Pesquisas mostram disputa acirrada para Senado em Minas Gerais em 2026

Quase um quinto do eleitorado ainda não sabe em quem votar
Com indecisos entre 18% e 20%, a campanha senatorial em Minas Gerais permanece aberta a mudanças significativas.
Mark

Por que essas três pesquisas mostram números tão diferentes para os mesmos candidatos?

Mimi

As diferenças vêm de vários fatores — o tamanho da amostra, o período de coleta, a metodologia de abordagem. A RealTime ouviu 2 mil pessoas, enquanto o Datafolha ouviu 1.204. Além disso, as pesquisas foram feitas em datas ligeiramente diferentes, o que em uma campanha pode significar movimento.

Luke

Mas todas têm margem de erro de dois a três pontos, certo? Então quando o Datafolha coloca Marília em 13% e a RealTime em 19%, estamos falando de uma diferença real ou de variação dentro da margem?

Mimi

Essa diferença de seis pontos ultrapassa a margem de erro de ambas. Não é só ruído estatístico. Pode refletir diferenças reais na composição da amostra ou em como as pessoas responderam em cada período.

Mark

E o que significa ter 18% a 20% de indecisos?

Mimi

Significa que a campanha está muito no começo. Quase um quinto do eleitorado ainda não sabe em quem votar. Isso deixa espaço para mudanças significativas até 2026.

Luke

Mas a RealTime tem apenas 12% de indecisos e brancos/nulos somados, enquanto a Quaest tem 35%. Como interpretamos isso?

Mimi

Essa é uma diferença metodológica importante. Pode ser que a RealTime tenha feito perguntas que forçaram mais as pessoas a escolher um candidato, ou que sua amostra tenha sido mais definida. Não sabemos sem ver o questionário completo.

Mark

Então o que podemos afirmar com segurança?

Mimi

Que Marília Campos está entre os líderes em todas as três pesquisas. Que Domingos Sávio, Carlos Viana e Aécio Neves estão todos competitivos. E que o eleitorado mineiro ainda está aberto para mudanças.

Luke

E nenhuma dessas pesquisas nos diz quem vai ganhar as duas vagas?

Mimi

Não. Estamos em outubro de 2026, faltam meses para a eleição. Essas são apenas fotografias de um momento em movimento.

  • Três institutos diferentes mediram a mesma corrida e chegaram a resultados distintos: Marília Campos aparece entre 13% e 19%, enquanto Domingos Sávio e Carlos Viana oscilam em até cinco pontos dependendo da fonte.
  • A discrepância entre os levantamentos — algumas diferenças superiores à própria margem de erro — acende um alerta sobre a dificuldade de capturar um eleitorado ainda em formação.
  • Entre um terço e pouco mais de um décimo dos entrevistados, dependendo do instituto, ainda não sabe em quem votar ou prefere branco e nulo, sinalizando que a disputa está longe de ser decidida.
  • Com margens de erro de dois a três pontos percentuais e amostras entre 1.200 e 2.000 eleitores, os dados apontam para uma corrida tecnicamente empatada no topo, com ao menos quatro candidatos dentro do intervalo de incerteza.
  • A campanha ainda está em fase embrionária, e os próximos meses devem redesenhar completamente o mapa de preferências dos mineiros.

A mais de um ano das eleições de 2026, três institutos de pesquisa voltaram seus olhos para Minas Gerais e encontraram o que costuma habitar o início de toda disputa democrática: incerteza. Marília Campos, Carlos Viana, Domingos Sávio e Aécio Neves emergem como nomes centrais na briga pelas duas cadeiras mineiras no Senado, mas o eleitorado — ainda indeciso em proporções expressivas — recusa-se a oferecer qualquer veredicto antecipado. As pesquisas, mais do que revelar líderes, revelam a abertura do jogo.

Entre 23 de setembro e 1º de outubro, três institutos — Datafolha, Quaest e RealTime Big Data — divulgaram pesquisas sobre a disputa pelas duas vagas de Minas Gerais no Senado em 2026. Os números divergem em pontos importantes, mas convergem numa mensagem central: a corrida está aberta.

O Datafolha, com 1.204 entrevistados em 55 municípios, colocou Marília Campos (PT) na frente com 13%, seguida por Carlos Viana (PSD) e Aécio Neves (PSDB), ambos com 11%. Um em cada cinco eleitores ainda não sabia em quem votar. A Quaest, ouvindo 1.506 pessoas, encontrou Domingos Sávio à frente com 14%, com Marília Campos logo atrás com 13% e Aécio Neves e Carlos Viana empatados com 12%. Já a RealTime Big Data, com a maior amostra — 2.000 eleitores —, registrou Marília Campos liderando com 19%, enquanto Domingos Sávio e Carlos Viana marcaram 16% cada.

