O Pantanal, maior bioma úmido tropical do mundo, permanece surpreendentemente ausente das grandes agendas científicas de restauração ecológica no Brasil. A pesquisadora Letícia Couto Garcia, da UFMS, identificou esse vazio e propõe preenchê-lo não com protocolos genéricos, mas com uma abordagem que reconhece nas comunidades indígenas e tradicionais não apenas parceiros, mas guardiões de um saber insubstituível. É um convite a repensar o que significa restaurar — não apenas a terra, mas a relação entre as pessoas e o lugar onde vivem.