contra Motta.
O que une os três levantamentos é tanto a solidez da liderança de Paes quanto a persistência de um eleitorado fluido. Candidatos menores não ultrapassam 3%, e Garotinho não se consolida acima de 9%. Mas a fatia de indecisos e votos em branco ou nulo — que chega a 35% em alguns cenários — indica que a campanha ainda tem muito a percorrer antes que qualquer resultado possa ser considerado definido.
Três institutos de pesquisa independentes traçaram o mapa da disputa pelo Governo do Rio de Janeiro em 2026, e o retrato que emerge é consistente: Eduardo Paes, ex-prefeito da capital, sai na frente em praticamente todos os cenários testados. Entre 25 e 29 de setembro, RealTime Big Data, Quaest e Datafolha entrevistaram milhares de eleitores fluminenses e encontraram uma hierarquia clara, ainda que o eleitorado mostre sinais de indecisão que podem reescrever a história nos próximos meses.
No levantamento do RealTime Big Data, que ouviu dois mil eleitores com margem de erro de dois pontos percentuais, Paes registrou 38% de intenção de voto em um cenário de primeiro turno que incluía Anthony Garotinho, ex-governador pelo Republicanos. Tarcísio Motta, seu principal concorrente, ficou com 25 pontos percentuais atrás, marcando 13%. Quando Garotinho saiu do cenário testado, a distância entre os dois principais nomes se manteve parecida: Paes com 38% e Motta com 33%. Os demais candidatos — William Siri pelo PSOL, Coronel Busnello pela Missão, André Marinho pelo Novo — não conseguiram ultrapassar 3% cada um. Um dado que chama atenção é o volume de eleitores ainda sem rumo: 10% marcaram branco ou nulo, e outros 10% disseram não saber ou não responderam.
A pesquisa espontânea do RealTime, quando os nomes não são apresentados aos entrevistados, mostrou Paes com 27% e Motta com 22%. Garotinho apareceu com apenas 3%, e a indefinição explodiu: 35% dos eleitores não souberam responder ou não responderam. Em um segundo turno direto entre Paes e Motta, o ex-prefeito manteve vantagem com 41% contra 36%. Quando o cenário era Paes versus Garotinho, a diferença se ampliava: 47% para Paes e 24% para Garotinho.
A Quaest, que entrevistou 1.302 eleitores presencialmente entre 25 e 28 de setembro com margem de erro de três pontos, confirmou a tendência. No primeiro turno com Garotinho na disputa, Paes marcou 34% e Motta, 25%. Garotinho apareceu com 9%, enquanto candidatos menores como Cyro Garcia, Juliete Pantoja e William Siri não saíram de 1% cada. A indefinição também foi alta: 14% de indecisos e 14% de brancos, nulos ou que declararam não pretender votar. Sem Garotinho no cenário, Paes subiu para 35% e Motta para 26%, com a indefinição crescendo para 16% de indecisos e 15% de brancos ou nulos. Em um segundo turno entre Paes e Motta, a vantagem foi de dez pontos: 43% para o ex-prefeito contra 33% para seu rival. Quando testado contra Garotinho, Paes disparou para 48%, deixando o ex-governador com apenas 20%.
O Datafolha, que realizou 1.204 entrevistas presenciais em 35 municípios entre 22 e 24 de setembro, também com margem de erro de três pontos, apresentou números ainda mais favoráveis a Paes. No cenário com Garotinho, o ex-prefeito alcançou 43% enquanto Motta ficou com 30%. Garotinho marcou 8%, e os demais candidatos não ultrapassaram 2% cada. A indefinição foi menor aqui: apenas 6% de brancos ou nulos e 4% de indecisos. Sem Garotinho, Paes subiu para 46% e Motta para 31%. Na pesquisa espontânea do Datafolha, Paes registrou 29% e Motta, 20%, com Garotinho em 5%. Mas o contingente de eleitores sem definição foi expressivo: 33% de indecisos. Em um segundo turno entre Paes e Motta, o ex-prefeito alcançou seu melhor desempenho: 54% contra 38% de Motta.
O que une os três levantamentos é a solidez da liderança de Paes e a persistência de um eleitorado fluido. Mesmo em seus piores cenários, o ex-prefeito mantém vantagem de pelo menos cinco pontos sobre Motta. Garotinho, embora apareça como terceira força em alguns recortes, não consegue se consolidar acima de 9%. Os candidatos de menor expressão — representantes de partidos menores como PSOL, Novo, PSTU e Missão — permanecem na margem, com votações que não ultrapassam 3%. O que chama atenção para os próximos meses é justamente a quantidade de eleitores que ainda não se decidiu. Dependendo do cenário e do instituto, entre 8% e 35% dos entrevistados marcaram branco, nulo, não sabem ou não responderam. Essa reserva de votos flutuantes sugere que, embora Paes saia na frente hoje, a campanha ainda tem potencial para mobilizar eleitores e alterar a dinâmica da disputa até o pleito de 2026.
Notable Quotes
Em segundo turno entre Paes e Motta, o ex-prefeito alcançou 54% contra 38%— Datafolha, 28 de setembro