A menos de dois meses das eleições em Mato Grosso do Sul, uma pesquisa da Quaest revela que o governador Eduardo Riedel ocupa uma posição de liderança expressiva, com 40% das intenções de voto, enquanto seus adversários mais próximos não ultrapassam 13%. O levantamento, realizado entre 21 e 24 de agosto com 804 eleitores, sugere que a corrida ainda guarda incertezas — metade dos entrevistados admite que pode mudar de escolha —, mas os dados de segundo turno e de aprovação do governo atual apontam para uma vantagem estrutural difícil de reverter no tempo que resta.
Pesquisa Quaest mostra Riedel com 40% na disputa pelo governo de MS
Vinte por cento indecisos, metade pode mudar de voto
Então Riedel está praticamente eleito? Quarenta por cento em agosto parece decisivo.
Parece, mas há nuances. Vinte por cento ainda estão indecisos, e metade dos eleitores diz que pode mudar de voto. Na pesquisa espontânea, quando não sugerem nomes, ele cai para 18%. O reconhecimento dele é alto, mas nem sempre se traduz em voto garantido.
Exatamente. E precisamos ser claros: 40% em pesquisa estimulada não é 40% de votos. Há sempre movimento entre agosto e outubro. Os cenários de segundo turno mostram vantagens enormes, mas são simulações, não previsões.
E quanto aos eleitores que querem mudança? A pesquisa mostra isso?
Sim. Quarenta e um por cento dizem que querem mudar apenas o que não está bom, enquanto 29% querem mudança total. Apenas 28% querem continuar tudo igual. Há demanda por ajustes, mesmo que o governo tenha 62% de aprovação.
Mas note: aprovação não é o mesmo que voto. Sessenta e dois por cento aprovam, mas 66% acham que Riedel merece reeleição — números próximos, mas não idênticos. Há gente que aprova o governo mas pode votar em outro.
E a questão de alinhamento com Lula ou Bolsonaro? Parece que Bolsonaro ajuda mais.
Ajuda, sim. Vinte e nove por cento dizem que apoio de Bolsonaro aumenta chance de voto, contra apenas 19% para Lula. Mas 46% dizem que apoio de Bolsonaro não muda nada, e 40% dizem o mesmo sobre Lula. A maioria não é movida por alinhamento nacional.
E a saúde como principal problema — 39% — é dado importante. Nenhum candidato na pesquisa tem proposta específica citada. É uma preocupação que fica em aberto.
Der Puls
- Riedel lidera com folga, mas 20% dos eleitores ainda estão indecisos e metade pode mudar o voto antes de outubro, mantendo a disputa em aberto.
- Na pesquisa espontânea, 77% dos eleitores não conseguem nomear nenhum candidato, revelando que o reconhecimento de nomes será decisivo na reta final da campanha.
- Em todos os cenários de segundo turno testados, Riedel vence com margens entre 31 e 48 pontos percentuais, sinalizando uma barreira quase intransponível para os adversários.
- Delcídio Amaral e Fábio Trad enfrentam rejeição superior a 44% entre os eleitores que os conhecem, enquanto Catan é desconhecido por 82% do eleitorado.
- A saúde domina as preocupações dos sul-mato-grossenses com 39% das menções, e 62% aprovam o governo atual — base sólida que sustenta os 66% que acreditam que Riedel merece a reeleição.
A menos de dois meses das eleições em Mato Grosso do Sul, uma pesquisa da Quaest revela que o governador Eduardo Riedel ocupa uma posição de liderança expressiva, com 40% das intenções de voto, enquanto seus adversários mais próximos não ultrapassam 13%. O levantamento, realizado entre 21 e 24 de agosto com 804 eleitores, sugere que a corrida ainda guarda incertezas — metade dos entrevistados admite que pode mudar de escolha —, mas os dados de segundo turno e de aprovação do governo atual apontam para uma vantagem estrutural difícil de reverter no tempo que resta.
Uma pesquisa divulgada pela TV Morena na terça-feira (25) traça um panorama da disputa pelo governo de Mato Grosso do Sul a pouco mais de um mês do pleito. Realizado pela Quaest entre 21 e 24 de agosto com 804 eleitores, o levantamento tem margem de erro de 3 pontos percentuais e coloca Eduardo Riedel, do PP, em posição confortável: 40% de intenção de voto na pesquisa estimulada, bem à frente de Fábio Trad (PT), com 13%, e de Delcídio Amaral (PRD), com 8%. Os demais candidatos somam menos de 10% juntos.
