Perito da Polícia Civil é detido em Vilhena por perseguir ex-esposa

Mulher de 25 anos vítima de perseguição e comportamento possessivo, vivenciando temor pela segurança pessoal e necessidade de medidas protetivas.
Ele não estava convencido de que a separação fosse definitiva
A interpretação do perito sobre o rompimento contrastava radicalmente com a posição da mulher, que havia deixado claro seu desejo de distância.
Mark

Por que um homem com 56 anos levaria presentes e flores para uma ex-esposa que claramente não quer contato com ele?

Mimi

Segundo ele, o casal tinha um histórico de separações e reconciliações. Ele interpretava a situação como um rompimento temporário, não definitivo. Mas a mulher tinha uma leitura completamente diferente — para ela, era o fim.

Luke

Mas há um detalhe importante: ele já havia ameaçado ela antes. Isso não é um homem apenas confuso sobre o status do relacionamento. Isso é um padrão de comportamento.

Mark

E a arma? Como é que um homem sendo investigado por perseguição estava legalmente armado?

Mimi

A pistola estava registrada em nome do governo — ele é perito da Polícia Civil, então a arma é funcional e estava legalmente em seu poder. Estava trancada no carro quando foi abordado.

Luke

Legalmente em seu poder, sim. Mas a mulher tinha razão em temer. O conhecimento de que ele tinha uma arma contribuiu significativamente para o seu medo. Isso não é paranoia — é um fator real que aumenta o risco.

Mark

Ela pediu medidas protetivas?

Mimi

Sim, manifestou expressamente o desejo durante o atendimento e deixou isso gravado em vídeo. Ela estava clara sobre o que precisava.

Luke

O fato de ela ter deixado isso registrado em vídeo sugere que ela sabia exatamente como documentar a situação. Ela não estava apenas assustada — estava sendo estratégica sobre sua própria proteção.

  • Uma mulher de 25 anos acionou a Polícia Militar ao perceber que seu ex-marido, um perito armado 31 anos mais velho, rondava sua casa no bairro Jardim Primavera.
  • O acusado foi encontrado com flores e presentes, alegando querer comemorar dois anos de relacionamento — mas ela havia encerrado a relação dias antes, após ofensas e comportamento possessivo.
  • A presença de uma pistola funcional registrada em nome do governo no carro do perito intensificou o temor da vítima e complicou a avaliação de risco pelos policiais.
  • Investigação revelou que o acusado já havia ameaçado a vítima anteriormente, sem que ela tivesse formalizado qualquer registro ou pedido de proteção até então.
  • A mulher solicitou medidas protetivas de urgência, registrando o pedido em vídeo — um gesto que marca a transição do medo silenciado para a busca ativa por proteção judicial.

Em Vilhena, um perito da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul foi detido após rondar a casa da ex-esposa, 31 anos mais jovem, carregando flores e presentes sob o pretexto de celebrar um aniversário de relacionamento que ela considerava encerrado. O episódio revela a tensão silenciosa que habita o espaço entre o fim declarado de um vínculo e a recusa interior de aceitá-lo — tensão que, quando atravessada pelo poder institucional e pelo acesso a armas, transforma o luto amoroso em ameaça concreta. A mulher, ao acionar a polícia, escolheu nomear o medo antes que ele se tornasse algo irreversível.

Na tarde de 29 de setembro, a Polícia Militar de Vilhena foi acionada por uma mulher de 25 anos que relatava a presença insistente do ex-marido nas proximidades de sua casa. O homem, perito da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul com 56 anos, foi encontrado próximo ao portão da residência carregando uma sacola com flores e uma caixa embrulhada para presente.

Ele explicou aos policiais que os brinquedos eram para o filho da ex-companheira e as flores para ela, e que pretendia comemorar dois anos do início do relacionamento. Segundo seu relato, não acreditava que a separação — ocorrida em 25 de setembro — fosse definitiva, já que o casal havia terminado e reatado outras vezes.

A versão da mulher era outra. Ela descreveu uma discussão recente marcada por ofensas e ciúme excessivo, e disse que a combinação de fatores — a insistência dele em passar pela sua rua, sua permanência diante do portão e o fato de ele ser armado — a fazia sentir-se perseguida e em risco.

Durante o atendimento, o perito buscou a pistola funcional em seu carro, onde estava trancada. A arma, registrada em nome do Governo de Mato Grosso do Sul, estava legalmente em seu poder — o que não diminuiu a preocupação da vítima. Os policiais também constataram que ele já havia ameaçado a mulher em outras ocasiões, embora nenhuma ocorrência anterior tivesse sido formalizada.

A mulher registrou em vídeo o pedido de medidas protetivas de urgência. O caso segue agora para os trâmites legais, com ela buscando proteção judicial contra a perseguição.

Um perito da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul foi detido em Vilhena na tarde de 29 de setembro após a Polícia Militar atender a uma denúncia de perseguição. Uma mulher de 25 anos havia acionado a corporação relatando que seu ex-marido, 31 anos mais velho, estava rondando sua casa no bairro Jardim Primavera e demonstrando comportamento que a deixava temerosa pela segurança.

Quando os militares chegaram ao local, encontraram o homem nas proximidades da residência carregando uma sacola. Dentro dela havia uma caixa embrulhada para presente, um buquê de rosas e outras flores. Segundo seu relato aos policiais, os brinquedos dentro da caixa eram destinados ao filho da ex-companheira, e o buquê era para ela mesma. Ele disse que pretendia se aproximar dela para comemorar dois anos do início do relacionamento entre ambos.

O perito explicou que, embora a mulher considerasse o relacionamento encerrado, ele não estava convencido de que a separação fosse definitiva. Segundo contou, o casal já havia terminado e retomado o relacionamento outras vezes em circunstâncias parecidas. Afirmou estar abalado desde 25 de setembro, data em que teria ocorrido o rompimento mais recente.

A versão da mulher era substancialmente diferente. Ela relatou que houve uma discussão recente na qual o ex-marido proferiu ofensas e demonstrou comportamento possessivo. Desde então, ela passou a evitar contato com ele. O que a levou a chamar a polícia foi a combinação de fatores: a insistência dele em passar em frente à sua casa, sua permanência próximo ao portão, e o conhecimento de que ele possuía uma arma de fogo. Tudo isso, junto com o contexto da separação, a fez sentir-se perseguida e temer pela própria segurança.

Durante o atendimento policial, ela manifestou expressamente o desejo de requerer medidas protetivas de urgência, deixando isso registrado em vídeo. Quando questionado sobre a arma, o perito atravessou a rua e pegou a pistola funcional de seu carro, onde estava trancada. A arma estava registrada em nome do Governo de Mato Grosso do Sul e estava legalmente em seu poder.

Ao analisar o histórico do acusado, os policiais constataram que ele já havia ameaçado a vítima em outras ocasiões. Porém, até aquele momento, ela não havia registrado outra ocorrência policial ou formalizado um pedido anterior de medida protetiva. O caso agora segue para os trâmites legais, com a mulher buscando proteção judicial contra a perseguição.

Ele pretendia se aproximar dela para comemorar dois anos do início do relacionamento, alegando que o casal já havia terminado e retomado o relacionamento em outras ocasiões
— Relato do perito aos policiais
Ela manifestou expressamente o desejo de requerer medidas protetivas de urgência e deixou isso gravado em vídeo
— Registro do atendimento policial
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