Pesquisa Quaest: Jordy, Portinho e Benedita empatam na disputa pelo Senado do RJ

Oitenta e um por cento dos eleitores afirmam que sua escolha é definitiva
Consolidação do voto carioca uma semana antes da eleição para o Senado mostra eleitorado com decisões cristalizadas.
Mark

Então esses três candidatos estão realmente empatados, ou é só a margem de erro fazendo parecer assim?

Mimi

Estão dentro da margem de erro de 3 pontos percentuais. Portinho tem 23%, Jordy 22%, Benedita 21%. Tecnicamente, qualquer um dos três poderia estar na frente ou atrás quando os votos forem contados.

Luke

Mas a pesquisa foi feita dois dias antes da eleição. Quanto tempo passou entre essa e a anterior?

Mimi

A anterior foi em 29 de setembro. Então temos uma semana de diferença.

Luke

E nessa semana, o que mudou foi principalmente a quantidade de indecisos caindo de 79% para 40%. Isso é um movimento real ou é só porque agora eles estão vendo os nomes dos candidatos?

Mimi

Boa pergunta. A pesquisa espontânea, sem mostrar nomes, também mostra crescimento. Jordy saiu de 4% para 13%, Portinho de 3% para 11%. Então não é só o efeito de ver a lista.

Mark

E por que Benedita lidera no primeiro voto mas cai para 6% no segundo?

Mimi

Porque os eleitores estão fazendo escolhas diferentes para cada vaga. Alguns votam nela para a primeira cadeira mas preferem outro candidato para a segunda.

Luke

Então a gente não sabe realmente quem vai ganhar as duas vagas. A pesquisa mostra que é uma disputa aberta.

Mimi

Exatamente. E 81% dos eleitores dizem que sua decisão é definitiva, então não há muito espaço para mudanças de última hora.

Mark

Mas 18% ainda podem mudar. Em uma disputa tão apertada, isso importa?

Luke

Importa, mas é menos do que importava duas semanas atrás, quando 32% diziam que podiam mudar. O voto está mais consolidado.

Mimi

E a pesquisa foi registrada no TSE, então os números são públicos e verificáveis.

Mark

Qual é o tamanho da amostra?

Mimi

3.204 eleitores maiores de 16 anos, com margem de erro de 2 pontos percentuais para o resultado agregado.

  • Carlos Portinho (PL, 23%), Carlos Jordy (PL, 22%) e Benedita da Silva (PT, 21%) estão tecnicamente empatados, tornando o resultado imprevisível até o último voto.
  • A indecisão despencou de 79% para 40% em apenas dias, sinalizando que a campanha final conseguiu mobilizar e definir preferências com velocidade incomum.
  • Oitenta e um por cento dos eleitores afirmam que sua decisão é irrevogável — uma consolidação que reduz o espaço para viradas de última hora, mas não elimina a incerteza do empate.
  • Os números se dividem de forma surpreendente entre a primeira e a segunda vaga: Benedita lidera a primeira com 26%, enquanto Portinho avança na segunda com 18%, revelando que os eleitores estão fazendo escolhas distintas para cada cadeira.
  • Na pesquisa espontânea, Jordy saltou de 4% para 13% e Portinho de 3% para 11%, indicando que os candidatos ganharam presença real na memória do eleitorado conforme a eleição se aproximava.

A poucos dias de uma eleição que decidirá duas cadeiras no Senado do Rio de Janeiro, três candidatos chegam ao momento decisivo separados por diferenças menores do que a própria margem de erro — um empate que, em democracia, lembra que o poder pertence àqueles que ainda não escolheram. O que a pesquisa Quaest revela não é apenas uma corrida acirrada, mas uma transformação acelerada do eleitorado: em poucas semanas, a indecisão recuou de 79% para 40%, e oito em cada dez eleitores dizem ter feito sua escolha de forma definitiva. É o retrato de uma sociedade que, mesmo diante de múltiplas opções, converge — nem sempre com clareza, mas com crescente convicção.

A três dias da eleição para o Senado do Rio de Janeiro, uma pesquisa Quaest divulgada no sábado mostrou uma disputa praticamente travada. Carlos Portinho, do PL, apareceu com 23% dos votos válidos; Carlos Jordy, também do PL, com 22%; e Benedita da Silva, do PT, com 21%. Com margem de erro de 3 pontos percentuais, os três estão tecnicamente empatados. O levantamento ouviu 3.204 eleitores entre 2 e 3 de outubro e foi registrado no TSE.

Mas o dado mais revelador não estava no topo da corrida — estava na transformação do eleitorado. Quando perguntados de forma espontânea, sem ver uma lista de nomes, 40% dos entrevistados não conseguiram citar um candidato. Esse número pode parecer alto, mas representa uma queda dramática em relação à pesquisa anterior, quando 79% estavam indecisos. Em poucas semanas, a campanha conseguiu consolidar quase 40 pontos percentuais de eleitores que antes não tinham escolha definida.

