Pesquisa Quaest: aprovação de governadores oscila pouco, exceto Rio de Janeiro

Cláudio Castro caiu de 53% para 28% em oito meses
O ex-governador do Rio de Janeiro registra a maior deterioração de imagem entre os dez estados pesquisados pela Quaest.
Mark

Por que o Rio de Janeiro se destaca tanto nesta pesquisa? O que aconteceu com Cláudio Castro?

Mimi

Ele estava em recuperação há poucos meses — 53% de aprovação em novembro. Mas algo virou a chave. Caiu para 35% em abril e agora está em 28%. É uma queda vertiginosa em um ano.

Mark

Isso é uma rejeição pessoal ou reflete algo maior no estado?

Mimi

Provavelmente os dois. Castro renunciou e foi cassado por abuso de poder. O eleitor vê isso como um fracasso da liderança. Mas também há vazio de poder — o estado está sendo governado por um juiz interino.

Mark

Os outros governadores mostram estabilidade. O que isso significa para 2026?

Mimi

Significa que a maioria já consolidou sua imagem. Mas há sinais de desgaste em vários lugares. Em São Paulo, por exemplo, um terço quer mudança completa. Não é rejeição, é cansaço.

Mark

Raquel Lyra em Pernambuco é a exceção positiva?

Mimi

Sim. Ela cresceu 17 pontos em um ano. Começou em 51% de aprovação e agora está em 68%. É a única trajetória claramente ascendente.

Mark

A polarização aparece em alguns estados. Como isso afeta a governança?

Mimi

Elmano no Ceará tem 77% entre lulistas e 67% de desaprovação entre bolsonaristas. Significa que ele governa para metade do eleitorado. Romeu Zema em Minas tem o padrão inverso. Esses governadores não conseguem construir consenso.

Mark

O que os números dizem sobre 2026?

Mimi

Que a maioria dos governadores está consolidada, mas nenhum tem margem confortável. O eleitor quer mudanças, não rupturas. Isso abre espaço para candidatos que prometerem ajustes, não revoluções.

  • Cláudio Castro despencou de 53% de aprovação em novembro de 2025 para apenas 28% em julho de 2026, acumulando um saldo negativo de 26 pontos — o único ex-governador do grupo nessa condição.
  • O Rio de Janeiro vive uma incerteza institucional rara: o estado é administrado interinamente por um desembargador, e 41% dos eleitores simplesmente não sabem o que pensar do governo atual.
  • Raquel Lyra em Pernambuco protagoniza a maior virada positiva do levantamento, saltando de um saldo de apenas 6 pontos em agosto de 2025 para 45 pontos em julho de 2026.
  • Ronaldo Caiado lidera com folga o ranking de aprovação, com 87% em Goiás, enquanto Ratinho Júnior sustenta 81% no Paraná com consistência entre todos os perfis demográficos.
  • O eleitorado nacional sinaliza impaciência com o status quo: apenas 26% querem continuidade, enquanto 71% pedem ajustes ou transformação completa nos governos de seus estados.

Em julho de 2026, a pesquisa Quaest percorreu dez estados brasileiros para medir o pulso entre governantes e governados, revelando que a estabilidade é a regra — mas não a única história. Enquanto a maioria dos líderes mantém sua posição no imaginário do eleitorado, o Rio de Janeiro vive uma ruptura singular: Cláudio Castro, ex-governador, tornou-se o símbolo de como a confiança pública pode desmoronar em questão de meses. No outro extremo, Pernambuco oferece a narrativa oposta, lembrando que recuperação política também é possível quando há movimento real.

Em julho de 2026, a pesquisa Quaest mapeou a aprovação de governadores e ex-governadores em dez estados brasileiros. O retrato geral é de estabilidade — a maioria dos índices pouco se alterou desde abril —, mas essa calma superficial esconde movimentos significativos e um colapso político sem paralelo no grupo.

Ronaldo Caiado lidera com 87% de aprovação em Goiás, uma melhora em relação aos 84% de abril. Seu sucessor, Daniel Vilela, tem 64% de aprovação. No Paraná, Ratinho Júnior sustenta 81% de forma consistente entre todos os segmentos demográficos. O destaque positivo do período é Raquel Lyra, em Pernambuco: saiu de 62% para 68% de aprovação, com desaprovação caindo de 35% para 23%. Em agosto de 2025, seu saldo era de apenas 6 pontos; hoje é de 45 — uma recuperação notável.

Em outros estados, o quadro é mais ambíguo. Helder Barbalho, que deixou o Pará para concorrer ao Senado, cresceu levemente para 66%, enquanto sua sucessora Hana Ghassan ainda consolida a transição com 49% de aprovação. Em São Paulo, Tarcísio de Freitas enfrenta sinais de desgaste: apenas 26% dos eleitores querem continuidade, e 71% pedem mudanças de alguma ordem. Jerônimo Rodrigues chega competitivo à reeleição na Bahia com 52%, mas enfrenta uma contradição — a maioria quer que ele continue, porém poucos desejam simplesmente a manutenção do governo atual.

