Em economias onde a desigualdade salarial de gênero persiste como uma ferida estrutural, um estudo dinamarquês oferece uma descoberta ao mesmo tempo promissora e desconcertante: gestores homens que se tornam pais de uma filha passam a contratar e promover mais mulheres em suas empresas. A pesquisa, conduzida com décadas de registros administrativos, sugere que a proximidade pessoal com alguém de outro gênero pode transformar perspectivas onde políticas formais falham. É um lembrete de que a mudança humana frequentemente nasce não de mandatos institucionais, mas de vínculos afetivos que reescre