Parlamento recomenda ao Governo medidas de prevenção e combate à obesidade

O Parlamento recomenda, o Governo decide se e como age.
As resoluções sobre obesidade aprovadas na generalidade não têm força de lei.
Mark

Então o Parlamento aprovou medidas contra a obesidade. Isso muda alguma coisa já?

Mimi

Não diretamente. São resoluções sem força de lei, ou seja, recomendações ao Governo. Mas fixam uma agenda: medicamentos comparticipados, mais consultas de nutrição e psicologia, mais atividade física nas escolas.

Luke

E convém notar que foi aprovado apenas na generalidade. Os textos ainda descem à comissão de Saúde, e podem mudar.

Mark

O PS absteve-se. Isso pesa?

Mimi

Pesa na viabilização: sem o voto contra do PS, as propostas passaram. Mas a abstenção não diz o que o PS pensa de cada medida.

Luke

Exato. A notícia não explica os motivos da abstenção, por isso qualquer leitura sobre isso seria suposição.

Mark

E a proposta do CDS-PP rejeitada na mesma sessão?

Mimi

Pedia que, passado o tempo máximo de resposta, o utente pudesse escolher outro hospital, público, social ou privado. Foi chumbada por PS, BE, PCP, PEV e Joacine Katar Moreira.

Luke

Está ligada à Via Verde Saúde do CDS-PP, mas é outro tema. A notícia não indica custos nem prazos para nenhuma das medidas sobre obesidade.

Mark

Então o que vigiar?

Mimi

O trabalho na comissão de Saúde e se o Governo responde, por exemplo, ao selo de qualidade alimentar.

  • Resoluções de PSD, PEV e PAN aprovadas na generalidade, com abstenção do PS
  • Textos descem à comissão de Saúde
  • Propostas: comparticipação de medicamentos, mais consultas de nutrição e psicologia, mais atividade física nas escolas
  • Proposta do CDS-PP sobre escolha de hospital foi rejeitada

As resoluções, sem força de lei, propõem comparticipação de medicamentos, mais consultas de nutrição e psicologia no SNS e mais atividade física nas escolas. Os projetos foram aprovados na generalidade com a abstenção do PS (e do CDS-PP no projeto do PAN). Também foi rejeitada uma proposta do CDS-PP sobre liberdade de escolha hospitalar.

A Assembleia da República aprovou na generalidade resoluções do PSD, PEV e PAN que recomendam ao Governo medidas de prevenção e combate à obesidade, sem força de lei. As iniciativas descem agora à comissão de Saúde.

Na sessão plenária de quinta-feira, a Assembleia da República aprovou na generalidade um conjunto de resoluções de três partidos, PSD, PEV e PAN, que recomendam ao Governo medidas de prevenção e combate à obesidade. A votação teve a abstenção do PS e, no caso do projeto do PAN, também a do CDS-PP. Os textos descem agora à comissão de Saúde, onde serão discutidos com mais detalhe.

São projetos de resolução, o que significa que não têm força de lei: o Parlamento recomenda, o Governo decide se e como age. Ainda assim, a lista de propostas é extensa e toca em áreas diferentes, do acesso a tratamento à alimentação nas escolas.

No plano dos cuidados de saúde, os deputados recomendam a comparticipação dos medicamentos usados no tratamento da obesidade e o aumento das consultas de acompanhamento no Serviço Nacional de Saúde, em particular as de nutrição e de psicologia. Pedem também a contratação dos profissionais necessários para acompanhar os doentes obesos.

No plano da prevenção, as resoluções propõem mais tempo dedicado à atividade física nas escolas e a redução da disponibilização de alimentos açucarados e pré-confecionados em equipamentos educativos públicos e noutros espaços dirigidos a crianças e jovens. Os deputados querem ainda a criação de um selo de qualidade alimentar para estabelecimentos que tenham uma confeção saudável e que sejam cumpridas as medidas já previstas nos programas nacionais que ajudem a prevenir e combater a doença.

Na mesma sessão, o plenário rejeitou um projeto de recomendação do CDS-PP. O texto pedia ao Governo que, quando fosse ultrapassado o tempo máximo de resposta garantido para a primeira consulta de especialidade e para exames complementares de diagnóstico e terapêutica no SNS, criasse um processo que assegurasse aos utentes a liberdade de aceder a esses cuidados em qualquer outro hospital à sua escolha, do setor público, social ou privado.

Votaram contra o PS, o BE, o PCP, o PEV e a deputada não inscrita Joacine Katar Moreira. A favor votaram o próprio CDS-PP, o PSD, o PAN, o Chega, a Iniciativa Liberal e a deputada não inscrita Cristina Rodrigues. O CDS-PP tem insistido na contratualização de cuidados de saúde com os setores privado e social, proposta a que os centristas chamam Via Verde Saúde.

Como se trata de recomendações, o impacto real das resoluções sobre a obesidade dependerá do trabalho na comissão de Saúde e da resposta do Governo, incluindo a eventual criação do selo de qualidade alimentar.

Os deputados recomendam a criação de um selo de qualidade alimentar para estabelecimentos que tenham uma confeção saudável.
— Resoluções aprovadas no Parlamento (PSD, PEV e PAN)
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