No dia em que completa 71 anos, o Papa Leão XIV assinou um decreto que encerra cinco anos de austeridade salarial no Vaticano, revertendo cortes impostos durante a pandemia pelo seu antecessor. A decisão, sustentada por um lucro recorde de 51 milhões de euros registado pela Santa Sé, devolve aos cardeais e altos funcionários da Cúria os vencimentos integrais a partir de setembro de 2026. É um gesto que marca, simbolicamente, a transição de um tempo de contenção para um de relativa estabilidade institucional — embora sem compensação pelos anos de sacrifício já vividos.