Janet Yellen, ex-secretária do Tesouro dos EUA, trouxe a São Paulo um diagnóstico que ressoa além dos mercados financeiros: quando uma moeda se torna arma, as nações começam a buscar escudos. A participação do dólar nas reservas globais recuou de 70% para pouco mais de 50%, não por acaso, mas como resposta racional ao risco de que Washington possa, um dia, congelar o que hoje é guardado. O paradoxo é que nenhuma moeda rival está pronta para ocupar esse espaço — e assim o mundo caminha, lentamente, para um território sem mapa claro.