Pesquisa Quaest: Eduardo Gomes lidera disputa pelo Senado em Tocantins

Metade do eleitorado não conseguia nomear um candidato
Na pesquisa espontânea, 52% dos entrevistados não citaram nenhum nome, indicando voto pouco consolidado.
Mark

Por que 52% de indecisos na pesquisa espontânea é tão diferente dos 25% que Gomes tem na estimulada?

Mimi

Quando você pergunta sem mostrar os nomes, está medindo quanto cada candidato já penetrou na mente do eleitor. Metade não conseguia lembrar de ninguém. Mas quando você mostra a lista, as pessoas conseguem escolher. São dois tipos de informação diferentes.

Luke

Mas isso não significa que os 25% de Gomes são sólidos, certo? Se 52% não sabem espontaneamente, muitos deles podem estar escolhendo qualquer um quando veem a lista.

Mimi

Exato. É por isso que a pesquisa também perguntou se a decisão era definitiva. 79% disseram que sim, mas 20% ainda podem mudar.

Mark

E esses 20% que podem mudar — eles estão distribuídos entre todos os candidatos ou concentrados em alguns?

Luke

A pesquisa não diz. Sabe-se que podem mudar, mas não para onde. Isso é um buraco importante.

Mimi

Verdade. O que a gente sabe é que Gomes tem uma vantagem, mas não é esmagadora. Gaguim está perto, e há espaço para surpresas.

Mark

A margem de erro de 2 pontos muda isso?

Luke

Muda tudo. Se a margem é 2 pontos, Gomes pode estar entre 23% e 27%, e Gaguim entre 19% e 23%. Eles podem estar tecnicamente empatados.

Mimi

Mas a pesquisa foi feita na véspera, com 1.800 pessoas. É um tamanho respeitável. O que ela mostra é tendência, não certeza.

Mark

E para a segunda vaga, há mais indecisão?

Mimi

Sim. 18% indecisos para a segunda vaga contra 7% para a primeira. As pessoas sabem melhor em quem votar para a primeira cadeira.

Luke

O que faz sentido. A primeira vaga é mais visível, mais disputada. A segunda é mais nebulosa.

  • Eduardo Gomes lidera com 25% dos votos válidos, mas sua vantagem sobre Gaguim (21%) e Alexandre Guimarães (17%) é estreita o suficiente para ser revertida em um único dia de campanha.
  • 52% dos eleitores não conseguiram nomear espontaneamente nenhum candidato, revelando uma base eleitoral ainda em movimento e altamente suscetível a influências de última hora.
  • A disputa pela segunda vaga é ainda mais incerta: 18% dos eleitores permaneciam indecisos especificamente para essa escolha, abrindo espaço para candidatos como Eli Borges (8%) e Paulo Mourão (7%) avançarem.
  • Um contraponto de estabilidade emerge: 79% dos que já escolheram um candidato afirmam que sua decisão é definitiva, sugerindo que o voto consolidado tende a resistir à pressão do último momento.
  • O destino das duas vagas dependeria, em última análise, de qual campanha conseguisse mobilizar melhor seus apoiadores e capturar o voto flutuante antes do fechamento das urnas.

Na véspera de uma eleição, os números revelam tanto o que está decidido quanto o que permanece em aberto. A pesquisa Quaest divulgada em 3 de outubro mostrou Eduardo Gomes (PL) à frente da disputa pelo Senado em Tocantins com 25% dos votos válidos, mas metade do eleitorado ainda não conseguia nomear espontaneamente um candidato — sinal de que, naquele momento, a corrida era genuinamente aberta. Em eleições assim, o resultado final pertence menos às pesquisas e mais à capacidade de cada campanha de transformar intenção difusa em voto concreto.

Na véspera do primeiro turno, a Quaest divulgou seus números finais para o Senado em Tocantins. Eduardo Gomes, do PL, liderava com 25% dos votos válidos, seguido por Gaguim (União) com 21% e Alexandre Guimarães (MDB) com 17%. Os eleitores tocantinenses precisariam escolher dois candidatos para as duas vagas em disputa — e a pesquisa deixava claro que a corrida ainda estava em aberto.

