Nas eleições de 2026, o Brasil assistiu à reescrita de um de seus marcos eleitorais: Lucas Pavanato e Nikolas Ferreira, ambos do PL, ultrapassaram 2,5 milhões de votos cada um para a Câmara dos Deputados, mais que dobrando o recorde anterior. O feito revela não apenas a força do bolsonarismo como corrente política organizada, mas também o papel crescente das redes sociais como novo território de construção de mandatos — onde seguidores se convertem em votos com uma eficiência que a política tradicional ainda tenta compreender.
Pavanato e Nikolas batem recorde histórico com mais de 2,5 milhões de votos
Dois nomes do PL ultrapassam 2,5 milhões de votos cada um
O que explica esses números tão altos para Pavanato e Nikolas? Estamos falando de mais que o dobro do recorde anterior.
Parte disso é o crescimento da população e do eleitorado desde 2018. Mas também há um fator de presença digital muito forte. Nikolas tem 22 milhões de seguidores no Instagram. Pavanato foi vereador mais votado de São Paulo. Eles mobilizam pessoas através das redes.
Certo, mas precisamos ser cuidadosos aqui. A contagem ainda não estava completa em São Paulo e Minas Gerais quando esses números foram divulgados. Então tecnicamente eles podem ter recebido ainda mais votos.
Verdade. O que sabemos é que ultrapassaram 2,5 milhões cada um, mas o total final pode ser maior.
E por que isso importa? Por que quebrar um recorde de votação é uma história?
Porque mostra onde está o poder político no Brasil agora. Não é mais apenas sobre máquinas partidárias tradicionais. É sobre quem consegue mobilizar pessoas através de redes sociais, quem tem presença digital forte.
Mas também é importante notar que Erika Hilton, que tem uma trajetória completamente diferente, ficou em terceiro com 1,33 milhão. Então não é só bolsonarismo que consegue esses números.
Exato. Ela também tem presença digital forte e uma causa que mobiliza. A emenda sobre a escala 6x1 ganhou tração.
Então o padrão é: presença digital forte = votação alta?
Parece ser um fator importante, mas não é o único. Precisaríamos de mais análise para entender se é realmente a causa ou apenas correlação.
De qualquer forma, esses números mostram uma mudança em como a política brasileira funciona eleitoralmente.
Il Polso
- Pavanato e Nikolas ultrapassam 2,5 milhões de votos cada um, mais que dobrando o recorde de 1,84 milhão estabelecido por Eduardo Bolsonaro em 2018.
- O recorde anterior sequer foi disputado: Eduardo Bolsonaro está em autoexílio nos Estados Unidos e não concorreu, deixando o campo aberto para novos nomes do PL dominarem a votação.
- Nikolas Ferreira, com 22,4 milhões de seguidores no Instagram, representa a fusão entre influência digital e poder parlamentar — uma equação que redefine o que significa ser um político popular no Brasil.
- Pavanato percorreu um caminho meteórico: de assessor político a vereador mais votado de São Paulo em 2024, com 160 mil votos, até agora co-recordista nacional para deputado federal.
- Erika Hilton, do PSOL-SP, confirma em terceiro lugar — com 1,33 milhão de votos — que a lógica das redes sociais atravessa espectros ideológicos e está remodelando a representação política brasileira.
Nas eleições de 2026, o Brasil assistiu à reescrita de um de seus marcos eleitorais: Lucas Pavanato e Nikolas Ferreira, ambos do PL, ultrapassaram 2,5 milhões de votos cada um para a Câmara dos Deputados, mais que dobrando o recorde anterior. O feito revela não apenas a força do bolsonarismo como corrente política organizada, mas também o papel crescente das redes sociais como novo território de construção de mandatos — onde seguidores se convertem em votos com uma eficiência que a política tradicional ainda tenta compreender.
