Em Mato Grosso do Sul, a corrida por duas vagas no Senado começa a tomar forma antes mesmo de a campanha se intensificar. Uma pesquisa Quaest encomendada pela TV Morena, realizada em agosto de 2026, revela que Reinaldo Azambuja lidera um campo ainda amplamente indefinido — onde 86% dos eleitores não conseguem nomear espontaneamente um candidato. É o retrato de uma democracia em gestação: as preferências existem, mas a maioria ainda não as fixou.
Pesquisa Quaest mostra Reinaldo Azambuja na liderança para Senado em MS
86% dos eleitores não conseguem citar um candidato espontaneamente
Por que essa pesquisa importa agora, em agosto, se a eleição é em outubro?
Porque é o primeiro levantamento que mostra o mapa real da disputa. Até agora havia especulação; agora temos números. Azambuja sai na frente, mas 55% dos eleitores ainda podem mudar de voto.
Mas 86% não conseguem citar um candidato espontaneamente. Isso significa que a pesquisa estimulada — aquela que mostra os nomes — está medindo algo bem diferente do que os eleitores realmente pensam.
Então Azambuja não está tão forte quanto parece?
Ele está forte na primeira vaga, com 31%. Mas na segunda vaga cai para 13%, no mesmo nível de Capitão Contar e Soraya. Isso mostra que os eleitores não têm uma dupla clara em mente.
E quanto à rejeição? Soraya tem 39% de rejeição, Vander Loubet também. Esses números são altos.
São, mas Azambuja tem 33% de rejeição, o que é melhor. E 52% dos eleitores o conhecem e votariam nele — o maior índice entre todos.
Qual é o risco para Azambuja daqui até outubro?
Que os 55% que ainda podem mudar de voto se movam para uma combinação diferente. A segunda vaga está aberta.
Também não sabemos se essa amostra de 804 pessoas reflete bem a população de Mato Grosso do Sul. A margem de erro é de 3 pontos, o que é padrão, mas não elimina incerteza.
E se ninguém consegue citar candidatos espontaneamente, como sabemos que as intenções de voto vão se traduzir em votos reais?
Boa pergunta. A pesquisa mede o que os eleitores dizem quando veem os nomes. O que acontece na urna pode ser diferente.
Le Pouls
- Com 86% dos eleitores incapazes de citar um candidato sem auxílio, a disputa pelo Senado em MS é, por ora, uma corrida sem protagonistas consolidados na memória popular.
- Azambuja lidera com 22% dos votos combinados para as duas vagas, mas sua vantagem se dilui na segunda cadeira, onde o empate técnico entre quatro candidatos revela uma eleição ainda em aberto.
- 55% dos eleitores admitem que podem mudar de voto até outubro, sinalizando que a campanha terá peso real sobre o resultado final.
- Soraya e Vander Loubet carregam o maior índice de rejeição — 39% dos que os conhecem não votariam neles —, o que limita seu potencial de crescimento mesmo com espaço para conquista de indecisos.
Em Mato Grosso do Sul, a corrida por duas vagas no Senado começa a tomar forma antes mesmo de a campanha se intensificar. Uma pesquisa Quaest encomendada pela TV Morena, realizada em agosto de 2026, revela que Reinaldo Azambuja lidera um campo ainda amplamente indefinido — onde 86% dos eleitores não conseguem nomear espontaneamente um candidato. É o retrato de uma democracia em gestação: as preferências existem, mas a maioria ainda não as fixou.
A pesquisa Quaest divulgada em 25 de agosto, encomendada pela TV Morena e realizada com 804 eleitores entre os dias 21 e 24 do mesmo mês, oferece o primeiro mapa detalhado da disputa pelo Senado em Mato Grosso do Sul. Com margem de erro de 3 pontos percentuais, o levantamento revela um cenário de liderança frágil e eleitorado ainda muito fluido.
Reinaldo Azambuja, do PL, aparece na frente quando se somam as intenções de voto para as duas vagas em disputa: 22% no total combinado. Capitão Contar, também do PL, vem em segundo com 15%, seguido por Soraya (PSB) com 11% e Vander Loubet (PT) com 9%. Os demais candidatos não passam de 3%.
