A cada agosto, a Paraíba transforma uma data no calendário em espelho de uma escolha coletiva: a de que o tabagismo não é destino inevitável, mas hábito passível de tratamento e superação. No dia 29, Dia Nacional de Combate ao Fumo, o estado reúne secretarias, conselhos, escolas e sociedades médicas em torno de uma agenda que já acompanha mais de três mil fumantes dispostos a largar o cigarro. O que se celebra não é apenas uma campanha, mas anos de estrutura silenciosa que continua operando muito além de datas simbólicas.
Paraíba intensifica ações contra tabagismo com programação até setembro
Em alguns casos, pacientes abandonam o cigarro em menos de um mês
Por que o estado decidiu estender a programação até setembro, em vez de concentrar tudo no dia 29?
Porque combater o tabagismo não é questão de um dia. Estender a programação permite que cada parceiro — desde a Receita Federal até as escolas — execute sua parte sem pressa. A incineração dos produtos apreendidos, a fiscalização dos eletrônicos, a capacitação dos profissionais — tudo isso precisa de tempo e coordenação.
Esses 3.419 fumantes em tratamento representam qual percentual da população fumante da Paraíba?
A fonte não fornece esse número, mas o fato de 193 dos 223 municípios terem o programa funcionando sugere que há ainda muito espaço para crescimento. O estado está expandindo a rede, não apenas mantendo o que existe.
Como funciona na prática o financiamento desse tratamento?
O Ministério da Saúde envia os medicamentos. O estado treina as equipes e monitora. Os municípios colocam tudo em prática nas unidades locais. É um modelo de responsabilidade compartilhada, do federal ao municipal.
E esses casos em que o paciente larga o cigarro em menos de um mês — isso é comum?
A fonte diz "em alguns casos", então não é a regra. Mas mostra que quando há adesão real do fumante e suporte adequado, os resultados podem ser rápidos. Não é um processo que sempre leva meses.
O que muda com a capacitação de 290 profissionais?
Esses profissionais trabalham na ponta — nas unidades básicas e nas gerências regionais. Treinar 290 deles significa melhorar a qualidade do atendimento em centenas de locais simultaneamente. É investimento em quem vai lidar diretamente com o fumante.
Il Polso
- O tabagismo ainda alcança milhares de paraibanos, e o estado responde com uma mobilização que vai de agosto a setembro — não um gesto pontual, mas uma pressão sustentada.
- No Hospital Universitário Lauro Wanderley, profissionais de saúde abrirão as portas da manhã para aferir pressão, distribuir cartilhas e mostrar que o tratamento gratuito pelo SUS existe e funciona.
- Cigarros eletrônicos entram na mira: fiscalizações coordenadas e incineração de produtos apreendidos sinalizam que o combate ao fumo também enfrenta suas formas mais novas e disfarçadas.
- 290 profissionais da Atenção Primária serão capacitados em parceria com o Instituto Nacional de Câncer, reforçando a espinha dorsal de um sistema que já atende 3.419 fumantes em 404 unidades espalhadas pelo estado.
A cada agosto, a Paraíba transforma uma data no calendário em espelho de uma escolha coletiva: a de que o tabagismo não é destino inevitável, mas hábito passível de tratamento e superação. No dia 29, Dia Nacional de Combate ao Fumo, o estado reúne secretarias, conselhos, escolas e sociedades médicas em torno de uma agenda que já acompanha mais de três mil fumantes dispostos a largar o cigarro. O que se celebra não é apenas uma campanha, mas anos de estrutura silenciosa que continua operando muito além de datas simbólicas.
Na segunda-feira, 29 de agosto, a Paraíba marca o Dia Nacional de Combate ao Fumo com uma ação no Hospital Universitário Lauro Wanderley, em João Pessoa. Das 8 às 10 da manhã, profissionais de saúde aferirão pressão arterial, distribuirão cartilhas e orientarão o público sobre o tratamento gratuito do tabagismo disponível pelo SUS — um serviço que já atende milhares de paraibanos que decidiram enfrentar o cigarro.
A mobilização é organizada pelo Comitê de Tabagismo do estado, uma estrutura que reúne secretarias estadual e municipal de saúde, Agevisa, Procon-PB, sociedades médicas, conselhos profissionais e escolas públicas e privadas. Essa convergência de atores revela que o combate ao fumo deixou de ser tarefa de um único órgão para se tornar agenda compartilhada.
A programação, porém, vai muito além do dia 29. As ações tiveram início em 3 de agosto e se estendem até 9 de setembro. Nesse período, produtos derivados do tabaco apreendidos pela Receita Federal e pelo Procon-PB serão incinerados, a fiscalização de cigarros eletrônicos será intensificada e vigilâncias sanitárias municipais realizarão atividades educativas em seus territórios. Escolas também desenvolverão ações em sala de aula, enquanto 290 profissionais da Atenção Primária participarão de capacitação em parceria com o Instituto Nacional de Câncer.
