A mais de um ano das eleições de 2026, três institutos de pesquisa voltaram seus olhos para Minas Gerais e encontraram o que costuma habitar o início de toda disputa democrática: incerteza. Marília Campos, Carlos Viana, Domingos Sávio e Aécio Neves emergem como nomes centrais na briga pelas duas cadeiras mineiras no Senado, mas o eleitorado — ainda indeciso em proporções expressivas — recusa-se a oferecer qualquer veredicto antecipado. As pesquisas, mais do que revelar líderes, revelam a abertura do jogo.
Pesquisas mostram disputa acirrada para Senado em Minas Gerais em 2026
Quase um quinto do eleitorado ainda não sabe em quem votar
Por que essas três pesquisas mostram números tão diferentes para os mesmos candidatos?
As diferenças vêm de vários fatores — o tamanho da amostra, o período de coleta, a metodologia de abordagem. A RealTime ouviu 2 mil pessoas, enquanto o Datafolha ouviu 1.204. Além disso, as pesquisas foram feitas em datas ligeiramente diferentes, o que em uma campanha pode significar movimento.
Mas todas têm margem de erro de dois a três pontos, certo? Então quando o Datafolha coloca Marília em 13% e a RealTime em 19%, estamos falando de uma diferença real ou de variação dentro da margem?
Essa diferença de seis pontos ultrapassa a margem de erro de ambas. Não é só ruído estatístico. Pode refletir diferenças reais na composição da amostra ou em como as pessoas responderam em cada período.
E o que significa ter 18% a 20% de indecisos?
Significa que a campanha está muito no começo. Quase um quinto do eleitorado ainda não sabe em quem votar. Isso deixa espaço para mudanças significativas até 2026.
Mas a RealTime tem apenas 12% de indecisos e brancos/nulos somados, enquanto a Quaest tem 35%. Como interpretamos isso?
Essa é uma diferença metodológica importante. Pode ser que a RealTime tenha feito perguntas que forçaram mais as pessoas a escolher um candidato, ou que sua amostra tenha sido mais definida. Não sabemos sem ver o questionário completo.
Então o que podemos afirmar com segurança?
Que Marília Campos está entre os líderes em todas as três pesquisas. Que Domingos Sávio, Carlos Viana e Aécio Neves estão todos competitivos. E que o eleitorado mineiro ainda está aberto para mudanças.
E nenhuma dessas pesquisas nos diz quem vai ganhar as duas vagas?
Não. Estamos em outubro de 2026, faltam meses para a eleição. Essas são apenas fotografias de um momento em movimento.
The Pulse
- Três institutos diferentes mediram a mesma corrida e chegaram a resultados distintos: Marília Campos aparece entre 13% e 19%, enquanto Domingos Sávio e Carlos Viana oscilam em até cinco pontos dependendo da fonte.
- A discrepância entre os levantamentos — algumas diferenças superiores à própria margem de erro — acende um alerta sobre a dificuldade de capturar um eleitorado ainda em formação.
- Entre um terço e pouco mais de um décimo dos entrevistados, dependendo do instituto, ainda não sabe em quem votar ou prefere branco e nulo, sinalizando que a disputa está longe de ser decidida.
- Com margens de erro de dois a três pontos percentuais e amostras entre 1.200 e 2.000 eleitores, os dados apontam para uma corrida tecnicamente empatada no topo, com ao menos quatro candidatos dentro do intervalo de incerteza.
- A campanha ainda está em fase embrionária, e os próximos meses devem redesenhar completamente o mapa de preferências dos mineiros.
A mais de um ano das eleições de 2026, três institutos de pesquisa voltaram seus olhos para Minas Gerais e encontraram o que costuma habitar o início de toda disputa democrática: incerteza. Marília Campos, Carlos Viana, Domingos Sávio e Aécio Neves emergem como nomes centrais na briga pelas duas cadeiras mineiras no Senado, mas o eleitorado — ainda indeciso em proporções expressivas — recusa-se a oferecer qualquer veredicto antecipado. As pesquisas, mais do que revelar líderes, revelam a abertura do jogo.
Entre 23 de setembro e 1º de outubro, três institutos — Datafolha, Quaest e RealTime Big Data — divulgaram pesquisas sobre a disputa pelas duas vagas de Minas Gerais no Senado em 2026. Os números divergem em pontos importantes, mas convergem numa mensagem central: a corrida está aberta.