As variações entre os institutos são, elas mesmas, parte da história. A diferença de seis pontos na medição de Marília Campos entre o Datafolha e a RealTime Big Data supera a margem de erro de ambas as pesquisas, ilustrando tanto as diferenças metodológicas quanto a fluidez do momento. Domingos Sávio e Carlos Viana também oscilam consideravelmente dependendo da fonte consultada.

O dado mais revelador, porém, pode ser o tamanho do eleitorado ainda sem definição. Na Quaest e no Datafolha, cerca de 35% dos entrevistados estavam na categoria de indecisos, brancos ou nulos. Mesmo na RealTime Big Data, onde esse número cai para 12%, a margem de manobra para os candidatos é considerável. Com mais de um ano pela frente, o mapa eleitoral mineiro está longe de ser desenhado.

Três institutos de pesquisa divulgaram levantamentos entre 28 de setembro e 1º de outubro que mapeiam a disputa pelas duas cadeiras de Minas Gerais no Senado em 2026, revelando uma corrida ainda aberta e um eleitorado longe de consolidar suas preferências.

O Datafolha, que entrevistou 1.204 eleitores em 55 municípios entre 28 de setembro e 1º de outubro, mostrou Marília Campos, do PT, na frente com 13%. Carlos Viana, do PSD, e Aécio Neves, do PSDB, empataram em segundo lugar com 11% cada. A pesquisa, contratada pela Folha e TV Globo e registrada sob o número MG-09729/2026, apresentou margem de erro de três pontos percentuais. Brancos e nulos somaram 15%, enquanto 20% dos entrevistados ainda não sabiam em quem votar.

A Quaest, que realizou seu levantamento entre 25 e 28 de setembro com 1.506 eleitores, trouxe números ligeiramente diferentes. Domingos Sávio apareceu na liderança com 14%, seguido por Marília Campos com 13%. Aécio Neves e Carlos Viana marcaram 12% cada. Marcelo Aro registrou 6%, enquanto Áurea Carolina e Marco Antônio Superman ficaram com 4% cada. Nove candidatos não pontuaram na pesquisa. Os indecisos representaram 18% do eleitorado, e 17% optaram por branco, nulo ou declararam que não votarão. A margem de erro foi de três pontos percentuais, com 95% de confiança. O registro da pesquisa é MG-02019/2026.

A RealTime Big Data, que ouviu 2.000 eleitores entre 23 e 26 de setembro, apresentou um cenário distinto. Marília Campos liderou com 19%, enquanto Domingos Sávio e Carlos Viana marcaram 16% cada. Aécio Neves ficou com 12%, Marcelo Aro com 11%, Áurea Carolina com 8% e Marco Antônio Superman com 4%. Arcanjo Pimenta e Carlin Moura tiveram 1% cada, e outros sete candidatos somaram 1% em conjunto. Apenas 5% dos entrevistados optaram por branco ou nulo, e 7% não souberam ou não responderam. A pesquisa, encomendada pela Record TV e registrada sob MG-03351/2026, apresentou margem de erro de dois pontos percentuais com 95% de confiança.

As variações entre os três institutos refletem tanto diferenças metodológicas quanto a fluidez do eleitorado mineiro neste momento da campanha. Enquanto a RealTime Big Data coloca Marília Campos com 19%, o Datafolha a registra em 13% — uma diferença de seis pontos que ultrapassa a margem de erro de ambas as pesquisas. Domingos Sávio oscila entre 14% e 16%, e Carlos Viana entre 11% e 16%, indicando que a disputa pelos dois lugares no Senado permanece em aberto.

O que chama atenção em todos os três levantamentos é o tamanho do eleitorado indeciso e dos votos em branco ou nulo. Na Quaest, 35% dos entrevistados estão nessa categoria; no Datafolha, 35% também; na RealTime Big Data, 12%. Essa variação sugere que uma parcela significativa de mineiros ainda não formou opinião consolidada sobre a disputa senatorial, deixando espaço para movimentações nas próximas semanas e meses de campanha.

Marília Campos registrou 19% na pesquisa RealTime Big Data, mas apenas 13% no Datafolha
— Comparação entre institutos de pesquisa
Contact Us FAQ