Os números mostram a dimensão do trabalho já construído: 3.419 tabagistas estão em acompanhamento no estado, distribuídos em 404 unidades da Atenção Básica, 15 unidades especializadas e 21 Centros de Atenção Psicossocial. Dos 223 municípios paraibanos, 193 já contam com o Programa de Controle do Tabagismo em funcionamento. O tratamento é financiado pelo Ministério da Saúde, que repassa medicamentos ao estado, enquanto a Secretaria cuida da qualificação das equipes e os municípios executam o programa no cotidiano. Em alguns casos, pacientes conseguem abandonar o cigarro em menos de um mês — resultado que evidencia a efetividade da abordagem quando há suporte adequado e comprometimento do fumante.
Na próxima segunda-feira, 29 de agosto, a Paraíba marca o Dia Nacional de Combate ao Fumo com uma programação que reflete anos de trabalho estruturado contra o tabagismo no estado. No Hospital Universitário Lauro Wanderley, na capital, o Comitê de Tabagismo montará uma ação entre 8 e 10 da manhã no hall de entrada do ambulatório. Lá, profissionais aferirão pressão arterial dos visitantes, distribuirão cartilhas educativas e oferecerão orientações sobre como acessar o tratamento gratuito do tabagismo pelo SUS — um serviço que já atende milhares de paraibanos que decidiram largar o cigarro.
O Comitê que organiza essa mobilização é uma estrutura ampla, reunindo a Secretaria de Estado da Saúde, a Secretaria de Educação e Ciência e Tecnologia, a Agevisa, o Procon-PB, a Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa, representantes de planos de saúde, as Sociedades Brasileiras de Cardiologia e Pneumologia, o Conselho Regional de Medicina, a Associação Médica da Paraíba e escolas da rede privada. Essa convergência de atores públicos e privados mostra como o combate ao fumo deixou de ser responsabilidade isolada de um órgão para se tornar uma agenda compartilhada.
Mas a programação não se resume ao dia 29. As ações começaram em 3 de agosto e se estenderão até 9 de setembro, criando um período prolongado de mobilização. Durante esse intervalo, produtos derivados do tabaco apreendidos pela Receita Federal e pelo Procon-PB serão incinerados. Simultaneamente, haverá intensificação da fiscalização de cigarros eletrônicos, com operações coordenadas entre todos os parceiros do comitê. As vigilâncias sanitárias municipais receberão orientação para realizar ações educativas sobre tabagismo em seus territórios, enquanto escolas públicas e privadas desenvolverão atividades nas salas de aula. Além disso, 290 profissionais da Atenção Primária à Saúde e apoiadores das Gerências Regionais de Saúde participarão de capacitação em parceria com o Instituto Nacional de Câncer para aprimorar o tratamento oferecido.
Os números revelam a dimensão do trabalho já realizado. Atualmente, 3.419 tabagistas estão em acompanhamento no estado. Desses 223 municípios paraibanos, 193 possuem o Programa de Controle do Tabagismo funcionando. A rede de atendimento é distribuída em 404 unidades da Atenção Básica, 15 unidades especializadas e 21 Centros de Atenção Psicossocial. Segundo Gerlane Carvalho, chefe do Núcleo de Doenças e Agravos Não Transmissíveis da Secretaria de Estado da Saúde, o tratamento desses fumantes é custeado pelo Ministério da Saúde, que repassa medicamentos ao estado. A Secretaria fica responsável pela qualificação das equipes e monitoramento, enquanto os municípios executam o programa no dia a dia.
O tratamento está disponível em Unidades de Saúde da Família, Centros de Atenção Psicossocial, Centros de Atenção Integral à Saúde, Núcleos de Apoio à Saúde da Família e Centros de Saúde. Em alguns casos, pacientes conseguem abandonar o cigarro em menos de um mês de acompanhamento — um resultado que demonstra a efetividade da abordagem quando há comprometimento do fumante e suporte adequado. A programação de setembro, portanto, não é apenas uma celebração simbólica, mas um reforço de uma estrutura que já está em funcionamento e que continua buscando alcançar mais fumantes dispostos a mudar.
Citazioni salienti
O tratamento nesses locais é custeado pelo Ministério da Saúde, que repassa medicamentos ao Estado. Este, por sua vez, é responsável pela qualificação das equipes e monitoramento do programa no estado. Os municípios executam o Programa de Controle do Tabagismo.— Gerlane Carvalho, chefe do Núcleo de Doenças e Agravos Não Transmissíveis da SES