Pavanato e Nikolas quebram recorde histórico com mais de 2,6 milhões de votos

Quase 2,75 milhões de votos: o salto que redefine o que é possível em eleições federais
Lucas Pavanato ultrapassou o recorde histórico anterior de Eduardo Bolsonaro em mais de 900 mil votos.
Mark

Como dois candidatos conseguem chegar a quase 2,75 milhões de votos? Que tipo de máquina eleitoral produz números assim?

Mimi

É uma combinação de fatores. Nikolas já tinha uma base consolidada — em 2022 recebeu 1,49 milhão. Pavanato vinha de uma eleição municipal onde foi o mais votado para vereador em São Paulo. Mas sim, esses números sugerem uma mobilização muito eficiente, provavelmente ligada à estrutura do PL.

Luke

Mas precisamos ser cuidadosos aqui. A reportagem não explica *como* eles chegaram a esses números. Não há análise de voto por região, não há menção a gastos de campanha, não há contexto sobre a abstenção ou o tamanho do eleitorado. Sabemos que aconteceu, mas não sabemos realmente por quê.

Mark

Então esses números são realmente históricos? Ou apenas históricos para deputado federal?

Mimi

Históricos para deputado federal. Janaína Paschoal recebeu mais votos em 2018, mas era para deputada estadual — cargo diferente, eleitorado diferente. Para federal, sim, é recorde.

Luke

E aqui está o ponto: a comparação com Janaína é um pouco enganosa porque são cargos distintos. A reportagem coloca lado a lado para mostrar a magnitude, mas tecnicamente não são comparáveis.

Mark

Nikolas dobrou sua votação em quatro anos. Isso é crescimento orgânico ou há algo específico que explique esse salto?

Mimi

A reportagem não diz. Sabemos que ele cresceu, mas não sabemos se foi por mudança de posicionamento, maior visibilidade, apoio de figuras maiores, ou simplesmente consolidação de uma base que já existia.

Luke

Exatamente. E Pavanato é ainda mais misterioso — foi vereador em 2024 com 161 mil votos e agora tem 2,7 milhões. Isso é um crescimento de mais de 1.600%. A reportagem não oferece nenhuma explicação para essa transformação.

Mark

Então o que podemos afirmar com segurança?

Mimi

Que dois candidatos do PL receberam mais votos do que qualquer deputado federal anterior. Que Nikolas cresceu desde 2022. Que Pavanato era vereador em São Paulo. Tudo o mais é interpretação.

Luke

E que ambos são do mesmo partido. Isso também é um fato relevante que a reportagem menciona mas não explora.

  • Um recorde que resistiu por oito anos foi quebrado duas vezes na mesma noite, por dois candidatos do mesmo partido.
  • Pavanato saltou de 161 mil votos como vereador em 2024 para quase 2,75 milhões como deputado federal em 2026 — uma transformação política sem paralelo recente.
  • Nikolas praticamente dobrou sua própria votação histórica de 2022, sinalizando que seu crescimento não foi acidente, mas tendência.
  • A concentração de votos no PL levanta a questão central: como essa força eleitoral se converterá em poder legislativo concreto nos próximos anos?

No domingo, 4 de outubro de 2026, dois candidatos do PL reescreveram os limites do que se considerava possível em uma eleição para deputado federal no Brasil. Lucas Pavanato, em São Paulo, e Nikolas Ferreira, em Minas Gerais, ultrapassaram cada um a barreira de 2,6 milhões de votos — apagando um recorde que Eduardo Bolsonaro carregava desde 2018. O fenômeno levanta questões mais profundas sobre a natureza da representação popular e o que significa, em nosso tempo, mobilizar tamanha confiança coletiva.

Na noite de 4 de outubro de 2026, dois nomes do PL apagaram um marco que parecia consolidado na história eleitoral brasileira. Lucas Pavanato, candidato por São Paulo, encerrou a apuração com 2.748.643 votos. Nikolas Ferreira, por Minas Gerais, somou 2.600.722. Ambos superaram com folga o recorde anterior de Eduardo Bolsonaro — 1.843.735 votos em 2018 —, e Pavanato ainda deixou para trás os 2,03 milhões de Janaína Paschoal, referência histórica em votações expressivas.

