No coração de Nova York, duas pequenas empresas americanas levaram ao tribunal uma questão que transcende o comércio: até onde vai o poder de um presidente para remodelar a ordem econômica global por decreto? As novas tarifas de Trump — entre 10% e 12,5% aplicadas a 60 parceiros comerciais sob a justificativa de trabalho forçado — repetem um padrão que a própria Suprema Corte já considerou ilegal. O que se disputa não é apenas o preço de importações, mas os limites constitucionais do poder executivo numa democracia.