Pesquisas mostram disputa acirrada pelo Senado em SP com Derrite, Tebet e Marina Silva

Qualquer movimento nas próximas semanas pode reposicionar significativamente os candidatos
Com margens de erro de 2 a 2,5 pontos percentuais, a disputa pelo Senado em SP permanece em aberto.
Mark

Por que os números variam tanto entre os institutos? Estamos falando de diferenças de até 17 pontos percentuais para alguns candidatos.

Mimi

As metodologias são bem diferentes. A Paraná Pesquisas entrevistou presencialmente e chegou a números muito mais altos para todos — acima de 25% para os principais candidatos. A Quaest e RealTime Big Data usaram abordagens distintas e encontraram mais fragmentação. Não é que um esteja certo e outro errado; é que cada um está medindo de um jeito.

Luke

Mas precisamos ser claros: a Paraná Pesquisas foi contratada pelo PL. Isso não invalida os números, mas é um contexto importante. E a Quaest foi contratada pela TV Globo, a Datafolha pela Folha e TV Globo. Nenhum desses institutos é neutro em termos de quem paga.

Mimi

Verdade. Mas todos registraram no TSE, então há transparência. O que realmente importa é que em três das quatro pesquisas, Derrite, Tebet e Marina Silva estão em posições competitivas. Nenhum deles tem uma vantagem clara e incontestável.

Mark

E os indecisos? A Quaest aponta 24% de indecisos. Isso é muito.

Mimi

Enormemente. Significa que quase um quarto do eleitorado ainda não decidiu. Isso torna a campanha aberta. Qualquer movimento nos próximos dias pode mudar o resultado.

Luke

Mas note que a Paraná Pesquisas aponta apenas 6,6% de não souberam ou não opinaram. Isso é uma diferença metodológica importante — provavelmente porque ela forçou mais a decisão dos entrevistados. A Quaest deixou mais espaço para a indecisão. Não sabemos qual reflete melhor a realidade.

Mimi

Exatamente. Por isso as margens de erro importam tanto. Todos têm 2 a 2,5 pontos percentuais. Significa que qualquer um dos três ou quatro principais candidatos pode estar à frente dependendo de como você interpreta os dados.

Mark

Então basicamente ninguém sabe quem vai ganhar?

Luke

Ninguém. E isso é honesto dizer. As pesquisas mostram que é competitivo, que há múltiplos cenários possíveis, e que a campanha ainda tem espaço para mudar as coisas.

Mimi

O que as pesquisas fazem bem é mostrar que Derrite, Tebet e Marina Silva são os três principais candidatos. Salles está mais atrás. Mas entre os três primeiros, tudo está aberto.

  • Quatro institutos produzem retratos tão distintos que é possível construir cenários opostos a partir dos mesmos dados — a disputa é real, mas sua forma exata permanece nebulosa.
  • Derrite lidera em dois levantamentos, Tebet aparece numericamente à frente em um terceiro, e a Paraná Pesquisas coloca três candidatos em empate técnico acima de 28% — a liderança muda de mãos conforme a metodologia.
  • Entre 18% e 24% dos eleitores ainda estão indecisos ou desengajados, tornando esse bloco o verdadeiro campo de batalha da reta final.
  • As margens de erro de 2 a 2,5 pontos percentuais significam que um único movimento de campanha, um evento inesperado ou uma mudança na cobertura midiática pode reposicionar qualquer candidato.
  • A corrida entra na fase decisiva com todos os principais candidatos suficientemente próximos para que nenhum possa considerar sua vaga garantida.

A menos de uma semana do pleito de 2026, São Paulo assiste a uma disputa senatorial que desafia qualquer narrativa simples: quatro institutos de pesquisa, quatro retratos distintos de uma mesma realidade eleitoral. Derrite, Tebet, Marina Silva e André do Prado habitam simultaneamente posições de liderança e empate técnico, dependendo de quem pergunta, como pergunta e quando pergunta. O que os números revelam, acima de tudo, é que a eleição ainda não foi decidida — e que entre um quinto e um quarto do eleitorado paulista ainda não escolheu seu caminho.

A uma semana do pleito de 2026, a disputa pelo Senado em São Paulo se recusa a ter um dono claro. Quatro institutos de pesquisa produziram levantamentos recentes — e cada um deles conta uma história diferente sobre quem está na frente.

A Quaest coloca Guilherme Derrite do PP com 16%, seguido de Marina Silva com 13% e Simone Tebet com 12%. André do Prado aparece com 8%, Ricardo Salles com 3%, e quase um quarto dos entrevistados ainda não havia decidido o voto. A RealTime Big Data também posiciona Derrite numericamente à frente, com 20%, mas André do Prado com 18% e Tebet com 17% estão dentro da margem de erro — configurando um empate técnico entre três candidatos.

