A dez dias do segundo turno, uma pesquisa de ampla abrangência nacional colocava Luiz Inácio Lula da Silva à frente de Jair Bolsonaro na disputa pela presidência do Brasil. O levantamento, realizado com 4.500 eleitores em mais de mil municípios, refletia não apenas uma preferência de voto, mas também um julgamento coletivo sobre quatro anos de governo — com a maioria dos brasileiros expressando desaprovação à gestão em curso. Naquele momento, o país se aproximava de uma escolha que carregava o peso de narrativas profundamente opostas sobre o que o Brasil havia sido e o que poderia vir a ser.
Pesquisa Atlas: Lula lidera com 52% contra 46,2% de Bolsonaro no segundo turno
Lula lidera com 52% contra 46,2% de Bolsonaro
A pesquisa mostra Lula com uma vantagem clara, mas ela é realmente tão sólida quanto parece?
A margem de cinco pontos percentuais está dentro do intervalo de confiança de 95%, então tecnicamente Lula poderia estar entre 51% e 53%. Mas o padrão é consistente — quando você olha só para votos válidos, a diferença sobe para seis pontos.
Certo, mas uma coisa que não sabemos é como essa amostra de 4.500 pessoas se distribui entre os 1.404 municípios. Alguns lugares têm mais gente que outros. A pesquisa não diz se ela ponderou por população.
Boa observação. E há também a questão dos indecisos — 1,8% é muito baixo para dez dias antes de uma eleição. Pode ser que a pesquisa tenha capturado um momento em que as pessoas já tinham decidido.
E a desaprovação do governo? 53,3% desaprovam, mas 44,7% aprovam. Isso é quase uma divisão.
Exato. O que a pesquisa não nos diz é se essa aprovação está concentrada em um grupo específico ou distribuída. E a avaliação da gestão como "ruim ou péssima" — 49,4% — é um número forte, mas não sabemos se essas pessoas estão votando em Bolsonaro ou em Lula.
Muita gente que desaprova um governo ainda vota nele, ou vota nele porque desaprova o outro ainda mais. A pesquisa de intenção de voto e a de avaliação de governo não são a mesma coisa.
Então o que podemos dizer com segurança?
Que em meados de outubro, Lula estava à frente por uma margem que estava fora da margem de erro, e que a maioria dos eleitores desaprovava o governo Bolsonaro. Tudo o mais é interpretação.
O Pulso
- A menos de duas semanas do segundo turno, Lula sustentava uma vantagem de quase seis pontos percentuais sobre Bolsonaro — uma margem estreita, mas consistente dentro dos limites da pesquisa.
- A desaprovação ao governo Bolsonaro ultrapassava a metade dos entrevistados, sinalizando um desgaste significativo que pressionava sua campanha pela reeleição.
- Quase metade dos brasileiros ouvidos classificava a gestão federal como ruim ou péssima, enquanto apenas um terço a considerava boa ou ótima — um termômetro de insatisfação que alimentava a disputa.
- Com cobertura em 1.404 municípios e registro formal no TSE, a pesquisa buscava oferecer um panorama confiável de um eleitorado ainda dividido, mas com tendência clara em direção à mudança.
A dez dias do segundo turno, uma pesquisa de ampla abrangência nacional colocava Luiz Inácio Lula da Silva à frente de Jair Bolsonaro na disputa pela presidência do Brasil. O levantamento, realizado com 4.500 eleitores em mais de mil municípios, refletia não apenas uma preferência de voto, mas também um julgamento coletivo sobre quatro anos de governo — com a maioria dos brasileiros expressando desaprovação à gestão em curso. Naquele momento, o país se aproximava de uma escolha que carregava o peso de narrativas profundamente opostas sobre o que o Brasil havia sido e o que poderia vir a ser.
Divulgada na segunda-feira, 24 de outubro, a pesquisa Atlas pintava um quadro do segundo turno presidencial com dez dias de antecedência. Ouvindo 4.500 pessoas espalhadas por 1.404 municípios entre os dias 18 e 22 de outubro, o levantamento tinha margem de erro de um ponto percentual e confiança de 95%.
Lula aparecia com 52% das intenções de voto, contra 46,2% de Bolsonaro. Os votos brancos, nulos e indecisos somavam 1,8%. Considerando apenas os votos válidos, a diferença crescia: 53% para Lula e 47% para o presidente em busca da reeleição.
O levantamento também revelava como os eleitores enxergavam o desempenho do governo. Mais da metade, 53,3%, desaprovava a condução do país por Bolsonaro, enquanto 44,7% aprovavam. Ao avaliar a qualidade da gestão, o cenário se tornava ainda mais adverso ao presidente: 49,4% a consideravam ruim ou péssima, 33% boa ou ótima, e 16,8% regular. A pesquisa estava registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06415/2022.
A pesquisa Atlas, divulgada na segunda-feira 24 de outubro, oferecia um retrato do segundo turno presidencial dez dias antes da votação. O levantamento ouviu 4.500 pessoas espalhadas por 1.404 municípios brasileiros entre 18 e 22 de outubro, com margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparecia na frente com 52% das intenções de voto. O presidente Jair Bolsonaro, que buscava a reeleição, registrava 46,2%. Os votos em branco, nulos e as respostas "não souberam" somavam 1,8% do total. Quando se olhava apenas para os votos válidos — removendo indecisos, brancos e nulos da conta — a vantagem de Lula se ampliava: 53% contra 47% de Bolsonaro. A pesquisa tinha margem de confiança de 95% e estava registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06415/2022.
Além da intenção de voto, o levantamento investigava como os eleitores avaliavam o desempenho do governo Bolsonaro. Mais da metade dos entrevistados, 53,3%, desaprovava a forma como o presidente governava. Pouco menos da metade, 44,7%, aprovava. Os que não souberam responder representavam 2% da amostra.
Quando perguntados especificamente sobre a qualidade da gestão, o quadro era ainda mais desfavorável ao presidente. Quase metade dos entrevistados, 49,4%, considerava o governo ruim ou péssimo. Um terço, 33%, achava bom ou ótimo. Outros 16,8% julgavam a administração regular. Apenas 0,8% não souberam responder.
Citações Notáveis
O ex-presidente Lula lidera a disputa com 52% das intenções de votos— Pesquisa Atlas