Pesquisa Quaest: Moro lidera com 37% na disputa pelo governo do Paraná

Quarenta e quatro por cento ainda podem mudar de voto
A volatilidade eleitoral permanece alta, com menos de metade do eleitorado com decisão definitiva.
Mark

Por que Moro sai tão à frente quando os nomes são apresentados, mas cai tanto quando a pesquisa é espontânea?

Mimi

Porque conhecimento não é apoio. Quando você ouve o nome, você tem uma opinião formada. Mas quando você precisa lembrar dele sozinho, a maioria das pessoas não consegue. Isso diz menos sobre Moro e mais sobre como a campanha ainda está em construção.

Mark

E essa rejeição de 33% que ele carrega — isso é um problema real?

Mimi

Depende de como você vê. Sim, um terço do eleitorado o descarta. Mas Requião Filho tem 44% de rejeição, e ainda assim está em segundo. A rejeição existe, mas não é o fator determinante aqui.

Mark

Os simulações de segundo turno mostram Moro vencendo em todos os cenários. Isso significa que a eleição já está decidida?

Mimi

Não. Quarenta e quatro por cento dos eleitores ainda podem mudar de voto. E 73% não conseguem nomear um candidato espontaneamente. Há muito espaço para movimento. Mas sim, a estrutura atual favorece Moro.

Mark

A aprovação do governo está em 79%. Como isso se traduz em votos?

Mimi

Nem sempre se traduz diretamente. Aprovação do governo não é voto no sucessor. Mas cria um ambiente favorável. Quando 65% acham que o governador merecia eleger sucessor, você tem uma base de legitimidade para quem se apresenta como continuidade.

Mark

Saúde é o problema mais citado, em 28%. Nenhum candidato está falando sobre isso?

Mimi

A pesquisa não diz. Mas sim, é o tema que mais preocupa. Quem conseguir se conectar com essa preocupação tem uma abertura real.

Mark

E o apoio de Lula — por que prejudica tanto?

Mimi

Quarenta por cento dizem que diminui a chance de voto. O Paraná não é um estado de esquerda. Flávio Bolsonaro funciona melhor aqui. Mas nem isso é determinante — 48% dizem que apoio de Bolsonaro não muda nada.

  • Sergio Moro lidera com 37% de intenção de voto estimulada
  • Pesquisa realizada entre 20 e 23 de agosto com 804 eleitores
  • 44% dos eleitores ainda podem mudar de voto até 4 de outubro
  • Moro vence em todos os cenários de segundo turno simulados
  • Saúde é o principal problema citado por 28% dos eleitores

Moro lidera com 37% de intenção de voto, mas 44% dos eleitores ainda podem mudar o voto até as eleições de 4 de outubro. Requião Filho tem maior índice de rejeição (44%), enquanto Moro possui 54% de potencial de voto entre eleitores que o conhecem.

Pesquisa Quaest divulgada pela RPC mostra Sergio Moro (PL) com 37% de intenção de voto para governador do Paraná, seguido por Requião Filho (PDT) com 21% e Sandro Alex (PSD) com 15%.

A pesquisa Quaest encomendada pela RPC, afiliada paranaense da TV Globo, oferece o primeiro retrato detalhado da corrida pelo governo do Paraná. Realizada entre 20 e 23 de agosto com 804 eleitores, o levantamento mostra Sergio Moro do PL na liderança com 37% das intenções de voto, uma margem confortável sobre seus concorrentes mais próximos. Requião Filho, do PDT, aparece em segundo lugar com 21%, enquanto Sandro Alex, do PSD, fica em terceiro com 15%. Os demais candidatos — Luiz França, Tayná Miessa, Alexandre Salomão, Adriano Funileiro e Samuel de Mattos — não ultrapassam 1% cada um. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Mas os números brutos contam apenas parte da história. Quando a Quaest apresenta os candidatos aos eleitores de forma estimulada, como fez nesta pesquisa, o cenário muda radicalmente quando se remove os nomes. Na pesquisa espontânea, Moro cai para 13%, Requião Filho para 7% e Sandro Alex para 4%. Isso revela uma realidade incômoda: 73% dos eleitores entrevistados não conseguem nomear espontaneamente um candidato à governança estadual. O conhecimento dos nomes é, portanto, um fator determinante nesta disputa.

O que torna a liderança de Moro particularmente interessante é a composição de seu apoio. Enquanto 54% dos eleitores que o conhecem dizem que poderiam votá-lo, 33% afirmam categoricamente que não votariam nele sob nenhuma circunstância. Requião Filho enfrenta uma rejeição ainda maior: 44% dos que o conhecem descartam sua candidatura completamente, contra apenas 38% que poderiam considerá-lo. Sandro Alex, por sua vez, sofre com o desconhecimento — 62% dos entrevistados não o conhecem, embora apenas 16% o rejeitem explicitamente.

A volatilidade eleitoral permanece significativa. Apenas 56% dos eleitores dizem que sua escolha é definitiva; os outros 44% admitem que ainda podem mudar de voto antes de 4 de outubro. Somados aos 18% que se declaram indecisos, isso significa que quase dois terços do eleitorado paranaense ainda está em movimento. As simulações de segundo turno, porém, sugerem que essa fluidez pode não alterar o resultado final. Em um confronto direto entre Moro e Requião Filho, Moro vence com 51% contra 27%. Contra Sandro Alex, Moro obtém 48% contra 19%. Apenas no cenário em que Requião Filho enfrenta Sandro Alex — uma combinação que não inclui Moro — a disputa fica mais aberta, com Requião à frente com 37% contra 24%.

O contexto político estadual também importa. O governo atual goza de aprovação robusta: 79% dos eleitores aprovam o trabalho sendo feito, e 68% o avaliam positivamente. Quando perguntados se o governador Ratinho Junior merecia eleger um sucessor, 65% responderam afirmativamente. Essa aprovação alta beneficia candidatos que se apresentam como continuidade, embora 49% dos eleitores digam que querem mudanças naquilo que não está funcionando bem.

Os problemas que mais preocupam os paranaenses são saúde, citada por 28% dos entrevistados, e violência, mencionada por 15%. Educação, infraestrutura e economia empatam em terceiro lugar com 8% cada. Corrupção e pobreza recebem 4% das menções, enquanto desemprego fica em 3%. Apenas 1% aponta enchentes como principal problema, apesar dos eventos climáticos recentes que afetaram o estado.

Há também uma dimensão ideológica nesta disputa. Quando questionados sobre alinhamentos políticos, 38% dos eleitores preferem um governador aliado de Flávio Bolsonaro, enquanto 35% querem um aliado de Lula. O apoio do ex-presidente Lula, porém, funciona como desvantagem: 40% dos eleitores dizem que isso diminuiria a chance de votarem em um candidato, contra apenas 16% que dizem que aumentaria. O apoio de Flávio Bolsonaro tem efeito menos polarizador — 26% dizem que aumentaria a chance de voto, 48% dizem que não muda nada, e 23% que diminuiria.

A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número PR-05388/2026, conferindo-lhe validade oficial. Com a eleição marcada para 4 de outubro, ainda há tempo para movimentações significativas, mas a trajetória atual aponta para uma vitória de Moro no primeiro turno ou, caso isso não ocorra, uma vantagem decisiva em um segundo turno.

Na pesquisa espontânea, 73% dos eleitores não conseguem nomear um candidato à governança estadual
— Pesquisa Quaest
79% dos eleitores aprovam o trabalho do governo atual
— Pesquisa Quaest
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