No Rio de Janeiro de julho de 2024, as pesquisas eleitorais revelam não apenas uma disputa, mas o retrato de uma cidade que parece ter encontrado, ao menos por ora, um ponto de equilíbrio entre o conhecido e o novo. Eduardo Paes, prefeito em busca de renovação de mandato, lidera com folga expressiva sobre Alexandre Ramagem, candidato apoiado por Bolsonaro, numa margem que a história das campanhas ensina ser difícil de reverter. O dado mais intrigante, porém, não está no líder, mas no perseguido: investigado pela Polícia Federal, Ramagem cresceu nas pesquisas, lembrando-nos que escândalo e apoi
Paes venceria Ramagem com 62% dos votos em segundo turno, aponta Quaest
Paes venceria com 37 pontos de diferença em eventual segundo turno
Como uma pesquisa de 1.104 entrevistas consegue capturar a intenção de voto de uma cidade inteira?
A Quaest usa metodologia de amostragem estatística. Com 1.104 pessoas bem distribuídas pela cidade e margem de erro de 3 pontos, os números têm confiabilidade para representar o universo maior.
Mas é importante lembrar que isso é um retrato de um momento específico — 19 a 22 de julho. Campanhas mudam, eventos acontecem. Esses 62% de Paes não são garantia de nada em outubro.
Por que Ramagem cresceu mesmo com a Polícia Federal investigando-o?
A pesquisa não explica o motivo, apenas registra o fato. Pode ser que seus eleitores não vejam a investigação como relevante, ou que ele tenha feito movimentos de campanha que o beneficiaram.
Exatamente. A Quaest constata que ele cresceu, mas não nos diz por quê. Pode ser consolidação de voto, pode ser que a base dele não se importa com a investigação, pode ser comunicação melhor. Não sabemos.
A melhora na avaliação de Paes — de 35% para 45% — é real ou pode ser flutuação normal?
Dez pontos é um movimento significativo. E a Quaest aponta que aconteceu em todos os segmentos, o que sugere algo mais estrutural do que ruído.
Verdade, mas também não sabemos o que causou isso. Pode ser gestão, pode ser comunicação, pode ser que Paes tenha se beneficiado de algo que aconteceu entre junho e julho. A pesquisa não nos diz a causa.
Le Pouls
- Paes domina o cenário eleitoral carioca com 62% no segundo turno contra Ramagem, uma distância de 37 pontos que transforma a corrida em algo próximo de uma ratificação.
- Ramagem, alvo de operações da PF ligadas ao esquema da Abin paralela, não apenas resistiu ao desgaste — cresceu quatro pontos desde junho, chegando a 14% no primeiro turno.
- A avaliação positiva de Paes saltou dez pontos percentuais, de 35% para 45%, com crescimento registrado entre mulheres, homens, todas as religiões, faixas etárias e níveis de renda.
- Com o pleito a três meses de distância e campanhas ainda em consolidação, o eleitor carioca mantém margem para mudar, mas os números apontam para uma disputa já com contornos definidos.
No Rio de Janeiro de julho de 2024, as pesquisas eleitorais revelam não apenas uma disputa, mas o retrato de uma cidade que parece ter encontrado, ao menos por ora, um ponto de equilíbrio entre o conhecido e o novo. Eduardo Paes, prefeito em busca de renovação de mandato, lidera com folga expressiva sobre Alexandre Ramagem, candidato apoiado por Bolsonaro, numa margem que a história das campanhas ensina ser difícil de reverter. O dado mais intrigante, porém, não está no líder, mas no perseguido: investigado pela Polícia Federal, Ramagem cresceu nas pesquisas, lembrando-nos que escândalo e apoio político raramente caminham em direções opostas.
A pesquisa Quaest divulgada em 24 de julho projeta Eduardo Paes como favorito robusto na corrida pela prefeitura do Rio de Janeiro. Em um eventual segundo turno contra Alexandre Ramagem, candidato do PL apoiado por Jair Bolsonaro, o prefeito alcançaria 62% das intenções de voto contra 25% do adversário — uma diferença de 37 pontos que poucos cenários eleitorais conseguem reverter.
