Numa sessão plenária marcada por uma maioria expressiva mas não unânime, o Parlamento Europeu designou formalmente a Rússia como a principal ameaça externa à União Europeia, aprovando um relatório que enquadra a interferência estrangeira não como um problema de segurança convencional, mas como um desafio à própria capacidade dos europeus de se governarem. Com 420 votos a favor, o documento propõe estruturas de resiliência coletiva que reconhecem uma verdade incómoda: a democracia não se defende apenas nas fronteiras, mas também nos espaços onde a informação circula e as instituições funcionam.