A quarenta dias do primeiro turno, o Brasil assiste a uma inversão silenciosa: Lula, que governou como favorito, agora empata com Flávio Bolsonaro no segundo turno e vê sua desaprovação alcançar metade do eleitorado. Não são os grandes números da macroeconomia que explicam essa erosão, mas as contas que não fecham nas mesas das famílias brasileiras — uma distância entre o discurso do poder e a experiência cotidiana que as pesquisas, por fim, tornaram visível. A história mostra que presidentes em busca de reeleição costumam crescer nesta fase; o fato de Lula não crescer é, em si, o sinal mais e