Pesquisa Quaest: Paes lidera com 51% das intenções de voto no Rio

Paes cai de 51% para 47% com apoio de Lula
O levantamento revela que alianças políticas nacionais podem reduzir significativamente a vantagem do prefeito.
Mark

Como uma vantagem de 51% em primeiro turno se traduz na prática? É realmente tão confortável quanto parece?

Mimi

Em termos técnicos, sim. Com margem de erro de 3 pontos, Paes está bem acima de qualquer concorrente. Mas o número estimulado — quando o pesquisador apresenta os nomes — é bem diferente do espontâneo, onde ele cai para 12%. Isso sugere que o voto nele é mais automático do que genuinamente mobilizado.

Luke

Exatamente. E aqui está o ponto crítico: 20% dizem que votarão em branco, nulo ou não irão votar. Se parte desse contingente se mobilizar, os percentuais mudam. Além disso, a pesquisa foi feita em junho. Faltam meses para a eleição.

Mark

E quanto ao impacto de Lula e Bolsonaro? A pesquisa sugere que eles realmente mexem nos números?

Mimi

Segundo o levantamento, sim. Com Lula ao lado, Paes cai de 51% para 47%. Com Bolsonaro apoiando Ramagem, o delegado sobe de 11% para 29%. São mudanças significativas.

Luke

Mas aqui temos um problema metodológico. A pesquisa mede isso como um cenário hipotético — "com os apoios". Não sabemos se esses apoios realmente acontecerão ou como serão comunicados. É uma estimativa, não uma previsão.

Mark

A avaliação da gestão Paes — 35% positiva, 38% regular — parece morna. Como ele consegue 51% de intenção de voto com esses números?

Mimi

Porque a avaliação regular não é necessariamente negativa. Muitos eleitores votam em quem conhecem e que não desagradou, mesmo sem entusiasmo. E 35% positivo é uma base sólida.

Luke

Verdade, mas também há 24% que avaliam negativamente. O que importa é como esses grupos se comportam quando chegam à urna. A pesquisa não nos diz isso.

  • Paes domina com 51% no voto estimulado, uma liderança que transforma a corrida eleitoral carioca em disputa quase unilateral antes mesmo do início oficial da campanha.
  • Ramagem e Tarcísio Motta somam juntos menos de 20%, enquanto um quinto do eleitorado já declara intenção de votar em branco ou se abster — sinal de desengajamento que pode surpreender.
  • O apoio de Lula, longe de ser um trunfo, penaliza Paes: sua menção reduz o favoritismo do prefeito de 51% para 47%, expondo a toxicidade política do alinhamento federal no contexto carioca.
  • Bolsonaro, por sua vez, funcionaria como alavanca para Ramagem, elevando-o de 11% para 29% e comprimindo a margem de segurança que hoje parece confortável.
  • A avaliação da gestão Paes é morna — apenas 35% a consideram positiva e 38% a veem como regular —, retrato de um eleitor que aprova sem entusiasmo e que pode ser movido por narrativas nacionais mais do que por realizações locais.

No Rio de Janeiro, onde o poder municipal sempre dialogou com as grandes forças nacionais, uma pesquisa Quaest revela Eduardo Paes como favorito robusto à reeleição, com 51% das intenções de voto estimuladas. A vantagem é ampla, mas não imune: os fantasmas de Lula e Bolsonaro pairam sobre a disputa, capazes de reconfigurar margens e revelar as fraturas ideológicas de um eleitorado que ainda busca seu próprio centro de gravidade.

A corrida pela prefeitura do Rio de Janeiro tem um líder incontestável por ora. Eduardo Paes, prefeito em exercício pelo PSD, concentra 51% das intenções de voto no levantamento estimulado da Quaest, encomendado pela Rádio Tupi e realizado entre 13 e 16 de junho com 1.145 eleitores cariocas. A margem de erro é de 3 pontos porcentuais.