O cenário, porém, não é de definição total. Vinte por cento dos eleitores se declaram indecisos, e metade dos entrevistados afirma que sua escolha ainda pode mudar. Na pesquisa espontânea — sem a sugestão de nomes —, Riedel cai para 18% e 77% dos eleitores não conseguem citar nenhum candidato, o que indica que parte de sua liderança está ancorada no reconhecimento do cargo que já ocupa.
As simulações de segundo turno reforçam a vantagem: Riedel venceria Amaral por 54% a 23%, Trad por 59% a 22% e Catan por 61% a 13%. Os índices de rejeição também favorecem o atual governador — 22% o conhecem mas não votariam nele, enquanto Trad e Amaral acumulam rejeição acima de 44% entre os que os conhecem.
No campo temático, a saúde é apontada como principal problema do estado por 39% dos eleitores. O governo atual tem aprovação de 62%, e dois terços do eleitorado acreditam que Riedel merece a reeleição. Em termos de alinhamento político, 35% preferem um governador próximo a Flávio Bolsonaro e igual parcela quer um candidato independente, enquanto apenas 25% desejam alguém ligado ao presidente Lula. A eleição está marcada para 4 de outubro.
Uma pesquisa divulgada na terça-feira (25) pela TV Morena oferece um retrato detalhado da corrida pelo governo de Mato Grosso do Sul a pouco mais de um mês do pleito. O levantamento, realizado pela Quaest entre 21 e 24 de agosto, entrevistou 804 pessoas maiores de 16 anos e possui margem de erro de 3 pontos percentuais.
Eduardo Riedel, do PP, aparece em posição confortável na pesquisa estimulada — aquela em que os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores. Ele marca 40% de intenção de voto, distância considerável de seus concorrentes mais próximos. Fábio Trad, do PT, vem em segundo com 13%, seguido por Delcídio Amaral, do PRD, com 8%. Os demais candidatos — João Henrique Catan (NOVO) com 3%, Lucien Rezende (PSOL) com 2%, e outros com 1% cada — ocupam posições marginais. Ainda assim, há espaço para movimento: 20% dos eleitores se declaram indecisos, e metade dos entrevistados afirma que sua escolha ainda não é definitiva.
Quando os nomes não são sugeridos aos eleitores, o cenário muda drasticamente. Na pesquisa espontânea, Riedel cai para 18%, Trad para 4%, e 77% dos entrevistados não conseguem nomear um candidato. Esse contraste sugere que a liderança de Riedel depende, em parte, do reconhecimento de seu nome entre os eleitores.
As simulações de segundo turno reforçam a posição dominante de Riedel. Contra Delcídio Amaral, ele obtém 54% contra 23%. Contra Fábio Trad, sobe para 59% contra 22%. E contra João Henrique Catan, alcança 61% contra 13%. Em todos os cenários, a margem é substancial, com diferenças que variam de 31 a 48 pontos percentuais.
O índice de rejeição dos candidatos revela outra dimensão da disputa. Riedel é conhecido e teria voto de 53% dos eleitores, enquanto 22% o conhecem mas não votariam nele. Delcídio Amaral e Fábio Trad enfrentam rejeição mais severa: 47% e 44% dos eleitores, respectivamente, os conhecem mas não votariam. João Henrique Catan, por sua vez, é desconhecido por 82% dos entrevistados.
Quanto aos temas que preocupam os eleitores, a saúde lidera isoladamente: 39% a apontam como principal problema do estado. Infraestrutura vem em segundo com 13%, seguida por economia com 9%, violência com 6% e corrupção com 5%. O governo atual goza de aprovação de 62%, com 44% avaliando-o positivamente e 42% considerando-o regular. Dois terços dos eleitores — 66% — acreditam que Riedel merece ser reeleito.
Sobre alinhamentos políticos, a pesquisa revela divisão. Enquanto 35% preferem um governador aliado de Flávio Bolsonaro e 35% querem um independente, apenas 25% desejam alguém próximo a Lula. O apoio do presidente Lula, segundo os dados, diminuiria a chance de voto em 38% dos casos, enquanto o apoio de Flávio Bolsonaro aumentaria em 29%. A eleição está marcada para 4 de outubro.
Bemerkenswerte Zitate
Cinquenta por cento dos eleitores dizem que sua escolha é definitiva; outros 50% podem mudar o voto até as eleições— Pesquisa Quaest