O dado mais revelador veio da pesquisa espontânea: quando perguntados sem receber uma lista de nomes, 52% dos entrevistados não conseguiram nomear nenhum candidato. Quanto maior esse índice de indecisão, maior o espaço para movimentações entre a pesquisa e o resultado real. Nos números totais — incluindo brancos, nulos e indecisos — Gomes tinha 20%, Gaguim 16% e Guimarães 13%. Para a segunda vaga, 18% dos eleitores ainda estavam indecisos.

Havia, porém, um sinal de estabilidade: 79% dos entrevistados afirmaram que sua decisão era definitiva, e apenas 20% admitiam possibilidade de mudança. Isso indicava que, entre aqueles que já tinham escolhido, o voto tendia a se manter.

O levantamento, encomendado pela TV Anhanguera, ouviu 1.800 eleitores entre 2 e 3 de outubro, com margem de erro de 2 pontos percentuais. No agregado das duas vagas, Eli Borges (Republicanos) aparecia com 8%, Paulo Mourão (PT) com 7% e Ronaldo Dimas (Podemos) com 5%. Com metade do eleitorado ainda indeciso e um quinto aberto a mudanças, o resultado final dependeria tanto da mobilização dos apoiadores quanto do destino do voto flutuante no último dia.

A véspera de uma eleição é quando as pesquisas ganham peso real. No sábado, 3 de outubro, a Quaest divulgou seus números finais para a disputa pelo Senado em Tocantins, e o quadro que emergiu era de uma corrida aberta, apesar de um nome estar claramente à frente.

Eduardo Gomes, do PL, lidera a intenção de voto com 25% dos votos válidos — aqueles dados efetivamente aos candidatos, excluindo brancos, nulos e abstenções. Gaguim, pela União, vem em segundo com 21%, seguido por Alexandre Guimarães, do MDB, com 17%. Mas esses números, tomados isoladamente, contam apenas parte da história. No domingo, cada eleitor tocantinense teria que escolher dois candidatos para as duas vagas em disputa, e a pesquisa revelava uma base eleitoral ainda em movimento.

Quando a Quaest perguntou aos entrevistados em quem votariam sem apresentar uma lista de candidatos — o que os pesquisadores chamam de pesquisa espontânea — metade dos respondentes, 52%, não conseguiu nomear um candidato. Essa cifra alta de indecisos é um indicador de que o voto não estava consolidado. Quanto maior o número de eleitores que ainda não conseguem responder espontaneamente, maior a possibilidade de mudanças entre o momento da pesquisa e o resultado real. Na prática, significava que a campanha ainda tinha espaço para se mover.

Os números totais, que incluem votos em branco, nulos e os indecisos, mostram uma distribuição ainda mais dispersa. Gomes mantinha 20% do total, Gaguim 16%, Guimarães 13%. Quando se olha especificamente para a segunda vaga — onde historicamente há mais indecisão — Gomes tinha 19%, Gaguim 15%, e Guimarães 13%, com 18% dos eleitores ainda indecisos apenas para essa escolha.

Há, porém, um sinal de estabilidade na pesquisa. Quando perguntados se sua decisão de voto era definitiva ou poderia mudar, 79% dos entrevistados disseram que já tinham decidido. Apenas 20% admitiam possibilidade de mudança. Isso sugeria que, apesar da alta indecisão geral, aqueles que já tinham escolhido um candidato tendiam a manter essa escolha.

O levantamento foi encomendado pela TV Anhanguera e ouviu 1.800 eleitores com 16 anos ou mais entre 2 e 3 de outubro. A margem de erro era de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral foi feito sob o número TO-01946/2026.

No agregado das duas vagas, além dos três primeiros colocados, Eli Borges, dos Republicanos, aparecia com 8%, Paulo Mourão, do PT, com 7%, e Ronaldo Dimas, do Podemos, com 5%. Os demais candidatos ficavam abaixo de 5%. Mas com metade do eleitorado ainda indeciso na pesquisa espontânea e quase um quinto ainda aberto a mudanças, o resultado final dependeria tanto de quem conseguisse mobilizar melhor seus apoiadores quanto de para onde fluiria esse voto flutuante no último dia de campanha.

79% dos eleitores disseram que sua decisão de voto é definitiva
— Pesquisa Quaest
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