Na escuridão de uma sexta-feira no norte do Burkina Faso, homens armados atravessaram a vila de Tadaryat e levaram consigo 14 vidas — treze civis e um soldado auxiliar que havia chegado para proteger os que ficaram. O ataque não é um episódio isolado, mas mais um elo numa cadeia de violência jihadista que, desde 2015, já ceifou mais de 1.300 vidas e expulsou um milhão de pessoas de suas casas. Cada operação militar anunciada com esperança encontra, semanas depois, novos ataques e novos mortos — e a pergunta que persiste é se há, de facto, um caminho para sair desta espiral.
Pelo menos 14 mortos em ataque a vila no norte do Burkina Faso
Levaram motocicletas e gado antes de desaparecerem
Por que esses ataques continuam acontecendo apesar das operações militares?
As forças de segurança estão lutando contra um inimigo que não tem base fixa. Os grupos jihadistas atacam, desaparecem, levam o que conseguem. Não há como defender cada vila ao mesmo tempo.
Quem são os Voluntários para a Defesa da Pátria?
São civis treinados há apenas duas semanas que trabalham com o exército. Eles conhecem a região, rastreiam movimentos suspeitos. Mas pagam um preço alto — mais de 200 mortos desde 2020.
Os atacantes em Tadaryat foram identificados?
Não. Eram indivíduos armados não identificados. Isso é comum nesses ataques — aparecem, agem, desaparecem. Levam o que conseguem: motos, gado, tudo que tem valor.
Um milhão de deslocados desde 2015 — isso é um número real?
É o que as agências de notícias contam. Pessoas que fugiram de áreas de violência, que perderam tudo. Muitas estão em campos de refugiados ou em cidades maiores, tentando recomeçar.
Isso vai piorar?
Tudo indica que sim. A violência está crescendo, não diminuindo. Cada semana há novos ataques em áreas diferentes. As operações militares não conseguem acompanhar o ritmo.
Der Puls
- Homens armados invadiram Tadaryat à noite, mataram 14 pessoas e fugiram levando motocicletas e gado, deixando uma comunidade em choque e sem respostas.
- O auxiliar militar morto havia chegado justamente para proteger os moradores — a sua morte sublinha o perigo enfrentado por quem tenta defender as populações mais vulneráveis.
- No mesmo fim de semana, outros dois ataques ocorreram na região — em Katia e Solhan — revelando que a violência não é pontual, mas sistemática e coordenada.
- O exército lançou operações de busca e uma ofensiva em larga escala desde 5 de maio, mas o padrão repete-se: cada anúncio militar é seguido por novos ataques.
- Com mais de um milhão de deslocados e 1.300 mortos desde 2015, o Burkina Faso enfrenta uma crise humanitária que as respostas militares, até agora, não conseguiram conter.
Na escuridão de uma sexta-feira no norte do Burkina Faso, homens armados atravessaram a vila de Tadaryat e levaram consigo 14 vidas — treze civis e um soldado auxiliar que havia chegado para proteger os que ficaram. O ataque não é um episódio isolado, mas mais um elo numa cadeia de violência jihadista que, desde 2015, já ceifou mais de 1.300 vidas e expulsou um milhão de pessoas de suas casas. Cada operação militar anunciada com esperança encontra, semanas depois, novos ataques e novos mortos — e a pergunta que persiste é se há, de facto, um caminho para sair desta espiral.
Na noite de sexta-feira, homens armados entraram em Tadaryat, no norte do Burkina Faso, e mataram 14 pessoas — treze civis e um auxiliar do exército que havia chegado para tentar proteger os moradores. Antes de desaparecerem, os atacantes levaram motocicletas e gado. O exército iniciou operações de busca e prestou assistência aos habitantes que ficaram para trás.
Tadaryat fica na província de Oudalan, perto de Markoye, uma região que vem sendo palco de confrontos crescentes. Naquele mesmo fim de semana, houve um confronto sem mortos em Katia e, na madrugada de sábado, uma base dos Voluntários para a Defesa da Pátria foi atacada em Solhan, na província de Yagha — com número de vítimas ainda desconhecido. Os VDP são uma força paramilitar criada em 2019 para apoiar o exército em vigilância e proteção; desde 2020, mais de 200 dos seus membros morreram em combate.
O ataque a Tadaryat ocorreu apenas uma semana depois de dois outros ataques na mesma região que deixaram quatro mortos, e dias após 16 pessoas terem sido mortas no nordeste do país. Em resposta, as forças armadas lançaram uma operação em larga escala a partir de 5 de maio — mas o padrão é conhecido: cada ofensiva é anunciada com esperança e cada semana traz novos ataques. Desde 2015, a violência jihadista no Burkina Faso já matou mais de 1.300 pessoas e deslocou mais de um milhão.
Na noite de sexta-feira, homens armados e não identificados entraram na vila de Tadaryat, no norte do Burkina Faso, e mataram 14 pessoas. Treze eram civis. O décimo quarto era um auxiliar do exército que havia chegado para tentar ajudar os moradores. Fontes locais e de segurança confirmaram o ataque no sábado de manhã.
Tadaryat fica perto de Tokabangou, no município de Markoye, na província de Oudalan — uma região que vem sendo palco de confrontos crescentes entre grupos armados e as forças de segurança do país. Os atacantes não apenas mataram: levaram motocicletas e gado antes de desaparecerem. O exército começou operações de busca para localizá-los e também oferecia assistência aos habitantes que ficaram para trás.
Mas Tadaryat não foi o único lugar atacado naquele fim de semana. Na mesma sexta-feira, houve um confronto separado em Katia, também na mesma área, envolvendo militares e membros dos Voluntários para a Defesa da Pátria — uma força paramilitar criada em dezembro de 2019 para trabalhar ao lado do exército em vigilância, informação e proteção. Naquele confronto não houve mortos. Porém, na madrugada de sábado, uma base dos VDP e civis em Solhan, na província de Yagha, foi atacada. O número de vítimas ainda não havia sido divulgado na manhã seguinte.
Os VDP recebem 14 dias de treinamento militar e atuam como rastreadores, frequentemente lutando ao lado do exército. Desde 2020, mais de 200 membros da força foram mortos em combate. O ataque a Tadaryat ocorreu apenas uma semana depois de dois outros ataques na mesma região que deixaram quatro mortos, incluindo dois civis auxiliares. Dias antes, entre 17 e 18 de maio, 15 moradores e um soldado foram mortos em dois ataques no nordeste do país.
Em resposta ao ressurgimento dos ataques jihadistas, as forças armadas lançaram uma operação em larga escala nas regiões do norte e do Sahel a partir de 5 de maio. Mas apesar de inúmeras operações desse tipo anunciadas ao longo dos anos, as forças de segurança têm dificuldade em conter a espiral de violência. Desde 2015, a violência jihadista deixou mais de 1.300 mortos e deslocou mais de um milhão de pessoas que fugiram de áreas de conflito. O padrão é claro: cada operação militar é anunciada com esperança; cada semana traz novos ataques, novos mortos, mais gente em fuga.
Bemerkenswerte Zitate
Indivíduos armados não identificados atacaram Tadaryat e mataram treze pessoas entre a população civil, e um auxiliar do exército que veio para ajudar também foi morto— Fonte de segurança à AFP
Os atacantes levaram vários bens, incluindo motocicletas e gado— Fonte local