A pouco mais de um mês das eleições estaduais em Goiás, uma pesquisa da Quaest revela Daniel Vilela (MDB) à frente da corrida ao governo, carregando consigo a aprovação do mandato atual e números confortáveis em simulações de segundo turno. Mas o retrato é de uma disputa ainda em movimento: quase metade do eleitorado admite que pode mudar de ideia, e a saúde pública — esquecida nos discursos, presente no cotidiano — é o clamor mais alto das ruas goianas. O que os números mostram não é apenas quem lidera, mas o quanto ainda está por ser conquistado.
Pesquisa Quaest: Daniel Vilela lidera disputa pelo governo de GO com 37%
Quarenta e dois por cento ainda podem mudar de voto
Por que essa pesquisa importa agora, com mais de um mês ainda para a eleição?
Porque ela estabelece uma linha de base. Vilela sai na frente, mas 42% do eleitorado ainda pode mudar de voto. Isso significa que o resultado não está fechado.
Mas note que 74% não conseguem nomear um candidato espontaneamente. Isso sugere que muitos estão respondendo a nomes sugeridos, não a uma preferência real.
E quanto à rejeição a Perillo? Parece muito alta.
É. Quarenta e nove por cento conhecem Perillo e não votariam nele. Isso limita muito seu teto de votos, mesmo que consiga mobilizar parte do eleitorado.
Verdade, mas também é importante notar que Vilela tem 23% de rejeição. Não é insignificante. Se o voto se polarizar, isso pode importar.
A saúde é o principal problema. Qual candidato está melhor posicionado para falar sobre isso?
A pesquisa não diz. Ela apenas registra que 37% citam saúde como prioridade. Quem conseguir conectar uma proposta concreta a isso pode ganhar espaço.
Exatamente. A pesquisa identifica a preocupação, mas não mede qual candidato os eleitores acreditam que pode resolver.
E o alinhamento com Bolsonaro versus Lula?
Bolsonaro é mais mobilizador aqui. Trinta e cinco por cento dizem que seu apoio aumentaria a chance de voto; apenas 17% dizem o mesmo sobre Lula.
Mas 37% querem um governador independente. Então há espaço para quem consiga se posicionar fora dessa polarização.
Vilela vence em todos os cenários de segundo turno. Isso o torna imbatível?
Não necessariamente. Esses cenários assumem que chegará a um segundo turno. Se houver fragmentação no primeiro turno, tudo muda.
E há ainda 20% de indecisos na pesquisa estimulada. Onde esses votos vão é a verdadeira incógnita.
Der Puls
- Vilela lidera com 37% na pesquisa estimulada, mas na espontânea cai para 17% — sinal de que sua vantagem depende do reconhecimento do nome, não de uma adesão profunda.
- 42% dos eleitores admitem que ainda podem mudar o voto, mantendo a disputa aberta e tornando os próximos 40 dias decisivos para todos os candidatos.
- Perillo enfrenta um obstáculo severo: 49% dos eleitores o rejeitam, o maior índice entre os principais candidatos, o que compromete sua viabilidade em qualquer cenário de segundo turno.
- O bolsonarismo pesa mais que o lulismo em Goiás — 35% dizem que o apoio de Bolsonaro aumentaria sua chance de voto, contra apenas 17% que dizem o mesmo sobre Lula.
- A saúde é citada por 37% como o principal problema do estado, abrindo espaço para quem apresentar uma proposta concreta e convincente para o setor.
A pouco mais de um mês das eleições estaduais em Goiás, uma pesquisa da Quaest revela Daniel Vilela (MDB) à frente da corrida ao governo, carregando consigo a aprovação do mandato atual e números confortáveis em simulações de segundo turno. Mas o retrato é de uma disputa ainda em movimento: quase metade do eleitorado admite que pode mudar de ideia, e a saúde pública — esquecida nos discursos, presente no cotidiano — é o clamor mais alto das ruas goianas. O que os números mostram não é apenas quem lidera, mas o quanto ainda está por ser conquistado.
Uma pesquisa da Quaest, divulgada pela TV Anhanguera na quinta-feira (27), traça o panorama mais recente da disputa pelo governo de Goiás a pouco mais de um mês do pleito de 4 de outubro. Daniel Vilela (MDB) lidera com 37% das intenções de voto na pesquisa estimulada. Marconi Perillo (PSDB) aparece em segundo com 20%, seguido por Wilder Morais (PL), com 12%. Luis Cesar Bueno (PT) registra 4%. O levantamento ouviu 804 pessoas entre 23 e 26 de agosto, com margem de erro de três pontos percentuais.
A volatilidade do eleitorado é um dado central: 42% dos entrevistados afirmam que ainda podem mudar de voto. Na pesquisa espontânea, sem sugestão de nomes, Vilela cai para 17% e Perillo para apenas 4%, enquanto 74% não conseguem nomear um candidato — sinal de que a corrida está longe de consolidada.
