No Rio de Janeiro, a disputa por duas cadeiras no Senado Federal em 2026 revela um eleitorado ainda em formação de opinião: três candidatos — Carlos Portinho e Carlos Jordy, do PL, e Benedita da Silva, do PT — dividem o topo com 15% cada, enquanto quase quatro em cada cinco eleitores sequer conseguem citar um nome espontaneamente. A pesquisa Quaest, encomendada pela Globo e divulgada em 29 de setembro, não anuncia um vencedor, mas ilumina um campo aberto onde o reconhecimento, a rejeição e a indecisão ainda moldam o destino de representações que durarão oito anos.
Pesquisa Quaest mostra disputa acirrada pelo Senado no RJ com três candidatos empatados
Três candidatos empatados, mas 79% ainda indecisos
Como se explica que três candidatos estejam tão próximos — todos com 15% — quando há tanta indecisão entre os eleitores?
A pesquisa estimulada, quando mostra os nomes, consegue fixar uma intenção. Mas note que 79% ainda não conseguem citar um candidato espontaneamente. Isso significa que muitos eleitores estão votando por reconhecimento do nome ou pela apresentação, não por convicção formada.
Exatamente. E aqui está o risco da leitura: 9% ainda indecisos na combinação, mais 22% que votarão em branco ou nulo — isso é um terço do eleitorado que pode mudar tudo. Os 15% de Portinho e Jordy são reais, mas frágeis.
Por que Benedita lidera na primeira vaga com 25%, mas cai para 4% na segunda?
Ela é a candidata mais conhecida e tem uma trajetória política consolidada. Muitos eleitores a escolhem para a primeira vaga, mas depois precisam escolher um segundo nome e migram para outros candidatos — talvez buscando diversidade de representação ou simplesmente porque não conhecem bem os outros.
Ou porque estão pensando estrategicamente: votam em Benedita, que tem mais chances, e depois votam em alguém com menos suporte. Mas isso é especulação. O que sabemos é que ela é conhecida por 82% e tem 47% de rejeição — uma rejeição considerável.
Os dois candidatos do PL cresceram bastante desde a pesquisa anterior. Isso é significativo?
Portinho subiu 5 pontos e Jordy também 5 pontos na combinação. Mas olhe para o potencial de voto deles: Portinho tem 33% e Jordy 30%. Ainda há espaço para crescimento se conseguirem se comunicar melhor com eleitores que os desconhecem.
Mas 53% e 54% ainda não conhecem esses candidatos. Crescimento é possível, sim, mas também é possível que a rejeição aumente conforme ganhem visibilidade. Não sabemos como o eleitorado vai reagir quando conhecê-los melhor.
Qual é a importância daqueles 79% que estão indecisos na pesquisa espontânea?
Mostra que a campanha ainda está no começo em termos de penetração. A maioria dos eleitores não tem um candidato em mente quando você não oferece opções. Isso é volatilidade pura.
E é por isso que essa pesquisa, embora bem feita — margem de erro de 3 pontos, 1.302 entrevistados — ainda deixa muita incerteza. Ela captura um momento, mas não prediz o resultado. Muita coisa pode mudar entre setembro e outubro de 2026.
O Pulso
- Três candidatos empatados em 15% disputam duas vagas no Senado fluminense, tornando qualquer prognóstico prematuro e a corrida genuinamente imprevisível.
- 79% dos eleitores não conseguem citar um candidato ao Senado sem ajuda — um sinal de que a disputa ainda não chegou de forma concreta ao cotidiano da maioria dos fluminenses.
- Portinho e Jordy dobraram sua intenção de voto em relação à pesquisa anterior, enquanto Benedita lidera o primeiro voto com 25%, revelando uma eleição em movimento acelerado.
- Marcelo Crivella, o mais conhecido ao lado de Benedita, enfrenta rejeição de 61%, mostrando que visibilidade não se converte automaticamente em votos.
- Com 22% dos eleitores inclinados a votar em branco, anular ou se abster, a mobilização do eleitorado será tão decisiva quanto a escolha dos candidatos.
No Rio de Janeiro, a disputa por duas cadeiras no Senado Federal em 2026 revela um eleitorado ainda em formação de opinião: três candidatos — Carlos Portinho e Carlos Jordy, do PL, e Benedita da Silva, do PT — dividem o topo com 15% cada, enquanto quase quatro em cada cinco eleitores sequer conseguem citar um nome espontaneamente. A pesquisa Quaest, encomendada pela Globo e divulgada em 29 de setembro, não anuncia um vencedor, mas ilumina um campo aberto onde o reconhecimento, a rejeição e a indecisão ainda moldam o destino de representações que durarão oito anos.
A corrida pelo Senado no Rio de Janeiro em 2026 começa sem favorito claro. Uma pesquisa Quaest divulgada em 29 de setembro, encomendada pela Globo e realizada com 1.302 eleitores entre os dias 25 e 28 do mesmo mês, mostra Carlos Portinho e Carlos Jordy, ambos do PL, e Benedita da Silva, do PT, tecnicamente empatados com 15% cada na combinação de votos para as duas vagas. Portinho e Jordy cresceram dez pontos em relação ao levantamento anterior, enquanto Benedita manteve sua posição.