Já a Paraná Pesquisas apresenta o cenário mais comprimido de todos: Tebet com 29,6%, Derrite com 29,3% e Marina Silva com 28,3% — todos dentro da margem de 2,5 pontos. André do Prado, com 25%, também integra esse bloco. Ricardo Salles sobe para 10,6% nesse levantamento, e apenas 10,4% optam por nenhum candidato.

As diferenças entre os institutos não são contradições — são reflexos de escolhas metodológicas distintas sobre como coletar, ponderar e interpretar dados eleitorais. A Paraná Pesquisas, contratada pelo PL, apresenta um eleitorado mais decidido e números mais altos para todos os candidatos principais. A Quaest e a RealTime Big Data mostram maior fragmentação e mais indecisos.

Com margens de erro de 2 a 2,5 pontos, qualquer oscilação nas próximas semanas pode reposicionar significativamente o campo. A reta final será disputada não apenas entre os candidatos, mas pela capacidade de cada um de mobilizar o bloco expressivo de eleitores que ainda não escolheu — ou que escolheu não escolher.

A uma semana do pleito de 2026, quatro institutos de pesquisa pintam quadros radicalmente diferentes da disputa pelo Senado em São Paulo. Os números variam tanto que é possível desenhar cenários opostos a partir dos mesmos dados — um reflexo das metodologias distintas, das datas de coleta e das margens de erro que permitem múltiplas interpretações de uma mesma realidade eleitoral.

A Quaest, que entrevistou 1.800 eleitores entre 19 e 22 de setembro, mostra Guilherme Derrite do PP com 16% das intenções de voto, à frente de Marina Silva da Rede com 13% e Simone Tebet do PSB com 12%. André do Prado do PL aparece com 8%, enquanto Ricardo Salles do Novo fica com 3%. Quase um quarto dos entrevistados — 24% — ainda não havia decidido o voto, e 18% optavam por branco, nulo ou não votariam. Esse cenário sugere uma liderança de Derrite, mas com margem estreita e muita indefinição.

Já a Paraná Pesquisas, que ouviu 1.600 eleitores entre 19 e 21 de setembro, apresenta um empate técnico no topo. Tebet aparece com 29,6%, Derrite com 29,3% e Marina Silva com 28,3% — todos dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais. André do Prado marca 25%, também em empate técnico com os três primeiros. Ricardo Salles sobe para 10,6%, enquanto candidatos de menor expressão como Geraldo Rufino do Podemos (5,4%), Soninha Francine da Cidadania (3,5%) e Dra. Eliana Ferreira do PSTU (2%) completam o quadro. Apenas 10,4% optam por nenhum, branco ou nulo.

A RealTime Big Data, que entrevistou 2.000 eleitores entre 16 e 19 de setembro por telefone e internet, coloca Derrite numericamente à frente com 20%, mas André do Prado com 18% e Tebet com 17% estão em empate técnico considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. Marina Silva aparece com 14%, Ricardo Salles com 9%, e Soninha Francine com 3%. Geraldo Rufino e Guto Schiavetto da Missão marcam 2% cada.

O Datafolha, que ouviu 1.610 eleitores em 65 cidades paulistas entre 22 e 24 de setembro, não teve seus números divulgados no material disponível, mas foi registrado no TSE sob os números SP-03730/2026 e BR-09355/2026, contratado pela Folha e TV Globo.

As variações entre os institutos revelam como a escolha metodológica molda a percepção da corrida. A Paraná Pesquisas, contratada pelo PL, apresenta números significativamente mais altos para todos os candidatos principais — acima de 25% — sugerindo um eleitorado mais decidido. A Quaest e a RealTime Big Data mostram cenários mais fragmentados, com maior dispersão de votos e mais indecisos. Essas diferenças não são erros, mas reflexos de como cada instituto coleta, pondera e interpreta os dados.

Com margens de erro de 2 a 2,5 pontos percentuais, qualquer movimento nas próximas semanas pode reposicionar significativamente os candidatos. Um ganho de três pontos percentuais para Tebet, por exemplo, a colocaria à frente em alguns cenários e em empate técnico em outros. O mesmo vale para Derrite, Marina Silva e André do Prado — todos suficientemente próximos para que campanhas intensivas, eventos inesperados ou mudanças na cobertura de mídia alterem o resultado final. A reta final da campanha será decidida não apenas pelos números que as pesquisas mostram, mas por como os candidatos conseguem mobilizar os 18% a 24% de eleitores ainda indecisos ou desengajados.

Os três ficaram em empate técnico, considerando a margem de erro do levantamento
— RealTime Big Data sobre Derrite, André do Prado e Tebet
O instituto apontou empate técnico entre os quatro primeiros colocados
— Paraná Pesquisas sobre Tebet, Derrite, Marina Silva e André do Prado
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