Quando as instituições entram em conflito aberto, o eco ressoa além de seus corredores — e chega às urnas. Uma pesquisa Datafolha divulgada em setembro de 2026 revela que 47% dos eleitores brasileiros afirmam que a crise no Supremo Tribunal Federal pesará em sua decisão presidencial, transformando uma disputa judiciária em fator eleitoral de primeira ordem. O desgaste recai de forma assimétrica: mais eleitores associam o custo político a Lula do que a Flávio Bolsonaro, sinalizando que a turbulência institucional raramente é neutra — ela escolhe a quem cobrar.