O cenário se complexifica quando os votos são analisados separadamente. Para a primeira vaga, Benedita lidera com 25%, seguida por Portinho com 16% e Jordy com 15%. Na segunda vaga, Portinho e Jordy empatam em 15%, e Pedro Paulo sobe para 9%. Benedita, por sua vez, cai para apenas 4% na segunda votação — sugerindo que parte do eleitorado pensa em combiná-la com outro nome, e não em votá-la duas vezes, o que aliás não é permitido pelas regras eleitorais de 2026.
O dado mais revelador da pesquisa é o grau de indefinição: 79% dos entrevistados não conseguem citar espontaneamente nenhum candidato ao Senado, dois pontos a mais do que na pesquisa anterior. Mesmo na pesquisa estimulada, com a lista de nomes à vista, 9% permanecem indecisos sobre como combinar seus dois votos, e 22% indicam intenção de votar em branco, anular ou não comparecer.
Há disparidades marcantes no reconhecimento dos candidatos. Benedita é conhecida por 82% dos eleitores, mas enfrenta rejeição de 47%. Crivella é o mais conhecido, com 86%, porém sua rejeição chega a 61%. Jordy e Portinho ainda são desconhecidos por mais da metade do eleitorado, mas cresceram expressivamente em potencial de voto — Jordy de 16% para 30%, e Portinho de 16% para 33%. Monica Benicio, do PSOL, subiu de 4% para 6%, mas é ignorada por 64% dos eleitores.
A eleição de 2026 terá uma dinâmica particular: cada estado elegerá dois senadores, e cada eleitor deverá votar em dois candidatos distintos. Duas candidaturas já foram indeferidas pela Justiça Eleitoral. Com mais de um ano pela frente e a maioria do eleitorado ainda sem definição, a disputa permanece inteiramente em aberto.
A disputa pelos dois assentos do Senado no Rio de Janeiro segue aberta e incerta. Uma pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira, 29 de setembro, encomendada pela Globo, revela três candidatos tecnicamente empatados no topo da corrida: Carlos Portinho e Carlos Jordy, ambos do PL, e Benedita da Silva, do PT, cada um com 15% de intenção de voto quando se considera a combinação dos votos para as duas vagas. O levantamento ouviu 1.302 eleitores com 16 anos ou mais entre 25 e 28 de setembro, com margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral ocorreu sob o protocolo RJ-04419/2026.
Os números mostram movimento em relação à pesquisa anterior, divulgada seis dias antes. Portinho subiu de 10% para 15%, enquanto Jordy também cresceu de 10% para 15%. Benedita manteve seus 15%. Mais abaixo, Marcelo Crivella, do Republicanos, e Pedro Paulo, do PSD, aparecem com 7% cada. Monica Benicio, do PSOL, registrou 6%, e Waguinho, também do Republicanos, ficou com 2%. Os demais candidatos não ultrapassaram 1%.
O cenário muda quando se observa como os eleitores pretendem usar seus dois votos. Para a primeira vaga, Benedita da Silva lidera com 25%, seguida por Portinho com 16% e Jordy com 15%. Na segunda vaga, Portinho e Jordy empatam em 15%, enquanto Pedro Paulo sobe para 9% e Monica Benicio para 8%. Benedita cai para apenas 4% na segunda votação. Esse padrão sugere que alguns eleitores podem estar pensando em votar em Benedita para a primeira vaga e em outro candidato para a segunda, ou vice-versa.
O que mais chama atenção é o grau de indefinição entre os eleitores. Na pesquisa espontânea, quando não são apresentados nomes aos entrevistados, 79% dizem estar indecisos porque não conseguem citar um candidato — um aumento de dois pontos em relação aos 77% registrados na pesquisa anterior. Na pesquisa estimulada, quando a lista de candidatos é mostrada, 9% ainda permanecem indecisos sobre a combinação de votos para as duas vagas. Além disso, 22% indicam que pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecerão às urnas.
Em relação ao conhecimento dos candidatos, há disparidades significativas. Benedita da Silva é conhecida por 82% dos eleitores, com 35% de potencial de voto e 47% de rejeição. Carlos Jordy e Carlos Portinho, porém, ainda são desconhecidos por 54% e 53% dos eleitores, respectivamente, embora ambos tenham crescido em potencial de voto desde a pesquisa anterior. Jordy subiu de 16% para 30% em potencial, e Portinho de 16% para 33%. Marcelo Crivella é conhecido por 86% dos eleitores, mas enfrenta alta rejeição de 61%. Pedro Paulo tem potencial de voto de apenas 19%, enquanto Monica Benicio, apesar de crescer em intenção, é desconhecida por 64% dos eleitores.
O contexto eleitoral em 2026 é específico: serão eleitos dois senadores em cada estado e no Distrito Federal para renovar 54 das 81 cadeiras do Senado. Cada eleitor deve votar em dois candidatos diferentes — não é permitido repetir o mesmo nome. Duas candidaturas foram indeferidas pela Justiça Eleitoral em 23 de setembro: André Monteiro e Comandante Ribeiro Afonso, ambos do Democrata, e portanto não constam desta pesquisa.
A volatilidade é evidente nos números. Além dos crescimentos de Portinho e Jordy, Monica Benicio subiu de 4% para 6% na combinação de votos. Waguinho caiu de 3% para 2%. Os indecisos na combinação de votos caíram significativamente de 21% para 9%, sugerindo que a apresentação dos nomes aos eleitores os ajuda a tomar decisões, ainda que muitos permaneçam sem definição clara. A corrida permanece aberta, com possibilidade de mudanças substanciais até o pleito.
Citações Notáveis
A pesquisa foi contratada pela Globo e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo RJ-04419/2026— Quaest