A menos de dois meses das eleições estaduais de outubro, Sergipe revela uma disputa ainda em formação: o candidato Fábio, do PSD, ocupa a liderança com folga, mas uma parcela significativa do eleitorado permanece em aberto, lembrando que as convicções políticas raramente se consolidam antes do último ato. A pesquisa Quaest, encomendada pela TV Sergipe e realizada entre 23 e 26 de agosto com 804 entrevistados, oferece um retrato provisório de um estado onde a saúde pública pesa mais do que qualquer sigla partidária.
Pesquisa Quaest: Fábio lidera disputa pelo governo de SE com 40%
Quando o nome não é apresentado, Fábio cai de 40% para 26%
O que essa pesquisa nos diz sobre a força real de Fábio nessa disputa?
A liderança dele é clara nos números estimulados, mas a pesquisa espontânea revela algo importante: quando você não dá o nome do candidato, ele cai de 40% para 26%. Isso significa que a identificação com o nome dele é crucial.
Mas 64% já têm voto definido, certo? Então esses 17% indecisos são o campo de batalha real, não os 40% que já estão com Fábio.
Exatamente. E há também aqueles 36% que dizem que podem mudar. O voto não está tão fechado quanto parece.
E Valmir? Ele tem alguma chance real?
Na simulação de segundo turno, ele fica em 34% contra 47% de Fábio. Mas ele tem 36% de rejeição, praticamente igual à de Fábio que tem 28%. Ambos enfrentam resistência.
Espera — Valmir tem mais rejeição que Fábio, mas está em segundo lugar. Isso sugere que a rejeição não é o fator determinante aqui.
E quanto ao apoio de Lula? Parece que ajuda mais do que atrapalha.
Sim, 39% dizem que aumentaria a chance de voto, contra 20% que dizem que diminuiria. Mas 37% dizem que não muda nada. Não é um fator dominante.
E Bolsonaro? Aí sim vemos o efeito negativo: 38% dizem que diminuiria a chance de voto, contra apenas 14% que aumentaria.
Então a saúde sendo o principal problema para 37% dos eleitores — como isso influencia a campanha daqui para frente?
Esse é o tema que ambos os candidatos vão precisar abordar com força. É o que mais preocupa o eleitor sergipano.
Der Puls
- Fábio lidera com 40% na pesquisa estimulada, mas 17% dos eleitores ainda não escolheram seu candidato, mantendo a corrida em aberto.
- Na pesquisa espontânea, sem a apresentação dos nomes, os índices despencam e 56% se declaram indecisos — sinal de que o reconhecimento de nome é decisivo nesta eleição.
- A simulação de segundo turno aponta Fábio com 47% contra 34% de Valmir, mas a rejeição de ambos é expressiva: 28% e 36%, respectivamente.
- O governo atual sustenta 66% de aprovação, e 62% dos eleitores acreditam que Fábio merece continuar ou indicar seu sucessor — um ativo político considerável.
- A saúde lidera como principal problema do estado para 37% dos eleitores, sinalizando que a campanha que dominar essa pauta pode definir o resultado em outubro.
A menos de dois meses das eleições estaduais de outubro, Sergipe revela uma disputa ainda em formação: o candidato Fábio, do PSD, ocupa a liderança com folga, mas uma parcela significativa do eleitorado permanece em aberto, lembrando que as convicções políticas raramente se consolidam antes do último ato. A pesquisa Quaest, encomendada pela TV Sergipe e realizada entre 23 e 26 de agosto com 804 entrevistados, oferece um retrato provisório de um estado onde a saúde pública pesa mais do que qualquer sigla partidária.
A pesquisa Quaest divulgada na quinta-feira traça o panorama da disputa pelo governo de Sergipe a menos de dois meses das eleições de outubro. O levantamento, encomendado pela TV Sergipe, ouviu 804 pessoas entre 23 e 26 de agosto, com margem de erro de três pontos percentuais.
Na pesquisa estimulada, Fábio, do PSD, lidera com 40% das intenções de voto. Valmir de Francisquinho, do Republicanos, aparece em segundo com 28%, seguido por Ricardo Marques, do PL, com 5%. Os demais candidatos somam 1% cada, e 17% dos eleitores ainda não definiram sua escolha. Já na pesquisa espontânea, os números caem drasticamente — Fábio vai a 26%, Valmir a 13% — e 56% se declaram indecisos, revelando o peso do reconhecimento de nome na decisão do voto. Ainda assim, 64% dos entrevistados afirmam que sua escolha já está feita.
