Pesquisas mostram disputa acirrada para as duas vagas do Senado pelo Rio em 2026

Nenhum candidato conseguiu se destacar de forma decisiva
Os três principais nomes da disputa pelo Senado do Rio permanecem em faixa competitiva, sem liderança consolidada.
Mark

Por que essas três pesquisas mostram números tão diferentes para os mesmos candidatos?

Mimi

As margens de erro explicam parte disso — cada instituto tem uma margem entre dois e três pontos. Mas também há diferenças metodológicas reais. A Quaest fez entrevistas presenciais, enquanto as outras usam outros métodos. E o tamanho da amostra varia: a RealTime ouviu 2 mil pessoas, a Quaest 1.302, o Datafolha 1.204.

Luke

Certo, mas isso não explica por que Benedita sai de 19% no Datafolha para 15% nas outras duas. Isso é maior que a margem de erro.

Mimi

Verdade. Pode ser que o eleitorado esteja realmente fluindo, ou que diferentes institutos estejam capturando diferentes segmentos. Mas o fato é que nenhum deles mostra um candidato consolidado.

Mark

E quanto aos candidatos que não pontuaram em algumas pesquisas?

Mimi

Alguns como Comandante Ribeiro Afonso, Luciano Mattos e outros simplesmente não chegaram a 1% em nenhuma delas. Estão fora da disputa real.

Luke

Mas note que 9% a 22% dos entrevistados estão indecisos ou brancos/nulos. Isso é um volume considerável que ainda pode se mover.

Mark

Então a eleição está realmente aberta?

Mimi

Sim. Nenhum candidato tem mais de 19%, e os três principais estão todos em faixa competitiva. Há espaço para mudanças.

Luke

E vale lembrar que estamos em outubro de 2026 — ainda há tempo para campanha, eventos, desgastes. Essas pesquisas são um retrato de um momento específico.

  • Três institutos, três retratos distintos: o Datafolha coloca Benedita na frente com 19%, enquanto a RealTime dá a liderança a Carlos Jordy com 18% e a Quaest empata os três principais candidatos em 15%.
  • A tensão não está apenas entre candidatos, mas entre os próprios números — as divergências entre metodologias tornam impossível apontar um favorito real, mantendo toda a disputa em suspense.
  • Com dois assentos em jogo e pelo menos seis candidatos acumulando intenções de voto relevantes, o campo de batalha é mais largo do que os holofotes sugerem: Crivella, Pedro Paulo e Mônica Benício também pressionam.
  • O alto índice de indecisos e votos brancos registrado pela Quaest — 31% combinados — revela que uma parcela expressiva do eleitorado ainda não se comprometeu com ninguém.
  • O cenário permanece fluido e qualquer movimento de campanha nas próximas semanas tem potencial real de redesenhar a corrida antes de outubro de 2026.

No Rio de Janeiro de 2026, três institutos de pesquisa lançaram seus olhares sobre a disputa pelo Senado e encontraram, cada um à sua maneira, a mesma verdade essencial: ninguém ainda venceu. Benedita da Silva, Carlos Jordy e Carlos Portinho movem-se dentro de margens que se tocam e se sobrepõem, como figuras num nevoeiro que a campanha ainda não dissipou. É o momento em que as preferências do eleitorado são argila — moldáveis, incertas, à espera de um gesto que as fixe.

Três institutos de pesquisa voltaram seus instrumentos para a corrida pelo Senado do Rio de Janeiro em 2026 e devolveram ao público um quadro sem vencedor definido. Os números divergem de um levantamento para outro, mas convergem numa mensagem comum: a disputa está aberta.

O Datafolha, com 1.204 entrevistados ouvidos entre 28 de setembro e 1º de outubro, apresenta Benedita da Silva (PT) em posição ligeiramente mais confortável, com 19%. Carlos Jordy e Carlos Portinho, ambos do PL, aparecem empatados em 13%. A margem de erro é de três pontos percentuais.

A RealTime Big Data, que entrevistou 2.000 eleitores entre 25 e 29 de setembro, inverte a ordem: Carlos Jordy lidera com 18%, seguido por Benedita com 15% e Portinho com 14%. Pedro Paulo marca 12%, Crivella 10% e Mônica Benício 8%. A margem de erro é de dois pontos, com 95% de confiança.