Lucas Pavanato e Nikolas Ferreira, ambos do PL, tornaram-se nas eleições de 2026 os deputados federais mais votados da história brasileira, ultrapassando 2,5 milhões de votos cada um antes mesmo do encerramento da apuração em Minas Gerais e São Paulo. O recorde anterior pertencia a Eduardo Bolsonaro, que havia recebido 1,84 milhão de votos em 2018 — e que desta vez não concorreu, por estar em autoexílio nos Estados Unidos.
Paranato chegou a esse patamar após uma trajetória acelerada: começou como assessor do ex-vereador Fernando Holiday, tornou-se o vereador mais votado de São Paulo em 2024 com 160 mil votos e construiu uma base sólida na maior cidade do país antes de dar o salto para o plano federal.
Nikolas Ferreira é uma das figuras mais reconhecíveis do bolsonarismo atual. Filho de pastor evangélico, iniciou sua carreira na Câmara de Vereadores de Belo Horizonte, migrou para a Câmara dos Deputados em 2022 e se consolidou como um dos parlamentares de oposição mais visíveis do governo Lula. Seus 22,4 milhões de seguidores no Instagram o colocam entre os políticos de maior alcance digital do país — e os números eleitorais agora confirmam que esse alcance se traduz diretamente em votos.
Em terceiro lugar ficou Erika Hilton, do PSOL-SP, com 1,33 milhão de votos. Uma das primeiras mulheres trans eleitas para a Câmara dos Deputados, Hilton também construiu forte presença nas redes e ganhou projeção nacional ao propor a PEC que busca extinguir a escala de trabalho 6x1. Seu desempenho reforça o que os números de Pavanato e Nikolas já sugeriam: no Brasil de 2026, a política se faz cada vez mais onde os algoritmos decidem quem é visto.
Lucas Pavanato e Nikolas Ferreira, ambos filiados ao PL, ultrapassaram a marca de 2,5 milhões de votos cada um nas eleições de 2026, tornando-se os deputados federais mais votados que o Brasil já registrou. A contagem ainda estava em andamento em Minas Gerais e São Paulo quando os dois já haviam quebrado o recorde anterior, estabelecido por Eduardo Bolsonaro em 2018, quando recebeu 1,84 milhão de votos.
Paranato, vereador de São Paulo, chegou a essa posição após uma trajetória que começou como assessor político de Fernando Holiday, ex-vereador pelo PL. Em 2024, já havia demonstrado sua força eleitoral ao se tornar o vereador mais votado de São Paulo, com 160 mil votos. Identificado como influenciador bolsonarista, ele construiu sua base política em São Paulo e agora alcança o topo da votação para deputado federal.
Nikolas Ferreira, por sua vez, é uma figura central do bolsonarismo contemporâneo. Filho de pastor evangélico e com origem humilde, iniciou sua carreira política na Câmara de Vereadores de Belo Horizonte. Eleito vereador em 2020, migrou para a Câmara dos Deputados em 2022 e rapidamente se tornou um dos parlamentares de oposição mais visíveis durante o mandato do presidente Lula. Sua influência digital é notável: possui 22,4 milhões de seguidores no Instagram, colocando-o entre as figuras políticas de maior alcance em redes sociais no país.
O recorde anterior, de Eduardo Bolsonaro, não foi superado apenas em números. Bolsonaro, que havia recebido 1,84 milhão de votos em 2018, não concorreu nestas eleições por estar em autoexílio nos Estados Unidos. Sua ausência da disputa deixou o caminho aberto para que novos nomes do PL ocupassem o topo da votação.
Erika Hilton, deputada federal pelo PSOL de São Paulo, ficou em terceiro lugar com 1,33 milhão de votos. Uma das duas primeiras mulheres trans a ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados, Hilton também construiu presença forte nas redes sociais e ganhou visibilidade ao apresentar a proposta de emenda à constituição que busca eliminar a escala de trabalho 6x1. Seu desempenho eleitoral reforça a tendência de que políticos com grande alcance digital conseguem mobilizar votações expressivas.
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Nikolas é uma das estrelas do bolsonarismo e foi um dos parlamentares de oposição com maior evidência durante este mandato do presidente Lula— Fonte da reportagem