No primeiro turno, Paes lidera com 52% diante de quatro concorrentes: Ramagem aparece em segundo com 14%, seguido por Tarcísio Motta do PSOL com 10%, Rodrigo Amorim com 3% e Marcelo Queiroz com 2%. A concentração de votos em torno do candidato à reeleição é notável.
O dado que mais surpreende é a trajetória de Ramagem. Mesmo sob investigação da Polícia Federal por seu envolvimento no esquema da Abin paralela, o candidato cresceu quatro pontos desde a pesquisa anterior, realizada em junho. A pressão judicial, até aqui, não se traduziu em perda de apoio eleitoral.
A imagem de Paes entre os cariocas também melhorou de forma ampla: a avaliação positiva subiu de 35% para 45%, enquanto a negativa recuou de 24% para 18%. Esse crescimento se distribuiu de maneira uniforme entre diferentes gêneros, religiões, idades e faixas de renda — sinal de que não se trata de um fenômeno restrito a um nicho do eleitorado.
A pesquisa ouviu 1.104 eleitores entre 19 e 22 de julho, com margem de erro de três pontos percentuais. O pleito de outubro ainda está a mais de três meses, tempo suficiente para que o cenário se mova — mas os números de agora desenham uma disputa com protagonista já bem definido.
A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (24 de julho) desenha um cenário de segundo turno no Rio de Janeiro em que Eduardo Paes, o prefeito que busca reeleição pelo PSD, venceria Alexandre Ramagem com uma margem confortável. Paes alcançaria 62% das intenções de voto, enquanto Ramagem, candidato do PL apoiado por Jair Bolsonaro, ficaria com 25%. A diferença de 37 pontos percentuais sugere uma distância difícil de ser fechada em uma eventual disputa final.
No cenário de primeiro turno, onde Paes concorre contra quatro adversários — Tarcísio Motta do PSOL, Ramagem, Marcelo Queiroz do PP e Rodrigo Amorim da União —, o prefeito mantém sua liderança com 52% das intenções de voto. Ramagem permanece em segundo lugar com 14%, seguido por Tarcísio com 10%, Amorim com 3% e Queiroz com 2%. Os números mostram uma concentração significativa de apoio em torno do candidato à reeleição.
O que chama atenção nos dados é a trajetória de Ramagem. Apesar das operações da Polícia Federal contra ele relacionadas ao esquema da Abin paralela, o candidato cresceu quatro pontos percentuais desde a última pesquisa Quaest, realizada em 24 de junho, quando tinha 10%. A investigação federal, portanto, não parece ter impactado sua intenção de voto até este momento. Ramagem segue como principal concorrente de Paes na disputa.
A avaliação que os cariocas fazem de Paes também melhorou. A opinião positiva sobre o prefeito subiu dez pontos percentuais, passando de 35% para 45%. Simultaneamente, a avaliação negativa recuou de 24% para 18%. Esse movimento ocorreu de forma distribuída: a Quaest registrou crescimento tanto entre mulheres quanto entre homens, em todas as religiões, faixas etárias e níveis de renda. Não se trata de um fenômeno concentrado em um segmento específico do eleitorado.
A pesquisa foi conduzida entre 19 e 22 de julho, com 1.104 entrevistas presenciais realizadas com eleitores do Rio de Janeiro. A margem de erro é de três pontos percentuais. Os dados refletem o momento político da capital fluminense pouco mais de três meses antes do pleito de outubro, quando as campanhas ainda estão em fase de consolidação e o eleitor carioca ainda tem tempo para mudar suas preferências.
Citations marquantes
As operações da Polícia Federal contra Ramagem pelo esquema da Abin paralela não afetaram o candidato de Jair Bolsonaro— Quaest