Pesquisa Quaest mostra Cid Gomes na liderança para o Senado no Ceará

Rejeição aos líderes é substancial, mas base de apoio persiste
Cid Gomes e Capitão Wagner enfrentam altos índices de rejeição, mas mantêm votação expressiva entre eleitores que os conhecem.
Mark

Por que Cid Gomes lidera tão claramente na primeira vaga mas cai na segunda?

Mimi

Porque muitos eleitores que votam nele para a primeira vaga precisam escolher um segundo nome, e aí distribuem o voto. Ele não é a segunda escolha natural de quem o vota em primeiro lugar.

Luke

Mas a pesquisa não nos diz exatamente quem são os eleitores que votam nele na primeira e mudam na segunda. Isso é inferência nossa.

Mark

E a rejeição? Cid tem 37% que o conhecem e não votariam. Isso é muito?

Mimi

É bastante, sim. Significa que mesmo entre quem o conhece, mais de um terço o rejeita. Capitão Wagner está ainda pior, com 41%.

Luke

Verdade, mas também significa que 55% de quem conhece Cid votaria nele. Não é um número fraco. A rejeição é real, mas ele tem base.

Mark

Os indecisos caíram muito. De 13% para 6% na primeira vaga. Isso significa que a campanha esclareceu as pessoas?

Mimi

Pode ser. Ou significa que quando você mostra os nomes, as pessoas conseguem decidir mais facilmente. A pesquisa espontânea tinha 65% indecisos.

Luke

Exatamente. Não sabemos se foi esclarecimento ou se as pessoas simplesmente têm dificuldade em lembrar nomes sem ajuda. São coisas diferentes.

Mark

E Luizianne? Ela cresce bastante de uma pesquisa para outra.

Mimi

Cresce mesmo. Na espontânea, ela tinha 9%. Na estimulada, 19% para a segunda vaga. E a rejeição dela cai enquanto a aprovação sobe.

Luke

Mas ainda há 28% que não a conhecem. Ela tem espaço para crescer, mas também tem risco se esses desconhecidos forem expostos a informações negativas.

Mark

Qual é o cenário mais provável em 4 de outubro?

Mimi

Cid e Capitão Wagner parecem os mais prováveis para passar. Mas a segunda vaga é aberta — Luizianne tem chance real.

Luke

Temos que lembrar que 31% ainda podem mudar de voto. Margem de erro é 3 pontos. Esses números não são tão sólidos quanto parecem.

  • Cid Gomes lidera com 32% na primeira vaga, mas enfrenta rejeição de 37% — um teto que pode limitar sua expansão no segundo turno das preferências.
  • Capitão Wagner, com 26%, acumula a maior rejeição entre os líderes: 41% dos eleitores que o conhecem afirmam que não votariam nele.
  • Luizianne é a candidata em ascensão: sua rejeição caiu para 31% enquanto o número de eleitores dispostos a votá-la saltou de 29% para 41%.
  • Na segunda vaga, o empate técnico entre Luizianne (19%), Cid (17%) e Wagner (16%) transforma a disputa em um campo aberto e imprevisível.
  • Com 31% dos eleitores ainda passíveis de mudar de voto até 4 de outubro, o resultado final permanece genuinamente em aberto.

No Ceará, a disputa por duas cadeiras no Senado Federal em 2026 revela um campo político fragmentado, onde lideranças consolidadas convivem com rejeições expressivas e um eleitorado ainda em movimento. A pesquisa Quaest, conduzida entre 19 e 22 de setembro com 900 entrevistados, mostra Cid Gomes à frente na primeira vaga, mas uma corrida muito mais equilibrada na segunda — lembrando que, nesta eleição, cada voto exige dois nomes distintos, e essa regra remodela as estratégias e as esperanças de todos os candidatos.

A pesquisa Quaest divulgada em 23 de setembro, encomendada pela TV Verdes Mares, oferece o retrato mais atualizado da corrida ao Senado pelo Ceará. Ouvindo 900 pessoas entre os dias 19 e 22 do mesmo mês, com margem de erro de 3 pontos percentuais, o levantamento revela uma disputa de múltiplas camadas — onde liderar não significa necessariamente vencer.

Cid Gomes, do PSB, aparece como o candidato mais forte quando se somam as intenções para as duas vagas: 25% no total combinado, crescimento de 2 pontos desde a pesquisa anterior. Na primeira vaga, sua vantagem é mais clara — 32% contra 26% de Capitão Wagner (União) e 19% de Luizianne (Rede). Alcides Fernandes, do PL, figura em quarto com 5%.