No Ceará, Elmano de Freitas tem 52% de aprovação, mas é profundamente polarizado. Em Minas Gerais, Romeu Zema deixou um legado dividido ao renunciar para disputar a Presidência; seu sucessor Mateus Simões tem apenas 36% de aprovação. Eduardo Leite, no Rio Grande do Sul, acumula três rodadas consecutivas de queda, chegando a 48%.

Mas é no Rio de Janeiro que a narrativa se torna dramática. Cláudio Castro, que chegou a 53% de aprovação em novembro de 2025, despencou para 28% em julho, com 54% de desaprovação — um saldo negativo de 26 pontos, o único do grupo nessa condição e a maior deterioração registrada entre os dez estados. O estado é governado interinamente pelo desembargador Ricardo Couto, cujos números refletem a incerteza do momento: 34% de aprovação, 25% de desaprovação e 41% que simplesmente não souberam responder.

Em julho de 2026, a pesquisa Quaest traçou um retrato da aprovação de governadores e ex-governadores em dez estados brasileiros, revelando um cenário de relativa calma política — com uma exceção gritante que domina o quadro: o Rio de Janeiro, onde a imagem de Cláudio Castro desabou.

Os números gerais contam uma história de estabilidade. Comparando julho com abril, a maioria dos estados manteve seus índices de aprovação praticamente inalterados, sugerindo que o eleitorado já havia formado suas opiniões sobre os governos e pouco mudou em três meses. Mas essa tranquilidade mascara movimentos importantes dentro de cada estado, e um colapso espetacular em um deles.

Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás, segue como a figura mais bem avaliada do grupo. Em julho, 87% dos eleitores goianos aprovam seu governo, enquanto apenas 7% desaprovam — uma melhora em relação a abril, quando tinha 84% de aprovação e 11% de rejeição. Seu sucessor, Daniel Vilela, que assumiu após a renúncia de Caiado para concorrer à Presidência, colhe 64% de aprovação e 12% de desaprovação. No Paraná, Ratinho Júnior mantém a segunda posição com 81% de aprovação, um índice que se sustenta de forma consistente entre todos os segmentos demográficos avaliados — gênero, idade, renda, religião e posicionamento político.

O destaque positivo do período é Pernambuco. Raquel Lyra saltou de 62% para 68% de aprovação entre abril e julho, o maior avanço registrado. Sua desaprovação caiu de 35% para 23%. O movimento é ainda mais impressionante quando se observa a série completa: em agosto de 2025, ela tinha apenas 51% de aprovação contra 45% de rejeição — um saldo de 6 pontos que hoje é de 45. Trata-se de uma trajetória de recuperação consistente.

Em outros estados, o quadro é mais morno. Helder Barbalho, ex-governador do Pará que deixou o cargo para concorrer ao Senado, passou de 63% para 66% de aprovação. Sua vice, Hana Ghassan, que assumiu o governo e concorrerá à reeleição, tem 49% de aprovação e 21% de desaprovação — números modestos que sugerem uma transição ainda em consolidação. Em São Paulo, Tarcísio de Freitas registra sinais de desgaste. Felipe Nunes, diretor da Quaest, observa que o eleitor não pede uma ruptura completa, mas quer mudanças: 38% querem ajustar o que não funciona, 33% desejam transformação total e apenas 26% defendem a continuidade. Jerônimo Rodrigues, na Bahia, chega competitivo para a reeleição com 52% de aprovação, embora enfrente uma contradição: 52% acreditam que merece continuar, mas apenas 21% querem que o próximo governador simplesmente dê prosseguimento ao trabalho atual.

Elmano de Freitas, no Ceará, tem 52% de aprovação, mas sua gestão é profundamente polarizada — 77% de aprovação entre lulistas, 67% de desaprovação entre bolsonaristas. Em Minas Gerais, Romeu Zema, que renunciou para concorrer à Presidência, deixou um legado dividido: 80% de aprovação entre bolsonaristas, 55% de desaprovação entre lulistas. Seu sucessor, Mateus Simões, tem apenas 36% de aprovação. No Rio Grande do Sul, Eduardo Leite segue uma trajetória de queda: caiu de 62% em fevereiro para 48% em julho, uma deterioração de três rodadas consecutivas.

Mas é no Rio de Janeiro que a história se torna dramática. Cláudio Castro chegou a 53% de aprovação em novembro de 2025, seu melhor índice na série. A reversão foi rápida e brutal. Em abril, já estava em 35%. Em julho, despencou para 28% de aprovação e 54% de desaprovação — uma queda de 7 pontos em aprovação e alta de 7 pontos em rejeição em apenas três meses. É o único ex-governador do grupo com saldo negativo, uma diferença de 26 pontos percentuais entre aprovação e desaprovação. Trata-se da maior deterioração de imagem registrada entre os dez estados pesquisados. O Rio de Janeiro é governado interinamente pelo desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, que tem 34% de aprovação, 25% de desaprovação e 41% que não sabem ou não responderam — números que refletem a incerteza política do estado.

O eleitor não pede uma ruptura completa com o governo, mas querem alguma mudança: 38% querem mudar apenas o que não está funcionando, 33% querem mudar totalmente e 26% defendem a continuidade
— Felipe Nunes, diretor da Quaest
O ambiente político não favorece claramente a sucessão. Para 51%, Eduardo Leite não merece eleger o sucessor que indicar
— Felipe Nunes, diretor da Quaest
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