Palácio dos Bandeirantes recebe iluminação laranja em campanha sobre esclerose múltipla

Os sintomas variam tanto que muita gente pode estar vivendo com a doença sem saber
A variabilidade da esclerose múltipla torna o diagnóstico precoce dependente de suspeita e busca por avaliação médica.
Mark

Por que iluminar um prédio? Parece um gesto simbólico demais para uma doença que afeta milhares de pessoas.

Mimi

É verdade que é simbólico, mas símbolos funcionam como gatilhos. Quando alguém vê o Palácio iluminado em laranja, aquela cor incomum gera curiosidade. A pergunta "por quê?" abre a porta para a informação.

Luke

Mas quantas pessoas realmente vão se informar? Não temos dados sobre o alcance real dessa iluminação ou quantas pessoas ela converte em pacientes diagnosticados.

Mimi

Justo. A campanha não promete diagnósticos imediatos. Ela promete visibilidade e conhecimento. São 8.447 internações em dois anos e meio — isso mostra que a doença já está aqui, já está custando recursos hospitalares.

Mark

E o diagnóstico é complicado, certo? Não é algo que uma pessoa descobre sozinha.

Mimi

Exatamente. Os sintomas variam tanto de pessoa para pessoa que muita gente pode estar vivendo com a doença sem saber. A ressonância magnética, o exame do líquido cefalorraquidiano, a avaliação clínica — tudo isso requer que o paciente primeiro suspeite que algo está errado e procure um médico.

Luke

Então a campanha está tentando reduzir o tempo entre o primeiro sintoma e o diagnóstico?

Mimi

Sim. E também está dizendo que existe tratamento. Não há cura, mas há controle dos sintomas e melhoria na qualidade de vida com acompanhamento adequado.

Mark

Três noites de iluminação parece pouco para uma doença que causa 8 mil internações por ano.

Luke

É pouco, mas é parte de uma série de ações durante o Agosto Laranja. A iluminação é só um elemento. Não sabemos quais são as outras ações ou qual é o orçamento total da campanha.

Mimi

Verdade. Mas a parceria com a AME — a Associação Amigos Múltiplos pela Esclerose — sugere que há organização e continuidade além dessas três noites.

Mark

O que mais as pessoas precisam saber sobre esclerose múltipla?

Mimi

Que os sintomas podem mudar ao longo da vida. Que um sintoma isolado não confirma a doença. E que procurar um médico é o primeiro passo real.

  • A esclerose múltipla ataca o sistema nervoso central de forma imprevisível, produzindo sintomas tão variados — da fadiga à visão dupla, da perda de equilíbrio à dificuldade na fala — que muitos pacientes demoram anos para receber um diagnóstico correto.
  • São Paulo registrou 8.447 internações por esclerose múltipla entre janeiro de 2024 e junho de 2026, um volume que evidencia a pressão silenciosa que a doença exerce sobre o sistema de saúde e sobre as famílias afetadas.
  • A iluminação laranja do Palácio dos Bandeirantes funciona como uma interrupção visual deliberada: ao colorir um marco reconhecível da cidade, a campanha força a pergunta que abre a conversa sobre sintomas, diagnóstico e tratamento.
  • Embora sem cura, a doença responde a tratamentos eficazes — e o acompanhamento médico especializado pode reduzir a atividade da doença e devolver qualidade de vida a quem convive com ela.

Nos últimos dias de agosto, o Palácio dos Bandeirantes veste-se de laranja para lembrar que há doenças que habitam o sistema nervoso em silêncio, alterando sentidos, movimentos e equilíbrio antes mesmo de receberem nome. A campanha Agosto Laranja, conduzida em parceria com a AME, usa a visibilidade de um edifício símbolo de São Paulo para transformar uma cor em pergunta — e essa pergunta em consciência. Com mais de oito mil internações registradas no estado em pouco mais de dois anos, a esclerose múltipla não é uma raridade distante, mas uma realidade que o diagnóstico precoce e o tratamento contínuo podem tornar mais humana.

O Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual em São Paulo, permanece iluminado em laranja nesta sexta-feira, sábado e domingo. O gesto faz parte do Agosto Laranja, campanha anual de conscientização sobre a esclerose múltipla realizada em parceria com a Associação Amigos Múltiplos pela Esclerose (AME). A lógica é conhecida nas campanhas de saúde pública: usar um edifício emblemático para amplificar uma mensagem que, de outro modo, poderia passar despercebida.

