Há uma conversa silenciosa entre a boca e o cérebro que a ciência começa a decifrar com mais clareza. Um estudo de 15 anos acompanhou 628 homens irlandeses e descobriu que aqueles com menos de 20 dentes naturais enfrentavam maior risco de declínio cognitivo — e que parte dessa ligação passa pela mesa: sem dentes, a dieta empobrece, e sem nutrição variada, o cérebro ressente. A perda dentária, tantas vezes tratada como inevitabilidade da velhice, revela-se um elo mensurável numa cadeia que pode alcançar a memória e o pensamento.