Uma simulação de segundo turno entre os dois principais candidatos coloca Fábio com 47% contra 34% de Valmir. A rejeição, porém, é um fator relevante para ambos: 28% dos eleitores conhecem Fábio e não votariam nele, enquanto 36% descartam Valmir. Ricardo Marques ainda é desconhecido por 58% do eleitorado.
O governo atual conta com 66% de aprovação, e 62% dos eleitores acreditam que Fábio merece ser reeleito ou indicar seu sucessor. Entre os problemas mais urgentes do estado, a saúde lidera com 37%, seguida pela crise hídrica com 13% e pelo desemprego e violência, com 8% cada. No campo do alinhamento político, 49% preferem um governador aliado de Lula, enquanto o apoio de Flávio Bolsonaro tende a afastar mais eleitores do que atrair. A pesquisa foi registrada no TSE sob os números SE-03536/2026 e BR-07281/2026.
A pesquisa Quaest divulgada na quinta-feira mostra o cenário da disputa pelo governo de Sergipe com menos de dois meses para as eleições de outubro. O levantamento, encomendado pela TV Sergipe, entrevistou 804 pessoas entre 23 e 26 de agosto, com margem de erro de três pontos percentuais.
Fábio, do PSD, aparece na liderança com 40% das intenções de voto na pesquisa estimulada, aquela em que os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores. Valmir de Francisquinho, do Republicanos, fica em segundo lugar com 28%. Ricardo Marques, do PL, soma 5%, enquanto os demais candidatos — Taty Cristina de Jesus (Democracia Cristã), Dr. Helton (PSOL) e Emanuel Cacho (PSD) — registram 1% cada um. Branco, nulo e abstenção somam 7%, e 17% dos eleitores ainda não decidiram o voto.
Quando a pesquisa não apresenta os nomes dos candidatos aos entrevistados, o quadro muda significativamente. Fábio cai para 26%, Valmir para 13%, e Ricardo Marques para 2%. Neste cenário espontâneo, 56% dos eleitores se declaram indecisos, o que sugere que a identificação com os nomes dos candidatos é importante para a definição do voto. Ainda assim, 64% dos eleitores ouvidos afirmam que sua escolha é definitiva, enquanto 36% dizem que podem mudar até o dia da eleição.
Uma simulação de segundo turno entre Fábio e Valmir mostra o candidato do PSD com 47% contra 34% do rival, com 8% em branco ou nulo e 11% indecisos. Quanto à rejeição, ambos os principais candidatos enfrentam resistência significativa: 28% dos eleitores conhecem Fábio e não votariam nele, enquanto 36% conhecem Valmir e descartam seu voto. Ricardo Marques é desconhecido por 58% dos entrevistados, e os demais candidatos têm baixíssima penetração no eleitorado.
O governo atual goza de aprovação relativamente alta: 66% dos eleitores aprovam a gestão, e 48% a avaliam como positiva. Quando perguntados se Fábio merece ser reeleito ou se merece eleger um sucessor, 62% respondem que merece continuar ou indicar quem o substitua. A saúde é apontada como o principal problema do estado por 37% dos eleitores, seguida pela crise hídrica com 13%, desemprego e violência com 8% cada.
Quanto ao alinhamento político, 49% dos eleitores preferem que o próximo governador seja aliado de Lula, enquanto 28% querem um independente e 18% preferem um aliado de Flávio Bolsonaro. O apoio de Lula aumentaria a chance de voto em um candidato para 39% dos entrevistados, mas diminuiria para 20%. Já o apoio de Flávio Bolsonaro tem efeito oposto: apenas 14% dizem que aumentaria a chance de voto, enquanto 38% afirmam que diminuiria. A pesquisa foi registrada no TSE sob os números SE-03536/2026 e BR-07281/2026.
Bemerkenswerte Zitate
66% dos eleitores aprovam o governo atual— Pesquisa Quaest
62% acreditam que Fábio merece ser reeleito ou eleger um sucessor— Pesquisa Quaest