Num momento em que a inteligência artificial domina o imaginário coletivo sobre o futuro, o empreendedor Pedro Santa Clara propõe uma pausa crítica: nem todo o alarme é sabedoria, e nem toda a prudência é inocente. Fundador da Escola 42, Santa Clara argumenta que o pânico em torno dos riscos existenciais da IA serve, muitas vezes, os interesses de quem já lidera a corrida tecnológica — e que as questões verdadeiramente sérias, como o impacto no emprego e na educação, se perdem no ruído da histeria. A grande questão não é se a IA é perigosa, mas quem beneficia de acreditar que o é.