Cinco anos após uma crise que forçou a Igreja a olhar para dentro de seus próprios cofres, o papa Leão XIV encerra o período de austeridade salarial imposto por Francisco durante a pandemia. A revogação dos cortes de 10% nos vencimentos de cardeais e funcionários do Vaticano não apaga o que foi retido, mas abre uma nova página — a de uma instituição que acredita ter atravessado a tempestade. É um gesto que fala tanto sobre o presente quanto sobre a memória dos cinco anos que ficaram para trás.