Essa consolidação se confirma na firmeza do voto: 81% dos eleitores disseram que sua decisão é definitiva, contra apenas 68% duas semanas antes. O eleitorado carioca chegou ao domingo de votação mais convicto — o que reduz surpresas, mas não resolve o empate no topo.

Os números também revelam dinâmicas distintas entre as duas vagas em disputa. Para a primeira cadeira, Benedita lidera com 26%, seguida por Jordy com 22% e Portinho com 14%. Para a segunda, o cenário se inverte: Portinho sobe para 18%, Jordy cai para 12% e Benedita recua para 6%. Pedro Paulo, do PSD, aparece em quarto com 13%, e Marcelo Crivella, do Republicanos, com 12%.

Com duas cadeiras em jogo — uma configuração que historicamente gera altos índices de votos em branco e nulos no Rio — e três candidatos separados por diferenças menores do que a margem de erro, qualquer variação de última hora pode definir quem ocupará o Senado pelos próximos oito anos.

A três dias da eleição para o Senado do Rio de Janeiro, uma pesquisa Quaest divulgada no sábado revela uma disputa praticamente travada entre os três principais candidatos. Carlos Portinho, do PL, aparece com 23% dos votos válidos; Carlos Jordy, também do PL, com 22%; e Benedita da Silva, do PT, com 21%. A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais, o que significa que tecnicamente os três estão empatados. O levantamento foi feito entre 2 e 3 de outubro com 3.204 eleitores maiores de 16 anos e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral.

O que chama atenção não é apenas o empate no topo, mas a mudança dramática no perfil do eleitorado em poucas semanas. Quando a Quaest perguntou aos entrevistados em quem votariam sem apresentar uma lista de candidatos, 40% não conseguiram citar um nome. Esse número representa uma queda significativa em relação à pesquisa anterior, quando 79% dos eleitores estavam indecisos. A redução de quase 40 pontos percentuais sugere que a campanha conseguiu consolidar votos conforme a eleição se aproximava.

Essa consolidação fica ainda mais evidente quando se observa a decisão do voto. Oitenta e um por cento dos eleitores afirmam que sua escolha é definitiva, enquanto apenas 18% dizem que ainda podem mudar de ideia. Duas semanas antes, 68% tinham dito que a decisão era definitiva e 32% que podia mudar. O movimento indica que o eleitorado carioca chegou ao domingo de votação com suas preferências mais cristalizadas.

Os números também revelam dinâmicas diferentes entre o primeiro e o segundo voto. Para a primeira vaga, Benedita da Silva lidera com 26% dos votos válidos, seguida por Carlos Jordy com 22% e Carlos Portinho com 14%. Já para a segunda vaga, o cenário muda: Portinho sobe para 18%, enquanto Jordy cai para 12% e Benedita para apenas 6%. Essa variação mostra que os eleitores estão fazendo escolhas distintas para cada uma das duas cadeiras em disputa.

Pedro Paulo, do PSD, aparece em quarto lugar com 13% dos votos válidos, seguido por Marcelo Crivella, do Republicanos, com 12%. Monica Benício, do PSOL, fica com 7%. Os demais candidatos não ultrapassam 2%. Quando se considera o resultado agregado das duas vagas, incluindo votos em branco, nulos e indecisos, Carlos Jordy aparece com 17%, Portinho e Benedita com 16% cada um.

A pesquisa espontânea, em que os eleitores citam nomes sem ver uma lista, também mostra movimento. Carlos Jordy subiu de 4% para 13% em relação à pesquisa anterior, realizada em 29 de setembro. Portinho saiu de 3% para 11%, e Benedita de 7% para 10%. Esses aumentos refletem maior presença dos candidatos na memória do eleitor conforme a campanha avançava.

O contexto das eleições para o Senado em 2026 é importante. Os eleitores cariocas votam em dois candidatos, já que duas cadeiras estão em disputa. O Senado tem 81 cadeiras ao todo, com mandatos de oito anos. A renovação acontece de forma alternada: em alguns anos elegem-se dois senadores por estado, em outros apenas um. Em 2018, a última eleição com duas vagas em disputa no Rio, milhões de votos para o cargo ficaram em branco ou foram anulados, o que mostra a dificuldade histórica do eleitorado em preencher as duas escolhas.

Com a eleição marcada para o domingo seguinte, a pesquisa captura um momento em que a disputa ainda está aberta, mas o eleitorado já demonstra maior clareza sobre suas preferências. O empate técnico entre os três principais candidatos significa que pequenas variações podem definir quem ocupará as duas cadeiras, e a consolidação do voto reduz a margem para surpresas de última hora.

Oitenta e um por cento dos eleitores afirmam que sua decisão de voto é definitiva
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