O cenário se transforma na segunda vaga. Luizianne sobe para 19% e empata tecnicamente com Cid Gomes, que recua para 17%. Wagner mantém 16%, e Alcides dobra sua marca, chegando a 10%. Essa dinâmica reflete uma regra eleitoral decisiva: em 2026, cada eleitor deve votar em dois candidatos diferentes para o Senado, o que redistribui preferências e abre espaço para candidatos menos visíveis na primeira escolha.

A rejeição é um fator determinante. Cid Gomes é conhecido por 92% dos eleitores, mas 37% deles o rejeitam — índice que cresceu 1 ponto. Wagner enfrenta rejeição ainda maior: 41%, alta de 4 pontos. Luizianne caminha na direção oposta: sua rejeição caiu para 31% enquanto a parcela de eleitores que a conhecem e votariam nela passou de 29% para 41%, sinalizando uma candidatura em expansão.

A indecisão recuou, mas não desapareceu. Para a primeira vaga, apenas 6% permanecem indecisos após ver a lista de candidatos — queda de 7 pontos. Para a segunda vaga, 13% ainda não sabem em quem votar. E 31% dos entrevistados admitem que podem mudar de escolha até o dia 4 de outubro, tornando esse contingente flutuante um fator potencialmente decisivo em uma disputa que, especialmente na segunda vaga, está longe de definida.

A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (23 de setembro) oferece o retrato mais recente da disputa pelo Senado cearense, encomendada pela TV Verdes Mares. O levantamento foi conduzido entre 19 e 22 de setembro, ouvindo 900 pessoas com 16 anos ou mais, e possui margem de erro de 3 pontos percentuais com nível de confiança de 95%.

Cid Gomes, do PSB, emerge como o candidato mais forte na corrida. Quando consideradas as menções combinadas para as duas vagas em disputa, ele aparece com 25% das intenções de voto — crescimento de 2 pontos em relação à pesquisa anterior de 4 de setembro. Na disputa específica pela primeira vaga, sua vantagem é ainda mais clara: 32% dos eleitores declaram intenção de votá-lo, ante 26% para Capitão Wagner, do União, e 19% para Luizianne, da Rede. Alcides Fernandes, do PL, fica em quarto lugar com apenas 5% para a primeira vaga.

O cenário muda quando se observa a segunda vaga. Ali, Luizianne sobe para 19%, empatando tecnicamente com Cid Gomes, que cai para 17%. Capitão Wagner mantém 16%, enquanto Alcides Fernandes dobra sua votação, chegando a 10%. Essa dinâmica revela uma característica importante da eleição: eleitores que pretendem votar em Cid Gomes para a primeira vaga tendem a distribuir seu segundo voto de forma diferente, abrindo espaço para outros candidatos na segunda oportunidade.

A rejeição aos candidatos líderes é substancial. Cid Gomes é conhecido por 92% dos eleitores, mas 37% deles declaram que o conhecem e não votariam nele — um índice que cresceu 1 ponto desde setembro. Capitão Wagner enfrenta rejeição ainda maior: 41% dos eleitores o conhecem e rejeitam, aumento de 4 pontos. Luizianne, por sua vez, vê sua rejeição cair para 31%, enquanto cresce o número de eleitores que a conhecem e votariam nela, passando de 29% para 41%.

A indecisão diminuiu significativamente. Na pesquisa espontânea — quando nomes não são apresentados aos entrevistados — 65% ainda não conseguem citar um candidato. Mas quando a lista é mostrada, o quadro muda. Para a primeira vaga, apenas 6% permanecem indecisos, queda de 7 pontos. Para a segunda vaga, 13% ainda não sabem em quem votar. Em branco, nulo ou abstenção, 12% optam pela primeira vaga e 21% pela segunda.

Um dado relevante para o calendário eleitoral: 68% dos eleitores entrevistados afirmam que sua escolha é definitiva. Contudo, 31% dizem que ainda podem mudar de voto até o dia da eleição, marcado para 4 de outubro. Esse contingente de votantes flutuantes pode ser decisivo em uma disputa onde os números mostram competição acirrada, especialmente na segunda vaga.

O contexto institucional também importa. Em 2026, cada estado elege dois senadores, e cada eleitor deve votar em dois candidatos diferentes — não é permitido repetir o mesmo nome. Essa regra explica por que os números para primeira e segunda vagas diferem tanto, e por que candidatos que não aparecem com força na primeira oportunidade podem ganhar relevância na segunda.

68% dos eleitores afirmam que sua escolha é definitiva, mas 31% dizem que ainda podem mudar de voto até o dia da eleição
— Pesquisa Quaest
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