Nas águas do sul da Bahia, uma criatura do Indo-Pacífico avança silenciosamente sobre ecossistemas que não a reconhecem como ameaça. O peixe-leão, já avistado em Maraú em 2025, chegou a Porto Seguro em 2026, levando pescadores, gestores públicos e cientistas a unirem forças contra um invasor que se reproduz sem freio e não encontra predadores naturais. A resposta humana — dez reais por exemplar, ciência e vigilância — é pequena diante da biologia do animal, mas revela a consciência crescente de que a natureza deslocada cobra seu preço.