A menos de dois meses das eleições presidenciais de outubro, uma pesquisa Quaest divulgada na última sexta-feira revela um país dividido não apenas por ideologia, mas por gênero. Lula lidera com 38% das intenções de voto no primeiro turno, contra 31% de Flávio Bolsonaro, mas essa vantagem se sustenta sobretudo entre as mulheres — entre os homens, os dois estão tecnicamente empatados. O retrato que emerge é o de uma disputa ainda em aberto, onde a margem de erro de três pontos percentuais preserva múltiplos futuros possíveis.
Pesquisa Quaest: Lula lidera entre mulheres; empate com Bolsonaro entre homens
empate técnico entre homens deixa a disputa aberta
Por que essa divisão por gênero importa tanto nesta eleição?
Porque mostra que Lula e Bolsonaro não estão competindo pelo mesmo eleitorado. Um tem consolidado apoio em um grupo, o outro em outro. Isso muda como cada um vai fazer campanha.
O empate técnico entre homens significa que está realmente aberto?
Sim. Com margem de erro de 3 pontos, qualquer movimento pequeno muda o resultado. Não é uma vantagem sólida para ninguém.
E os outros candidatos? Por que tão baixo?
Porque a eleição se polarizou. Quando dois nomes grandes dominam assim, os menores ficam espremidos. Precisariam de algo muito específico para crescer.
Isso quer dizer que Lula vai ganhar?
Não necessariamente. Ele tem vantagem no agregado, mas se perder votos entre mulheres ou ganhar entre homens, tudo muda. A campanha ainda tem tempo.
Qual é o risco maior para cada um?
Lula precisa manter mulheres. Bolsonaro precisa crescer entre elas ou consolidar ainda mais entre homens. Qualquer um que perder seu núcleo duro está em apuros.
El Pulso
- Lula lidera com sete pontos de vantagem no agregado geral, mas o número esconde uma fratura profunda no eleitorado masculino, onde o empate técnico com Bolsonaro mantém a disputa viva.
- A divisão por gênero reacende um padrão histórico da política brasileira: mulheres inclinadas a Lula, homens mais próximos do campo bolsonarista.
- A margem de erro de 3 pontos transforma qualquer leitura simplista dos dados em terreno instável — especialmente entre os homens, onde qualquer variação pode inverter o quadro.
- Os candidatos menores — Renan Santos, Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Romeu Zema — somam menos de 15% juntos, sinalizando que a eleição já se concentrou em dois nomes principais.
- Com a campanha ainda em curso e novos eventos capazes de mover eleitores indecisos, a vantagem atual de Lula é real, mas não definitiva.
A menos de dois meses das eleições presidenciais de outubro, uma pesquisa Quaest divulgada na última sexta-feira revela um país dividido não apenas por ideologia, mas por gênero. Lula lidera com 38% das intenções de voto no primeiro turno, contra 31% de Flávio Bolsonaro, mas essa vantagem se sustenta sobretudo entre as mulheres — entre os homens, os dois estão tecnicamente empatados. O retrato que emerge é o de uma disputa ainda em aberto, onde a margem de erro de três pontos percentuais preserva múltiplos futuros possíveis.
A pesquisa Quaest divulgada na última sexta-feira mostra Lula com 38% das intenções de voto no primeiro turno presidencial de outubro, contra 31% de Flávio Bolsonaro. Os demais candidatos — Renan Santos, Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Romeu Zema — não ultrapassam os 4% individualmente, sugerindo uma corrida que já se bipolarizou em torno dos dois nomes principais.
Os números, porém, ganham outra dimensão quando desagregados por gênero. Entre as mulheres, Lula sustenta uma vantagem clara. Entre os homens, ele e Bolsonaro estão tecnicamente empatados — e a margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou menos mantém esse segmento do eleitorado genuinamente em disputa.
Essa divisão por gênero não é novidade na política brasileira, mas seu peso cresce quando aparece em números tão definidos. Lula consolidou seu apoio entre eleitoras ao longo dos últimos anos, enquanto Bolsonaro preserva força entre o eleitorado masculino. O que a Quaest revela, no fim, é uma eleição ainda em movimento: a vantagem no agregado é real, mas o empate entre homens deixa espaço para que a campanha, e os eventos que ainda estão por vir, alterem o resultado final.
A pesquisa Quaest divulgada na sexta-feira passada oferece um retrato fragmentado da corrida presidencial de outubro. O presidente Lula aparece com 38% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro fica em 31%. Renan Santos e Ronaldo Caiado dividem 4% cada um; Augusto Cury e Romeu Zema ficam com 2% cada.
Mas os números ganham textura quando se olha para quem está votando em quem. Entre as mulheres, Lula tem vantagem clara. Entre os homens, a história é outra: ele e Bolsonaro estão tecnicamente empatados. A margem de erro é de 3 pontos para mais ou menos, o que significa que dentro desse intervalo, qualquer coisa pode acontecer.
Esse padrão de divisão por gênero não é novo na política brasileira, mas ganha peso quando aparece em números assim. Lula consolidou apoio entre eleitoras mulheres enquanto Bolsonaro mantém força entre o eleitorado masculino. O empate técnico entre homens deixa em aberto qual será o resultado final dessa disputa, especialmente considerando que a margem de erro permite múltiplos cenários.
Os candidatos menores na pesquisa — Renan Santos pela Missão, Ronaldo Caiado pelo PSD, Augusto Cury pelo Avante e Romeu Zema pelo Novo — aparecem com votações residuais. Nenhum deles ultrapassa os 4%, o que sugere uma eleição que se concentra nos dois nomes principais.
O que a Quaest revela é uma eleição ainda em movimento, com dinâmicas diferentes dependendo de quem você pergunta. A vantagem de Lula no agregado é real, mas o empate entre homens indica que há espaço para mudanças conforme a campanha avança e novas informações chegam aos eleitores.
Citas Notables
Pesquisa mostra Lula com vantagem entre as mulheres, enquanto empata com Flávio Bolsonaro entre os homens— Pesquisa Quaest