A centenas de milhões de quilómetros da Terra, um rover percorre sozinho a superfície de outro planeta — não porque os humanos o abandonaram, mas porque aprendemos que a distância exige delegar. O Perseverance, da NASA, já realiza 88% da sua condução de forma autónoma em Marte e passou a usar inteligência artificial para planear as suas próprias rotas, reduzindo a dependência do controlo terrestre numa missão onde cada minuto de atraso nas comunicações conta. Este passo não é uma rendição ao algoritmo, mas uma extensão cuidadosa da inteligência humana para além dos limites físicos do nosso alc