No início de setembro de 2026, o Papa Leão XIV assinou um decreto revogando os cortes salariais que seu predecessor, Francisco, havia imposto aos cardeais e altos funcionários da Cúria Romana. A medida encerra anos de austeridade institucional e revela, com clareza, que cada pontificado carrega consigo uma filosofia própria sobre o que significa servir — e o que esse serviço deve custar. Entre a simplicidade como virtude e a compensação como necessidade, o Vaticano navega, uma vez mais, a tensão antiga entre o ideal evangélico e a realidade administrativa.