Já a Quaest, com 1.302 entrevistas presenciais realizadas entre 25 e 28 de setembro, nivela os três principais nomes em 15% cada. Crivella e Pedro Paulo dividem 7%, Mônica Benício tem 6% e Waguinho aparece com 2%. Nesta pesquisa, 9% se declararam indecisos e 22% responderam branco, nulo ou que não pretendem votar — um bloco expressivo que ainda pode definir o resultado.

O que os três levantamentos revelam em conjunto é menos uma hierarquia e mais uma zona de empate técnico. Benedita oscila entre 15% e 19%, Jordy entre 13% e 18%, Portinho entre 13% e 15% — todos dentro das margens declaradas, todos vulneráveis a uma virada. Com dois assentos disponíveis e candidatos como Crivella, Pedro Paulo e Mônica Benício também acumulando intenções relevantes, a disputa é mais ampla do que qualquer número isolado consegue capturar. As próximas semanas de campanha chegam carregadas de peso real.

Três institutos de pesquisa divulgaram levantamentos sobre a corrida pelo Senado do Rio de Janeiro em 2026, e o quadro que emerge é de uma disputa aberta, sem líderes consolidados. Os números variam significativamente de um instituto para outro, refletindo tanto as margens de erro quanto as diferentes metodologias empregadas — um sinal de que a eleição ainda está em aberto.

O Datafolha, que ouviu 1.204 eleitores entre 28 de setembro e 1º de outubro, apresenta Benedita da Silva, do PT, em posição mais confortável com 19%. Carlos Jordy e Carlos Portinho, ambos do PL, aparecem empatados com 13% cada. A pesquisa, contratada pela Folha e TV Globo e registrada sob o número RJ-02070/2026, tem margem de erro de três pontos percentuais.

Já a RealTime Big Data, que entrevistou 2.000 eleitores entre 25 e 29 de setembro, inverte a ordem dos dois principais nomes. Neste levantamento, Carlos Jordy lidera com 18%, enquanto Benedita da Silva aparece com 15% e Carlos Portinho com 14%. Pedro Paulo marca 12%, Marcelo Crivella 10%, e Mônica Benício 8%. Waguinho e Helio Secco ficam com 3% cada, enquanto Marcos Dias e Ó Clemente não ultrapassam 1%. A margem de erro desta pesquisa é de dois pontos percentuais, com 95% de confiança. Seu registro é RJ-08712/2026.

A Quaest, que realizou entrevistas presenciais com 1.302 eleitores entre 25 e 28 de setembro, mostra os três principais candidatos — Benedita da Silva, Carlos Jordy e Carlos Portinho — todos com 15%. Marcelo Crivella e Pedro Paulo dividem 7% cada, Mônica Benício tem 6%, e Waguinho aparece com 2%. Michelly Xavier e Marcos Dias não chegam a 1%. Nesta pesquisa, 9% dos entrevistados se declararam indecisos, e 22% responderam branco, nulo ou que não vão votar. A margem de erro é de três pontos percentuais, com 95% de confiança, e o registro é RJ-04419/2026.

As variações entre os três institutos ilustram a volatilidade do cenário. Benedita da Silva oscila entre 19% (Datafolha) e 15% (Quaest e RealTime). Carlos Jordy vai de 18% (RealTime) a 13% (Datafolha). Carlos Portinho mantém-se mais estável, entre 14% e 15%, com exceção do Datafolha, onde marca 13%. Esses movimentos, embora dentro das margens de erro declaradas, sugerem que o eleitorado ainda está formando suas preferências ou que diferentes metodologias capturam diferentes segmentos do eleitorado.

O que fica claro é que nenhum candidato conseguiu se destacar de forma decisiva. Os três nomes que mais aparecem — Benedita da Silva, Carlos Jordy e Carlos Portinho — estão todos em faixa competitiva, com espaço para movimentação até a eleição. Outros candidatos como Marcelo Crivella, Pedro Paulo e Mônica Benício também acumulam intenções de voto significativas, o que amplia ainda mais a disputa pelas duas vagas disponíveis. O cenário permanece aberto, e as próximas semanas de campanha podem alterar substancialmente este quadro.

Nenhum candidato conseguiu se destacar de forma decisiva na disputa pelas duas vagas do Senado
— análise dos dados das três pesquisas
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