Palestiniano de 16 anos morto por disparo do Exército israelita em Nablus

Amer Abu Zaytoun, 16 anos, morto por tiros na cabeça; Shaker Ayad, 15 anos, morto por tiro no peito; quatro palestinos, dois menores, mortos nos primeiros cinco dias de 2023.
Quatro palestinos mortos nos primeiros cinco dias de 2023
Dois deles eram menores de idade, continuando um padrão de violência que marcou 2022 como o ano mais mortífero desde 2006.
Mark

Como é que um rapaz de 16 anos acaba morto durante uma operação militar? O que estava a fazer?

Mimi

Segundo o comunicado do Ministério da Saúde palestiniano, Amer Abu Zaytoun foi baleado na cabeça durante um ataque a Nablus na madrugada. A agência WAFA descreve a operação como uma invasão do leste da cidade que provocou confrontos, mas não há detalhes sobre o que especificamente levou aos disparos contra ele.

Luke

Exatamente — não sabemos o contexto imediato. O Exército israelita recusou-se a comentar a operação. Temos a versão palestiniana de que houve confrontos e disparos de munição real, mas não temos a perspetiva israelita sobre o que aconteceu naquele momento específico.

Mark

E isto é parte de um padrão maior?

Mimi

Sim. Quatro palestinos foram mortos nos primeiros cinco dias de 2023 — dois deles menores. Uma semana antes, outro adolescente de 15 anos, Shaker Ayad, foi baleado no peito em Belém. Isto tudo acontece dentro de operações que começaram em março de 2022.

Luke

Mas é importante notar que 2022 foi o ano mais mortífero desde 2006, com 170 palestinianos mortos. Estes números são do governo palestiniano. Também houve 29 mortes do lado israelita em ataques. A violência é bidirecional, mesmo que os números sejam muito desiguais.

Mark

Porque é que estas operações continuam?

Mimi

O Exército israelita diz que está a responder a ataques mortais de palestinianos e árabes israelitas. As incursões concentram-se em Jenin e Nablus, que são consideradas bastiões das milícias palestinianas. Há demolições de casas, prisões, confrontos quase diários.

Luke

O que não sabemos é quantos dos detidos ou mortos estavam efetivamente envolvidos em atividades violentas versus quantos foram apanhados na operação mais ampla. O Exército chama-lhes "suspeitos de terrorismo", mas não há informação independente sobre essas acusações.

  • Amer Abu Zaytoun, 16 anos, foi baleado na cabeça por soldados israelitas durante uma invasão noturna a Nablus — o Exército israelita recusou prestar qualquer esclarecimento sobre a operação.
  • Apenas três dias antes, Shaker Ayad, de 15 anos, morreu com um tiro no peito no campo de refugiados de Dheisha, em Belém, enquanto uma criança ficava ferida na mão no mesmo incidente.
  • Quatro palestinianos mortos em cinco dias, dois deles adolescentes — um ritmo que transforma o início de 2023 numa continuação direta do ano mais letal da última década e meia.
  • As incursões militares israelitas em Jenin e Nablus tornaram-se quase diárias desde março de 2022, combinando munição real, bombas de gás e detenções em operações que alimentam um ciclo de confronto armado.
  • Com 170 palestinianos mortos e 2.672 detidos em 2022, e 29 israelitas mortos em ataques no mesmo período, os números revelam uma espiral de violência sem sinal claro de desaceleração.

Nas primeiras horas de uma quinta-feira de janeiro, um rapaz palestiniano de 16 anos foi morto a tiro na cabeça durante uma operação militar israelita em Nablus, na Cisjordânia ocupada. A sua morte não é um evento isolado, mas um elo numa cadeia de violência que se estende desde março de 2022 e que, nos primeiros cinco dias de 2023, já havia ceifado a vida de quatro palestinianos, dois deles menores. O ano de 2022 foi o mais mortífero desde 2006, e o novo ano parece herdar, sem hesitação, esse peso.

Amer Abu Zaytoun tinha 16 anos quando foi baleado na cabeça por soldados israelitas durante uma operação militar noturna em Nablus, no norte da Cisjordânia ocupada. O Ministério da Saúde palestiniano confirmou a sua morte, identificando-o como vítima dos disparos das forças de ocupação. O Exército israelita não prestou qualquer informação sobre o sucedido.

