No turbilhão das eleições brasileiras, o Partido Democrático Trabalhista escolheu, por unanimidade, cruzar a ponte que separa a rivalidade da solidariedade política, declarando apoio a Luiz Inácio Lula da Silva para o segundo turno de 30 de outubro. A decisão, tomada em Brasília, carrega o peso simbólico de uma reconciliação: Ciro Gomes, que em 2018 se ausentou do país em vez de somar forças contra a direita, desta vez ficou e endossou a escolha do partido. No horizonte, a esquerda brasileira busca unidade onde antes havia fraturas.
PDT e Ciro Gomes anunciam apoio a Lula para segunda volta das eleições no Brasil
Derrotar Bolsonaro é uma causa nacional, uma causa da pátria
Por que o PDT demorou para anunciar esse apoio? Ciro Gomes não tinha criticado Lula durante toda a campanha?
Sim, criticou bastante — acusou-o de corrupção. Mas a dinâmica muda quando você fica em quarto lugar e vê que o segundo turno será entre Lula e Bolsonaro. Para o PDT, Bolsonaro era a ameaça maior.
Mas precisamos ser claros: Ciro não anunciou seu apoio na noite da primeira volta. Pediu "mais algumas horas". Só depois é que endossou através do Instagram. Isso não é exatamente entusiasmo imediato.
Verdade. Mas o fato é que desta vez ele não abandonou o país, como fez em 2018. Ficou e apoiou publicamente.
E quanto à reunião do PDT? Foi realmente unânime?
De acordo com Carlos Lupi, sim — nenhum voto contrário. Mas só temos a palavra do presidente do partido sobre isso.
Exato. Não há registro de dissidência, mas também não há transparência total sobre a votação. Sabemos que foi unânime porque Lupi disse que foi.
Qual é o peso real desse apoio para Lula?
Ciro teve 3,5 milhões de votos. Nem todos vão para Lula, mas uma parte significativa pode fazer diferença num segundo turno potencialmente apertado.
Pode fazer diferença, mas não sabemos quanto. Há muita especulação sobre fluxo de votos que ainda não se materializou.
Der Puls
- A urgência é clara: com o segundo turno marcado para 30 de outubro, cada voto e cada aliança contam numa disputa que o PDT descreve como 'uma causa da pátria'.
- A tensão vem de dentro — Ciro Gomes passou semanas atacando Lula com acusações de corrupção, tornando qualquer reconciliação politicamente delicada e carregada de desconfiança.
- Na noite da primeira volta, Gomes pediu horas para refletir antes de falar, sinalizando que a decisão não seria automática nem indolor.
- O presidente do PDT, Carlos Lupi, canalizou a energia do partido contra Bolsonaro com linguagem inflamada, transformando a oposição ao atual presidente no eixo central da aliança.
- O apoio foi selado de forma unânime em reunião da Comissão Executiva Nacional, com Gomes presente e comprometido — um contraste deliberado com o episódio de 2018 que ainda assombrava sua imagem pública.
No turbilhão das eleições brasileiras, o Partido Democrático Trabalhista escolheu, por unanimidade, cruzar a ponte que separa a rivalidade da solidariedade política, declarando apoio a Luiz Inácio Lula da Silva para o segundo turno de 30 de outubro. A decisão, tomada em Brasília, carrega o peso simbólico de uma reconciliação: Ciro Gomes, que em 2018 se ausentou do país em vez de somar forças contra a direita, desta vez ficou e endossou a escolha do partido. No horizonte, a esquerda brasileira busca unidade onde antes havia fraturas.
Na terça-feira, o PDT anunciou apoio unânime a Lula para o segundo turno das eleições presidenciais brasileiras, após reunião da Comissão Executiva Nacional em Brasília. O presidente do partido, Carlos Lupi, confirmou que não houve um único voto contrário à decisão.
Ciro Gomes, que terminou em quarto lugar com cerca de 3,5 milhões de votos, participou da reunião e endossou a escolha através do Instagram. Lupi fez questão de destacar que Gomes permanecerá no Brasil — uma referência direta a 2018, quando o candidato deixou o país após a derrota na primeira volta e recusou-se a apoiar Fernando Haddad, postura que lhe rendeu críticas duradouras.
O contraste com o passado é central na narrativa do partido. Durante a campanha, Gomes havia atacado Lula com acusações de corrupção, e na noite da primeira volta pediu tempo antes de se posicionar. A virada, portanto, não foi trivial.
Lupi usou palavras duras para justificar a prioridade: para ele, Bolsonaro representa 'o atraso do atraso do atraso' do Brasil, um 'aspirante a ditador' e 'malversador do dinheiro público'. Derrotá-lo foi descrito como uma causa democrática e nacional.
Com o apoio do PDT, a esquerda brasileira chega mais unida ao confronto final de 30 de outubro, mobilizando recursos e base eleitoral num momento em que cada fragmento de coesão pode ser decisivo.
Na terça-feira, o Partido Democrático Trabalhista anunciou que apoiaria Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais brasileiras, marcado para 30 de outubro. A decisão foi tomada durante uma reunião da Comissão Executiva Nacional do partido em sua sede em Brasília, e segundo o presidente do PDT, Carlos Lupi, foi unânime, sem qualquer voto contrário.
Ciro Gomes, o candidato do PDT que terminou em quarto lugar com aproximadamente 3,5 milhões de votos, endossou a decisão do partido através de uma publicação no Instagram. Lupi confirmou que Gomes havia participado da reunião e declarado seu apoio integral à escolha da legenda. "O Ciro não viajará, ficará aqui no Brasil e já declarou o apoio ao partido", afirmou o presidente, em contraste com o que ocorreu em 2018, quando Gomes abandonou o país após ser derrotado na primeira volta e não apoiou Fernando Haddad, do PT — uma postura que lhe rendeu críticas severas.
O segundo turno colocará Lula contra Jair Bolsonaro, o presidente em exercício. Lupi foi contundente ao descrever sua visão sobre o atual mandatário, caracterizando-o como alguém que "representa o atraso do atraso do atraso desse país, um aspirante a ditador, malversador do dinheiro público, um homem da falsa fé cristã". Para o presidente do PDT, derrotar Bolsonaro tornou-se a prioridade absoluta, descrevendo-a como "uma causa nacional, uma causa da pátria, uma causa dos democratas".
A decisão do PDT chega após semanas de campanha em que Ciro Gomes havia tecido críticas duras a Lula, acusando-o de corrupção — acusações que geraram reações entre apoiadores do candidato do Partido dos Trabalhadores. Na noite da primeira volta, Gomes não havia anunciado imediatamente seu posicionamento, pedindo "mais algumas horas para falar com o meu partido, com os meus amigos, para ver como mais bem servir a nação brasileira" antes de deixar o palco.
O apoio do PDT consolida a esquerda brasileira em torno de Lula para o confronto final contra Bolsonaro, com o partido mobilizando seus recursos e sua base eleitoral para os próximos dias até o pleito de 30 de outubro.
Bemerkenswerte Zitate
Uma decisão unânime, sem nenhum voto contrário, de apoiar o mais próximo da gente, que é a candidatura do Lula— Carlos Lupi, presidente do PDT
Bolsonaro representa o atraso do atraso do atraso desse país, um aspirante a ditador, malversador do dinheiro público— Carlos Lupi, presidente do PDT