A esclerose múltipla afeta o sistema nervoso central de maneira imprevisível. Os sintomas variam de paciente para paciente — alterações de sensibilidade nos membros, dificuldades motoras, visão dupla, problemas de coordenação, fadiga persistente. Essa variabilidade torna o diagnóstico um processo que exige tempo e ferramentas combinadas: ressonância magnética, análise do líquido cefalorraquidiano e avaliação clínica especializada.

Os números reforçam a urgência da campanha. Entre janeiro de 2024 e junho de 2026, São Paulo registrou 8.447 internações hospitalares associadas à doença. Quanto mais cedo o diagnóstico, melhor o prognóstico — e embora não exista cura, tratamentos eficazes permitem controlar os sintomas e melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes.

A cor laranja não é uma escolha aleatória: é o símbolo nacional da mobilização em torno da esclerose múltipla. Ao iluminar o Palácio dos Bandeirantes, a campanha transforma um gesto visual em convite à informação. A proposta é simples e direta: quem vê o prédio laranja pergunta por quê — e essa pergunta abre espaço para a conversa sobre sintomas, diagnóstico e tratamento.

O Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual em São Paulo, recebe uma iluminação especial em laranja nesta sexta-feira, sábado e domingo — uma intervenção visual simples que carrega um propósito específico: chamar atenção para a esclerose múltipla, doença neurológica que afeta milhares de paulistas.

A iniciativa faz parte do Agosto Laranja, campanha anual de conscientização realizada em parceria com a Associação Amigos Múltiplos pela Esclerose (AME). O objetivo é direto: ampliar o conhecimento público sobre a doença, seus sintomas principais e a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico contínuo. A escolha de iluminar um edifício tão visível responde a uma estratégia comum em campanhas de saúde — usar marcos conhecidos da cidade para amplificar mensagens que, de outro modo, poderiam passar despercebidas.

A esclerose múltipla ataca o sistema nervoso central de forma imprevisível. Os sintomas variam significativamente de uma pessoa para outra, dependendo de qual região do sistema nervoso foi afetada. Alguns pacientes experimentam alterações na sensibilidade dos braços e pernas. Outros enfrentam dificuldades motoras, visão dupla ou redução da acuidade visual. Há quem sofra com problemas de coordenação e equilíbrio, dificuldades na fala ou fadiga persistente. A variabilidade é tão grande que a presença de um sintoma isolado não confirma a doença — é necessária avaliação médica para investigar as causas reais.

O diagnóstico envolve uma combinação de ferramentas. A ressonância magnética permite aos médicos identificar alterações no cérebro e na medula espinhal. Em alguns casos, solicita-se também o exame do líquido cefalorraquidiano (LCR), que auxilia na avaliação de mudanças no sistema nervoso central. Os sintomas relatados pelo paciente e a avaliação clínica realizada por especialistas completam o quadro diagnóstico. Não é um processo rápido, mas é necessário para distinguir a esclerose múltipla de outras condições que podem produzir sintomas semelhantes.

Os números revelam a dimensão do problema em São Paulo. Entre janeiro de 2024 e junho de 2026, o estado registrou 8.447 internações hospitalares relacionadas à esclerose múltipla. Esse volume de hospitalizações reforça por que campanhas de informação importam — quanto mais cedo a doença for identificada, melhor o prognóstico e a qualidade de vida do paciente. Embora não exista cura para a esclerose múltipla, tratamentos eficazes estão disponíveis. O acompanhamento médico especializado pode controlar os sintomas, reduzir a atividade da doença e permitir que os pacientes vivam com melhor qualidade de vida.

A cor laranja escolhida para a iluminação do Palácio dos Bandeirantes não é arbitrária — é o símbolo nacional da mobilização em torno da esclerose múltipla. Ao usar a iluminação de um edifício emblemático, a campanha tenta transformar um gesto visual em convite à informação. A proposta é simples mas potente: quando alguém vê aquele prédio iluminado em laranja, a pergunta surge naturalmente — por quê? E essa pergunta abre espaço para a conversa sobre sintomas, diagnóstico e tratamento, as três coisas que a campanha quer que mais pessoas entendam.

A presença de um desses sintomas isoladamente não confirma a doença. A avaliação médica é necessária para investigar as causas.
— Informação da campanha Agosto Laranja
Apesar de não ter cura, a esclerose múltipla possui tratamento. O acompanhamento médico pode ajudar no controle dos sintomas, na redução da atividade da doença e na qualidade de vida dos pacientes.
— Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo
Vuoi la storia completa? Leggi l'originale su ABC Agora ↗
Contattaci Domande frequenti