Três dias antes, outro adolescente, Shaker Ayad, de 15 anos, havia morrido baleado no peito durante um ataque ao campo de refugiados de Dheisha, em Belém. Uma criança ficou ferida na mão no mesmo incidente. No total, quatro palestinianos — dois deles menores — foram mortos pelas forças israelitas nos primeiros cinco dias de 2023.

A agência palestiniana WAFA descreveu a operação em Nablus como uma invasão ao leste da cidade, com soldados a disparar munição real e a lançar bombas de gás durante os confrontos. Um palestiniano, Hasan Arayshi, foi também detido durante a incursão.

Na segunda-feira anterior, dois jovens de 22 e 25 anos tinham sido mortos em Jenin enquanto o Exército israelita demolía casas de suspeitos de terem matado um soldado israelita. A violência em Jenin e Nablus tornou-se rotina desde março de 2022, quando Israel lançou uma operação de segurança em resposta a uma série de ataques mortais.

2022 ficou marcado como o ano mais mortífero na região desde 2006: 170 palestinianos mortos, 2.672 detidos, e 29 israelitas mortos em ataques. Os primeiros dias de 2023 sugerem que o ciclo não mostra sinais de quebrar.

Amer Abu Zaytoun tinha 16 anos quando soldados israelitas o balearam na cabeça durante uma operação militar na madrugada de quinta-feira em Nablus, no norte da Cisjordânia ocupada. O Ministério da Saúde da Autoridade Nacional Palestiniana confirmou a morte do rapaz, descrevendo-o como vítima de disparos das forças de ocupação durante o ataque à cidade. O Exército israelita, contactado pela agência Efe, não forneceu qualquer informação sobre a operação.

A morte de Amer integra-se num padrão de violência que se intensificou nos primeiros dias de 2023. Segundo o governo palestiniano, quatro pessoas foram mortas pelas forças israelitas apenas nos primeiros cinco dias do ano — dois deles menores de idade. Três dias antes, na terça-feira, outro adolescente palestiniano, Shaker Ayad, de 15 anos, foi baleado no peito durante um ataque ao campo de refugiados de Dheisha, em Belém, no sul da Cisjordânia. Uma criança também ficou ferida na mão durante esse mesmo incidente.

A agência oficial de notícias palestiniana WAFA descreveu a operação em Nablus como uma invasão de tropas israelitas ao leste da cidade que provocou confrontos armados. Segundo a mesma fonte, soldados dispararam munição real e lançaram bombas de gás durante os enfrentamentos. Para além das mortes, o Exército prendeu Hasan Arayshi, um palestiniano que já havia estado detido anteriormente.

Os dois adolescentes mortos — Amer Abu Zaytoun e Shaker Ayad — somam-se a outras duas vítimas fatais ocorridas na segunda-feira. Dois jovens palestinianos, de 22 e 25 anos, foram mortos durante confrontos com o Exército israelita na zona de Jenin, também no norte da Cisjordânia. Esses confrontos ocorreram enquanto as forças israelitas demoliam as casas de dois homens acusados de terem matado um soldado israelita no ano anterior.

Esta escalada de violência não é nova. Desde março de 2022, quando Israel lançou uma operação de segurança em resposta a uma série de ataques mortais perpetrados por palestinianos e árabes israelitas, a Cisjordânia tem sido palco de incursões militares quase diárias. Essas operações concentram-se especialmente nas áreas de Jenin e Nablus, consideradas bastiões das milícias palestinianas, e resultam regularmente em confrontos armados, mortes e detenções de palestinianos acusados de atividades terroristas.

O ano de 2022 estabeleceu um recorde sombrio. Foi o ano mais mortífero na região desde 2006, com 170 palestinianos mortos e 2.672 detidos pelas autoridades israelitas. Do lado israelita, 29 pessoas morreram em ataques durante o mesmo período. Os números refletem a intensidade do ciclo de violência que continua a definir a vida na Cisjordânia ocupada, onde operações militares noturnas e confrontos armados se tornaram rotina, particularmente nas cidades que servem de reduto às organizações palestinianas.

Amer Abu Zaytoun, de 16 anos, morreu após ser baleado na cabeça por soldados da ocupação durante o ataque a Nablus na madrugada de hoje
— Ministério da Saúde da Autoridade Nacional Palestiniana
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