O Datafolha, com 1.204 entrevistados em 55 municípios, colocou Marília Campos (PT) na frente com 13%, seguida por Carlos Viana (PSD) e Aécio Neves (PSDB), ambos com 11%. Um em cada cinco eleitores ainda não sabia em quem votar. A Quaest, ouvindo 1.506 pessoas, encontrou Domingos Sávio à frente com 14%, com Marília Campos logo atrás com 13% e Aécio Neves e Carlos Viana empatados com 12%. Já a RealTime Big Data, com a maior amostra — 2.000 eleitores —, registrou Marília Campos liderando com 19%, enquanto Domingos Sávio e Carlos Viana marcaram 16% cada.
As variações entre os institutos são, elas mesmas, parte da história. A diferença de seis pontos na medição de Marília Campos entre o Datafolha e a RealTime Big Data supera a margem de erro de ambas as pesquisas, ilustrando tanto as diferenças metodológicas quanto a fluidez do momento. Domingos Sávio e Carlos Viana também oscilam consideravelmente dependendo da fonte consultada.
O dado mais revelador, porém, pode ser o tamanho do eleitorado ainda sem definição. Na Quaest e no Datafolha, cerca de 35% dos entrevistados estavam na categoria de indecisos, brancos ou nulos. Mesmo na RealTime Big Data, onde esse número cai para 12%, a margem de manobra para os candidatos é considerável. Com mais de um ano pela frente, o mapa eleitoral mineiro está longe de ser desenhado.
Três institutos de pesquisa divulgaram levantamentos entre 28 de setembro e 1º de outubro que mapeiam a disputa pelas duas cadeiras de Minas Gerais no Senado em 2026, revelando uma corrida ainda aberta e um eleitorado longe de consolidar suas preferências.
O Datafolha, que entrevistou 1.204 eleitores em 55 municípios entre 28 de setembro e 1º de outubro, mostrou Marília Campos, do PT, na frente com 13%. Carlos Viana, do PSD, e Aécio Neves, do PSDB, empataram em segundo lugar com 11% cada. A pesquisa, contratada pela Folha e TV Globo e registrada sob o número MG-09729/2026, apresentou margem de erro de três pontos percentuais. Brancos e nulos somaram 15%, enquanto 20% dos entrevistados ainda não sabiam em quem votar.
A Quaest, que realizou seu levantamento entre 25 e 28 de setembro com 1.506 eleitores, trouxe números ligeiramente diferentes. Domingos Sávio apareceu na liderança com 14%, seguido por Marília Campos com 13%. Aécio Neves e Carlos Viana marcaram 12% cada. Marcelo Aro registrou 6%, enquanto Áurea Carolina e Marco Antônio Superman ficaram com 4% cada. Nove candidatos não pontuaram na pesquisa. Os indecisos representaram 18% do eleitorado, e 17% optaram por branco, nulo ou declararam que não votarão. A margem de erro foi de três pontos percentuais, com 95% de confiança. O registro da pesquisa é MG-02019/2026.
A RealTime Big Data, que ouviu 2.000 eleitores entre 23 e 26 de setembro, apresentou um cenário distinto. Marília Campos liderou com 19%, enquanto Domingos Sávio e Carlos Viana marcaram 16% cada. Aécio Neves ficou com 12%, Marcelo Aro com 11%, Áurea Carolina com 8% e Marco Antônio Superman com 4%. Arcanjo Pimenta e Carlin Moura tiveram 1% cada, e outros sete candidatos somaram 1% em conjunto. Apenas 5% dos entrevistados optaram por branco ou nulo, e 7% não souberam ou não responderam. A pesquisa, encomendada pela Record TV e registrada sob MG-03351/2026, apresentou margem de erro de dois pontos percentuais com 95% de confiança.
As variações entre os três institutos refletem tanto diferenças metodológicas quanto a fluidez do eleitorado mineiro neste momento da campanha. Enquanto a RealTime Big Data coloca Marília Campos com 19%, o Datafolha a registra em 13% — uma diferença de seis pontos que ultrapassa a margem de erro de ambas as pesquisas. Domingos Sávio oscila entre 14% e 16%, e Carlos Viana entre 11% e 16%, indicando que a disputa pelos dois lugares no Senado permanece em aberto.
O que chama atenção em todos os três levantamentos é o tamanho do eleitorado indeciso e dos votos em branco ou nulo. Na Quaest, 35% dos entrevistados estão nessa categoria; no Datafolha, 35% também; na RealTime Big Data, 12%. Essa variação sugere que uma parcela significativa de mineiros ainda não formou opinião consolidada sobre a disputa senatorial, deixando espaço para movimentações nas próximas semanas e meses de campanha.
Notable Quotes
Marília Campos registrou 19% na pesquisa RealTime Big Data, mas apenas 13% no Datafolha— Comparação entre institutos de pesquisa