Para Nikolas, o resultado consolida uma trajetória de crescimento acelerado: em 2022, ele havia recebido cerca de 1,49 milhão de votos em sua primeira eleição para a Câmara. Em quatro anos, sua base praticamente dobrou, revelando uma fidelização eleitoral rara em Minas Gerais.

Já Pavanato chegava ao pleito federal vindo de uma vitória municipal notável — havia sido o vereador mais votado de São Paulo em 2024, com 161 mil votos. O salto para quase 2,75 milhões não foi a estreia de um desconhecido, mas a confirmação de alguém com capacidade comprovada de mobilização. Ainda assim, a escala da transformação é difícil de dimensionar.

O que os números revelam, além dos recordes, é uma concentração crescente de votos em torno de candidatos do PL — sinal tanto da força organizacional do partido quanto da ressonância pessoal desses nomes com o eleitorado. Como essa votação extraordinária se traduzirá em influência dentro da Câmara dos Deputados é a pergunta que os próximos anos terão de responder.

No domingo, 4 de outubro, dois candidatos da legenda PL estabeleceram um marco eleitoral que não havia sido alcançado em toda a história das eleições brasileiras para o cargo de deputado federal. Lucas Pavanato, concorrendo por São Paulo, e Nikolas Ferreira, por Minas Gerais, ultrapassaram a barreira de 2,6 milhões de votos cada um, deixando para trás um recorde que havia permanecido intocado por oito anos.

Os números finais da apuração mostraram Pavanato com 2.748.643 votos e Nikolas com 2.600.722 votos, ambos registrados nas parciais divulgadas no final da noite de votação. Esses totais representam um desempenho eleitoral sem precedentes para o cargo de representante na Câmara dos Deputados. O anterior detentor do recorde era Eduardo Bolsonaro, que havia recebido 1.843.735 votos quando eleito deputado federal por São Paulo em 2018. A diferença entre o novo recorde e o antigo é substancial: Pavanato superou a marca de Bolsonaro em mais de 900 mil votos.

Os números alcançados pelos dois candidatos também ultrapassaram outras votações históricas que haviam sido consideradas expressivas. Janaína Paschoal, eleita deputada estadual por São Paulo em 2018, havia recebido 2.031.829 votos — uma cifra que agora ficou significativamente abaixo dos totais de Pavanato e Nikolas. A comparação ilustra não apenas o crescimento individual desses candidatos, mas também uma mudança no padrão de votação em eleições federais.

Para Nikolas Ferreira, o resultado de 2026 representa uma expansão notável de seu apoio eleitoral. Quando disputou sua primeira eleição para a Câmara dos Deputados em 2022, o parlamentar mineiro recebeu aproximadamente 1,49 milhão de votos. Sua votação praticamente dobrou em apenas quatro anos, sugerindo um crescimento consistente de sua base eleitoral no estado de Minas Gerais.

Paravanto, por sua vez, chegava à disputa federal em um momento de ascensão política. Ele havia sido eleito vereador de São Paulo em 2024 com 161.386 votos, conquistando a posição de candidato mais votado para aquele cargo na capital paulista naquele pleito. Sua transição para a arena federal, portanto, não foi uma estreia de um político desconhecido, mas de alguém que já havia demonstrado capacidade de mobilização eleitoral em nível municipal. Ainda assim, o salto de pouco mais de 160 mil votos para quase 2,75 milhões representa uma transformação dramática em sua trajetória política.

Os resultados refletem uma concentração significativa de votos em candidatos da legenda PL nas eleições de 2026, sugerindo tanto a força organizacional do partido quanto a capacidade de certos nomes em mobilizar eleitores em seus respectivos estados. O que permanece em aberto é como esses números extraordinários se traduzirão em influência política dentro da Câmara dos Deputados e qual será o impacto dessa votação massiva nas dinâmicas legislativas que se desenrolarão nos próximos anos.

Ambos deixaram para trás a marca de Eduardo Bolsonaro, que recebeu 1.843.735 votos ao ser eleito deputado federal por São Paulo em 2018
— A Tarde
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