A análise por vaga separada revela nuances importantes. Na primeira cadeira, Azambuja sobe para 31% e se isola. Já na segunda, o quadro se fragmenta: ele cai para 13%, empatado com Capitão Contar, enquanto Soraya sobe para 12%. Essa dispersão indica que a segunda vaga permanece genuinamente em aberto.
A pesquisa espontânea expõe o grau de indefinição do eleitorado: 86% não conseguem citar nenhum candidato sem ser estimulados. Apenas Contar e Azambuja alcançam 4% cada nessa modalidade. Além disso, 55% dos entrevistados afirmam que ainda podem mudar de voto até 4 de outubro, deixando a campanha com amplo espaço para influenciar o resultado.
No campo da rejeição, Azambuja tem o melhor desempenho: 52% dos que o conhecem votariam nele. Soraya e Vander Loubet enfrentam o cenário mais adverso, com 39% de rejeição entre os eleitores que os conhecem — um teto que pode dificultar a conversão dos indecisos em votos.
A pesquisa Quaest divulgada na terça-feira (25 de agosto) encomendada pela TV Morena oferece o primeiro retrato detalhado da disputa pelo Senado em Mato Grosso do Sul. O levantamento foi realizado entre 21 e 24 de agosto, ouvindo 804 pessoas com 16 anos ou mais, com margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Reinaldo Azambuja, do PL, emerge como o candidato mais bem posicionado. Quando se somam as menções para as duas vagas de senador — considerando que cada eleitor vota em dois candidatos diferentes —, Azambuja alcança 22% das intenções de voto. Capitão Contar, também do PL, aparece em segundo lugar com 15%, seguido por Soraya, do PSB, com 11%. Vander Loubet, do PT, marca 9%. Os demais candidatos ficam abaixo de 5%, com Roberto Oshiro (NOVO) e Beto do Movimento (PSOL) empatados em 3% cada.
O cenário muda quando se observa apenas a primeira vaga. Azambuja sobe para 31%, consolidando sua liderança isolada. Capitão Contar mantém 17%, enquanto Soraya cai para 10% e Vander Loubet permanece em 9%. Na segunda vaga, porém, o quadro se equilibra: Azambuja cai para 13%, Capitão Contar fica em 13%, Soraya sobe para 12% e Vander Loubet permanece em 8%. Essa distribuição mais dispersa na segunda vaga reflete a dificuldade dos eleitores em definir seu segundo voto.
A pesquisa espontânea — em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados — revela um eleitorado ainda muito indeciso. Nessa modalidade, 86% dos eleitores não conseguem citar espontaneamente um candidato. Apenas Capitão Contar e Reinaldo Azambuja conseguem 4% cada na menção espontânea, enquanto Vander Loubet atinge 2% e Soraya apenas 1%.
Quanto à firmeza das escolhas, 45% dos eleitores entrevistados afirmam que sua decisão é definitiva. Os outros 55% dizem que ainda podem mudar de voto até o dia da eleição, marcado para 4 de outubro. Esse contingente expressivo de votantes em potencial movimento indica que a campanha ainda tem espaço para influenciar o resultado.
A rejeição aos candidatos também foi medida. Reinaldo Azambuja apresenta o melhor índice de aprovação: 52% dos eleitores o conhecem e votariam nele, enquanto 33% o conhecem mas não votariam e 15% não o conhecem. Capitão Contar é menos conhecido — 39% não o conhecem — mas entre os que o conhecem, 33% votariam e 28% não votariam. Soraya e Vander Loubet enfrentam maior rejeição: ambos têm 39% de eleitores que os conhecem mas não votariam, enquanto 39% também não os conhecem no caso de Soraya e 46% no caso de Vander Loubet.
Em 2026, serão eleitos dois senadores em cada estado e no Distrito Federal para renovar 54 das 81 cadeiras do Senado. A dinâmica de votação em duas vagas diferentes cria um cenário complexo, onde a performance de um candidato na primeira vaga não necessariamente se repete na segunda. Os dados da Quaest sugerem que Reinaldo Azambuja tem a melhor posição para ocupar uma das vagas, mas a segunda cadeira permanece em aberto, com potencial para ser disputada por diferentes combinações de candidatos conforme a campanha avança.
Citations marquantes
45% dos eleitores têm escolha definitiva; 55% ainda podem mudar de voto até as eleições— Pesquisa Quaest