Ao encerrar oito anos à frente do Paraná, Ratinho Junior deixa um estado fiscalmente sólido, mas em trajetória de transição: das reservas acumuladas na austeridade dos primeiros anos para o gasto deliberado em infraestrutura e alívio tributário. O maior caixa entre os estados brasileiros encolheu vinte por cento em termos reais desde 2022, e os primeiros déficits desde 2017 marcam o fim de uma era de contenção. É a história de um governo que escolheu converter poupança em obras e redução de impostos, aceitando os custos dessa virada como parte de um projeto.