A distância para os concorrentes é expressiva. O Delegado Ramagem, do PL, aparece em segundo com 11%, seguido por Tarcísio Motta, do PSOL, com 8%. Rodrigo Amorim e Marcelo Queiroz somam juntos apenas 6%. Vinte por cento do eleitorado já declara intenção de votar em branco, nulo ou de se abster.

Em eventual segundo turno contra Ramagem, Paes ampliaria sua vantagem para 57% contra 27%. No voto espontâneo, porém, o cenário se inverte dramaticamente: sem sugestão do pesquisador, 81% se declaram indecisos, e Paes cai para apenas 12%.

O dado mais revelador da pesquisa diz respeito às influências nacionais. O apoio de Lula prejudica Paes, recuando-o para 47%. Já o endosso de Bolsonaro a Ramagem teria efeito inverso, projetando o candidato do PL para 29% — o que reduziria sensivelmente a folga do prefeito. Essa dinâmica expõe fraturas ideológicas profundas no eleitorado carioca.

A gestão Paes é avaliada de forma positiva por apenas 35% dos eleitores, enquanto 38% a consideram regular e 24% a veem negativamente. Um favoritismo sólido, portanto, mas construído sobre uma base de aprovação morna — e vulnerável às correntes políticas que sopram de Brasília.

A corrida pela prefeitura do Rio de Janeiro tem um líder claro. Eduardo Paes, o prefeito em exercício que busca a reeleição pelo PSD, comanda as intenções de voto com 51% segundo pesquisa divulgada pela Quaest nesta terça-feira. O levantamento, encomendado pela Rádio Tupi, foi realizado entre 13 e 16 de junho com 1.145 eleitores cariocas maiores de 16 anos, com margem de erro de 3 pontos porcentuais.

A distância entre Paes e seus concorrentes é substancial. O Delegado Ramagem, candidato do PL, aparece em segundo lugar com 11% das intenções de voto. Tarcísio Motta, do PSOL, soma 8%. Rodrigo Amorim, pela União Brasil, tem 4%, e Marcelo Queiroz, do PP, registra 2%. Um quinto do eleitorado — 20% — declara que votará em branco, nulo ou não comparecerá às urnas. Outros 4% ainda não decidiram seu voto.

Em um cenário de segundo turno contra Ramagem, a vantagem de Paes se amplia ainda mais. Nesse caso, o prefeito alcançaria 57% dos votos contra 27% do candidato do PL. Indecisos representariam apenas 2%, enquanto 14% optariam por branco, nulo ou abstenção. Quando a pesquisa apresenta os nomes dos candidatos de forma espontânea — sem sugestão do pesquisador — o quadro muda radicalmente. Paes cai para 12%, Ramagem para 3%, e 81% dos entrevistados se declaram indecisos.

O impacto dos apoios políticos pode reconfigurar a disputa. Segundo o levantamento, o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao prefeito funciona como desvantagem eleitoral. Quando esse fator é considerado, Paes recua para 47% das intenções de voto. Por outro lado, o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro a Ramagem teria efeito oposto: elevaria o candidato do PL para 29%, reduzindo significativamente a margem que o separa do prefeito. Essa dinâmica revela fraturas ideológicas profundas no eleitorado carioca.

A avaliação da gestão Paes também foi medida. Pouco mais de um terço dos eleitores — 35% — vê sua administração de forma positiva. Um quarto, 24%, avalia negativamente. A maior parte, 38%, considera a gestão regular. Esses números sugerem um eleitorado que reconhece o desempenho do prefeito sem entusiasmo excessivo, mas que ainda assim o mantém em posição confortável para a disputa.

A pesquisa foi registrada junto à Justiça Eleitoral sob o número RJ-04459/2024, com nível de confiança de 95%. Os dados refletem um cenário onde Paes parte como favorito claro, mas onde as alianças políticas nacionais — particularmente a presença ou ausência de Lula e Bolsonaro — podem exercer pressão significativa sobre as escolhas dos eleitores cariocas.

Com os apoios políticos considerados, Paes teria 47% dos votos enquanto Ramagem alcançaria 29%
— Pesquisa Quaest
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