Nos cenários de segundo turno, Vilela aparece em posição folgada: vence Perillo por 53% a 28% e Morais por 56% a 18%. A rejeição a Perillo é a mais alta entre os principais candidatos, chegando a 49%. Vilela e Morais têm rejeições próximas, de 23% e 22%, respectivamente.
O eleitorado goiano demonstra maior afinidade com o campo da direita. O apoio de Bolsonaro mobiliza mais do que o de Lula: 35% dizem que o endosso do ex-presidente aumentaria sua chance de votar num candidato, contra 17% que dizem o mesmo sobre o presidente. Para 37%, o apoio de Lula diminuiria a chance de voto.
A saúde é o principal problema apontado pelos goianos, com 37% das menções, seguida pela violência (15%) e por economia, educação e infraestrutura. Vilela, como governador em exercício, colhe aprovação de 64% e vê 48% dos eleitores avaliarem positivamente sua gestão — base sólida, mas que não elimina as incertezas de uma campanha ainda em disputa.
Uma pesquisa divulgada na quinta-feira (27 de agosto) pela TV Anhanguera oferece o retrato mais recente da corrida pelo governo de Goiás, com pouco mais de um mês para o pleito de 4 de outubro. Daniel Vilela, do MDB, emerge como o candidato à frente, com 37% de intenção de voto quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados. Marconi Perillo, do PSDB, aparece em segundo lugar com 20%, seguido por Wilder Morais, do PL, com 12%. Luis Cesar Bueno, do PT, registra apenas 4%, enquanto os candidatos Luciana Amorim (UP) e Danilo Pinheiro Evangelista da Silva (PCO) não ultrapassam a margem de arredondamento. O levantamento ouviu 804 pessoas com 16 anos ou mais entre 23 e 26 de agosto, com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos.
O que chama atenção é a volatilidade ainda presente no eleitorado. Enquanto 58% dos entrevistados afirmam que sua escolha é definitiva, 42% dizem que ainda podem mudar de voto até o dia da eleição. Esse contingente de indecisos e potencialmente móveis representa uma parcela significativa do eleitorado, sugerindo que a campanha ainda tem espaço para movimentações. Na pesquisa espontânea, quando os nomes não são sugeridos, Vilela cai para 17% e Perillo para apenas 4%, enquanto 74% dos entrevistados não conseguem nomear um candidato de forma espontânea.
Os cenários de segundo turno simulados pela Quaest mostram Vilela em posição confortável contra seus dois principais rivais. Num embate direto com Perillo, Vilela alcança 53% contra 28% do tucano. Contra Morais, a vantagem é ainda maior: 56% para Vilela e 18% para o bolsonarista. Esses números ganham contexto quando se observa os índices de rejeição: Perillo é o candidato mais rejeitado, com 49% dos eleitores dizendo que o conhecem mas não votariam nele. Vilela tem 23% de rejeição, e Morais, 22%.
A saúde emerge como a preocupação dominante entre os goianos. Quando perguntados sobre o principal problema do estado, 37% citam a saúde, seguida distante pela violência, com 15%. Economia, educação e infraestrutura dividem a atenção com 9%, 6% e 6% respectivamente. Corrupção e pobreza/desigualdade aparecem com 4% cada uma.
No que diz respeito aos alinhamentos políticos nacionais, a pesquisa revela uma preferência clara dos goianos. Enquanto 37% querem um governador independente e 20% preferem alguém alinhado a Lula, 37% também preferem um aliado de Flávio Bolsonaro. O apoio de Bolsonaro parece mais mobilizador: 35% dos eleitores dizem que o apoio do ex-presidente aumentaria sua chance de votar num candidato, contra apenas 17% que dizem o mesmo sobre o apoio de Lula. Para 37% dos entrevistados, o apoio de Lula diminuiria a chance de voto, enquanto 23% dizem o mesmo sobre Bolsonaro.
Quanto à avaliação do governo atual, Daniel Vilela colhe bons números. Ele é aprovado por 64% dos eleitores, com apenas 12% desaprovando. Quando perguntados sobre a avaliação geral, 48% a consideram positiva e 29% regular. Sobre o ex-governador Ronaldo Caiado, 69% dos entrevistados acham que ele merecia ser reeleito, contra 21% que acham que era hora de um sucessor.
Os dados sugerem um cenário em que Vilela parte na frente, mas com ressalvas importantes. A alta proporção de indecisos na pesquisa espontânea indica que muitos eleitores ainda não têm uma preferência consolidada, mesmo que respondam a nomes quando apresentados. A rejeição a Perillo é particularmente pronunciada, o que pode beneficiar Vilela em qualquer confronto direto. O eleitorado goiano parece mais receptivo a mensagens alinhadas à direita, dado o peso maior do apoio de Bolsonaro em relação ao de Lula. A saúde, como principal preocupação, oferece um terreno fértil para qualquer candidato que consiga articular uma proposta convincente para o setor.
Bemerkenswerte Zitate
Sessenta e quatro por cento aprovam o governo de Daniel Vilela— Pesquisa Quaest
Trinta e sete por cento preferem um governador aliado de Flávio Bolsonaro, mesma proporção que quer um independente— Pesquisa Quaest