Em Sergipe, uma pesquisa realizada no fim de agosto revela que dois terços dos eleitores aprovam o governo estadual — um sinal de que, mesmo diante de desafios persistentes como a crise na saúde e a escassez de água, a gestão mantém uma base de legitimidade considerável. O levantamento, conduzido pelo instituto Quaest para a TV Sergipe, coloca em evidência a tensão clássica entre a satisfação com o presente e a ansiedade pelo futuro, enquanto o estado se aproxima de um novo ciclo eleitoral.
Pesquisa Quaest: governo de SE tem 66% de aprovação
Dois em cada três eleitores aprovam o governo
Como uma aprovação de 66% se traduz em termos práticos para as eleições que vêm por aí?
É um número robusto. Significa que dois em cada três eleitores estão satisfeitos o suficiente para considerar continuidade ou reeleição. Mas note que 34% querem mudar apenas o que não funciona — não é rejeição total, é refinamento.
Verdade, mas 27% querem mudança total. Isso não é negligenciável. E a pesquisa não nos diz se essa aprovação é entusiasmo ou apenas aceitação.
A saúde aparece como problema para 37%. Isso é uma ameaça ao governo?
É o tema que mais preocupa os eleitores. Mas a aprovação geral permanece alta, o que sugere que as pessoas não culpam necessariamente o governo estadual — pode ser um problema estrutural que transcende a gestão local.
Ou significa que as pessoas estão insatisfeitas com a saúde mas ainda aprovam outras áreas. A pesquisa não desagrega isso. Não sabemos se quem reclama de saúde está entre os 66% que aprovam ou entre os 23% que desaprovam.
A crise hídrica é mencionada por apenas 13%, bem menos que saúde. Isso é surpreendente?
Pode ser que a crise hídrica seja uma preocupação mais recente ou que tenha afetado menos visibilidade que a saúde. Ou que as pessoas a vejam como um problema natural, não político.
Ou que a pesquisa tenha sido feita em um período em que a situação hídrica estava menos crítica. Precisaríamos saber mais sobre o contexto das datas — 23 a 26 de agosto.
Der Puls
- Dois terços dos sergipanos aprovam o governo estadual, mas a saúde — citada por 37% como o maior problema — permanece uma ferida aberta que pressiona a gestão.
- A crise hídrica, mencionada por 13% dos entrevistados, e o desemprego, com 8%, revelam que a aprovação coexiste com demandas sociais urgentes e não resolvidas.
- A maioria dos eleitores — 62% — quer que o próximo governador mantenha ou herde a linha de trabalho atual, sinalizando um capital político relevante para a continuidade.
- Ainda assim, 27% exigem uma transformação completa, e outros 34% pedem mudanças pontuais, indicando que a aprovação não equivale a um cheque em branco para o futuro.
Em Sergipe, uma pesquisa realizada no fim de agosto revela que dois terços dos eleitores aprovam o governo estadual — um sinal de que, mesmo diante de desafios persistentes como a crise na saúde e a escassez de água, a gestão mantém uma base de legitimidade considerável. O levantamento, conduzido pelo instituto Quaest para a TV Sergipe, coloca em evidência a tensão clássica entre a satisfação com o presente e a ansiedade pelo futuro, enquanto o estado se aproxima de um novo ciclo eleitoral.
Uma pesquisa do instituto Quaest, encomendada pela TV Sergipe e divulgada em agosto, revelou que 66% dos eleitores sergipanos aprovam o trabalho do governo estadual. O levantamento ouviu 804 pessoas entre os dias 23 e 26 de agosto, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
A avaliação qualitativa da gestão também foi favorável: 48% dos entrevistados classificaram o trabalho como positivo, 34% como regular e apenas 11% como negativo. Na questão da continuidade política, 62% dos eleitores defenderam que o governador atual merecia ser reeleito ou que seu sucessor deveria seguir a mesma linha de trabalho.
Sobre os rumos do estado, os eleitores se dividiram em três grupos quase equivalentes: 34% querem que o próximo governador mantenha o trabalho em andamento, outros 34% pedem mudanças apenas onde algo não funciona, e 27% defendem uma transformação completa da gestão.
A saúde foi apontada como o principal problema de Sergipe por 37% dos entrevistados. A crise hídrica apareceu em segundo lugar, com 13%, seguida por desemprego e violência, ambos citados por 8% dos eleitores. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número SE-03536/2026.
Uma pesquisa divulgada na quinta-feira mostrou que dois terços dos eleitores de Sergipe aprovam o trabalho do governo estadual. O levantamento, encomendado pela TV Sergipe e realizado pelo instituto Quaest, ouviu 804 pessoas entre 23 e 26 de agosto, com margem de erro de três pontos percentuais.
A aprovação chegou a 66%, enquanto 23% desaprovam a gestão e 11% não souberam responder. Quando perguntados sobre a qualidade do trabalho realizado, 48% dos entrevistados o avaliaram como positivo, 34% como regular e apenas 11% como negativo. Sete por cento não responderam a essa questão.
Sobre a continuidade política, 62% dos eleitores disseram que o governador atual merecia ser reeleito ou que seu sucessor deveria ser escolhido dentro da mesma linha de trabalho. Outros 28% discordaram dessa avaliação, enquanto 10% não tinham opinião formada.
Quando questionados sobre os rumos que o estado deveria tomar, os eleitores se dividiram. Exatamente um terço defendeu que o próximo governador continuasse o trabalho em andamento. Outro terço, também 34%, acreditava que mudanças eram necessárias, mas apenas naquilo que não estava funcionando bem. Já 27% consideravam que uma transformação completa era indispensável. Cinco por cento não responderam.
A saúde emergiu como a preocupação mais urgente entre os sergipanos. Trinta e sete por cento dos entrevistados a apontaram como o principal problema do estado. A crise hídrica ficou em segundo lugar, mencionada por 13% dos eleitores. Desemprego e violência empataram em terceiro, cada um citado por 8%. Apenas 2% disseram não haver problemas significativos, enquanto 15% não souberam responder.
O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número SE-03536/2026 e possui nível de confiança de 95%.