PCDF prende dupla suspeita de roubar Rolex de R$ 80 mil no Lago Sul

Vítima abordada à mão armada em sinal de trânsito teve relógio de luxo subtraído durante roubo.
Quadrilhas que viajam entre estados praticando roubos até migrarem
As Gangues do Rolex operam com caráter sazonal, deslocando-se entre regiões para evitar identificação policial.
Mark

Por que essas quadrilhas se especializam especificamente em relógios de luxo?

Mimi

Porque relógios de marca são portáteis, valiosos e fáceis de revender. Um Rolex de 80 mil reais cabe no bolso. Diferente de um carro ou uma joia grande, não precisa de logística complexa.

Mark

E por que eles viajam entre estados?

Mimi

É estratégia de sobrevivência. Se ficam muito tempo em um lugar, a polícia local os identifica, monta operações. Viajando, eles desaparecem antes de serem rastreados completamente.

Mark

Como conseguem identificar as vítimas certas?

Mimi

Observam. Um homem em um carro de luxo, relógio visível, roupas caras — é um alvo óbvio. Eles circulam em regiões ricas, esperando o momento certo. Um sinal de trânsito é perfeito: a vítima está parada, vulnerável.

Mark

Por que o disfarce de motoboy funciona?

Mimi

Porque é invisível. Um motoboy em uma moto é tão comum nas ruas que ninguém repara. A vítima não vê ameaça até o momento do roubo.

Mark

Esse padrão que vocês descrevem — é novo ou vem de tempos?

Mimi

Vem de tempos. Mas ficou mais organizado, mais profissional. Agora não é crime isolado; é rede interestadual, com divisão de trabalho, planejamento. Por isso a pena é tão alta.

  • Um motorista no Lago Sul teve um relógio Rolex arrancado por um motociclista armado em plena luz do dia, em um sinal de trânsito próximo ao Gilberto Salomão.
  • Os dois suspeitos integram uma rede criminosa interestadual que opera de forma itinerante, migrando entre estados para dificultar a identificação e o rastreamento policial.
  • A PCDF agiu com rapidez: a prisão em flagrante ocorreu na Epia Sul, minutos após o assalto, no âmbito da Operação Península.
  • Este não foi o primeiro golpe do grupo na capital — em julho, a mesma organização já havia roubado outro Rolex nas proximidades do shopping Deck Brasil, no Lago Sul.
  • As investigações continuam para desmantelar toda a rede; se condenados, os dois detidos podem cumprir até 25 anos de prisão por associação criminosa e roubo majorado.

No coração de uma das regiões mais abastadas de Brasília, dois homens foram detidos em flagrante após subtrair um Rolex avaliado em 80 mil reais de um motorista parado em um sinal de trânsito. Eles não agiam por impulso: faziam parte das chamadas Gangues do Rolex, organizações criminosas que percorrem o país de forma metódica, escolhendo territórios ricos, praticando crimes e migrando antes de serem identificadas. A Operação Península interrompeu, ao menos momentaneamente, esse ciclo — lembrando que a sofisticação do crime organizado frequentemente espelha a sofisticação da riqueza que ele persegue.

Na tarde de 27 de novembro, a Polícia Civil do Distrito Federal prendeu em flagrante dois homens — S.C.F., 33 anos, e W.D.S.M.D.B., 29 anos — logo após eles roubarem um relógio Rolex de R$ 80 mil de um motorista no Lago Sul. A abordagem aconteceu em um sinal de trânsito próximo ao Gilberto Salomão: um motociclista armado encostou no veículo da vítima e levou o relógio. Minutos depois, os suspeitos foram detidos na Epia Sul.

Os dois homens não são criminosos ocasionais. Eles integram o que a polícia denomina Gangues do Rolex — quadrilhas organizadas que circulam entre estados brasileiros em períodos determinados, concentrando roubos de relógios de luxo em regiões de alto poder aquisitivo antes de se deslocarem para outro território. O modus operandi é calculado: os integrantes observam sinais de riqueza, usam veículos de luxo para não levantar suspeitas e recorrem a disfarces de motoboy ou entregador para executar os assaltos.

Este não foi o primeiro crime do grupo no DF. Em julho do mesmo ano, a mesma organização havia roubado outro Rolex nas proximidades do shopping Deck Brasil, no QI 11, também no Lago Sul. A Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais segue investigando para identificar outros integrantes da quadrilha. Os dois presos respondem por associação criminosa, roubo majorado e adulteração de sinal identificador — e podem ser condenados a até 25 anos de prisão.

A Polícia Civil do Distrito Federal deteve dois homens na segunda-feira, 27 de novembro, pouco depois que eles roubaram um relógio Rolex avaliado em 80 mil reais de um motorista no Lago Sul. A prisão em flagrante aconteceu na Epia Sul, minutos após o assalto à mão armada. Os detidos — um homem de 33 anos identificado como S.C.F. e outro de 29 anos, W.D.S.M.D.B. — integram uma organização criminosa interestadual que se especializa justamente nesse tipo de crime.

A vítima foi abordada por um motociclista armado em um sinal de trânsito próximo ao Gilberto Salomão. O roubo faz parte de um padrão bem documentado: os dois homens pertencem ao que a polícia chama de Gangues do Rolex, quadrilhas que viajam entre estados brasileiros durante períodos específicos, praticando roubos de relógios de luxo até se deslocarem para outro território. Eles são acusados de associação criminosa, roubo majorado e adulteração de sinal identificador.

O modus operandi dessas organizações é metódico. Os criminosos escolhem vítimas de forma aparentemente aleatória, mas na verdade observam sinais de riqueza: veículos de luxo, forma de se vestir, circulação em regiões de alto poder aquisitivo. Para não despertar suspeita, frequentemente usam carros de luxo para se locomoverem enquanto identificam potenciais alvos. O executor do roubo, geralmente disfarçado de motoboy ou entregador, realiza o assalto quando a oportunidade surge.

Este não foi o primeiro crime desse grupo no Distrito Federal. Em julho do mesmo ano, a mesma organização praticou um assalto nas proximidades do shopping Deck Brasil, no QI 11, também no Lago Sul, onde outra vítima teve seu relógio Rolex subtraído. A polícia, por meio da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais, continua investigando para identificar outros integrantes da quadrilha.

A operação que resultou nesta prisão foi batizada de Operação Península. Se condenados, os dois homens podem receber penas de até 25 anos de prisão pelos crimes de que são acusados. As investigações prosseguem enquanto a polícia tenta desmantelar completamente a rede de roubos de relógios de luxo que opera na capital.

Os assaltantes muitas vezes utilizam veículos de luxo para circularem, visando a identificação das vítimas em potencial, sem chamar muito a atenção
— Polícia Civil do Distrito Federal
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