No Rio de Janeiro de setembro de 2024, as urnas imaginárias já parecem ter falado: Eduardo Paes concentra 64% das intenções de voto, uma margem que transforma a eleição municipal em algo mais próximo de uma confirmação do que de uma disputa. A pesquisa Quaest, com metodologia rigorosa e ampla amostragem, revela não apenas a força de um gestor, mas também a fragmentação de uma oposição incapaz de se unir em torno de uma alternativa convincente. Quando nenhum rival ultrapassa dois dígitos, a democracia local enfrenta uma questão silenciosa: o que significa competir quando o resultado já parece e
Paes venceria no 1º turno do Rio com 64% dos votos, aponta Quaest
Paes estaria eleito no primeiro turno com 64% das intenções de voto
Essa margem de 51 pontos é realmente tão decisiva quanto parece?
Em termos de intenção de voto, sim. Paes estaria eleito no primeiro turno com essa vantagem. Mas pesquisa é fotografia de um momento — foi feita entre 8 e 10 de setembro.
E a margem de erro é de 3 pontos. Então tecnicamente Paes poderia estar entre 61% e 67%. Ainda assim, uma vantagem enorme.
Por que Ramagem não consegue crescer?
A pesquisa não explica as razões. Só mostra os números. Ramagem tem 13%, mas está muito distante do primeiro lugar.
Vale notar que 8% disseram branco ou nulo, e 6% não sabem. Isso é uma parcela não desprezível que ainda não se decidiu ou rejeita os candidatos.
Os candidatos menores — Motta, Garcia, Amorim — eles têm alguma chance real?
Segundo este levantamento, não. Nenhum deles passa de 4%. Mas novamente, é um retrato de um momento específico.
E a pesquisa entrevistou 1.140 pessoas. É um tamanho de amostra razoável, mas não é gigantesco. Reflete a cidade do Rio, mas com aquela margem de erro de 3 pontos.
Então o que a gente pode dizer com segurança?
Que Paes lidera com vantagem expressiva. Que a oposição está fragmentada. Que ele tem caminho aberto para reeleição no primeiro turno.
Desde que nada mude entre agora e o dia da eleição. Pesquisa não prevê o futuro.
Il Polso
- Com 64% das intenções de voto, Eduardo Paes não apenas lidera — ele ocupa quase todo o espaço político disponível na corrida pela Prefeitura do Rio.
- Alexandre Ramagem, segundo colocado com 13%, está a 51 pontos de distância do prefeito, uma lacuna que torna qualquer virada matematicamente improvável.
- A oposição se dissolve em fragmentos: nenhum dos demais candidatos ultrapassa 4%, revelando uma disputa sem rival capaz de catalisar o voto de insatisfação.
- Oito por cento dos eleitores optam pelo branco ou nulo — um sinal discreto, mas presente, de desencanto com o campo político como um todo.
- O cenário aponta para uma vitória no primeiro turno, poupando Paes de qualquer desgaste adicional e consolidando sua posição antes mesmo do dia da votação.
No Rio de Janeiro de setembro de 2024, as urnas imaginárias já parecem ter falado: Eduardo Paes concentra 64% das intenções de voto, uma margem que transforma a eleição municipal em algo mais próximo de uma confirmação do que de uma disputa. A pesquisa Quaest, com metodologia rigorosa e ampla amostragem, revela não apenas a força de um gestor, mas também a fragmentação de uma oposição incapaz de se unir em torno de uma alternativa convincente. Quando nenhum rival ultrapassa dois dígitos, a democracia local enfrenta uma questão silenciosa: o que significa competir quando o resultado já parece escrito?
Uma pesquisa da Quaest divulgada em 11 de setembro de 2024 retrata Eduardo Paes em posição de reeleição praticamente garantida na Prefeitura do Rio de Janeiro. Com 64% das intenções de voto, o atual prefeito pelo PSD não precisaria sequer de um segundo turno para renovar seu mandato.
O levantamento ouviu 1.140 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de setembro, com margem de erro de 3 pontos percentuais e 95% de confiança. O estudo foi registrado no TSE sob o número RJ-05862/2024.
Atrás de Paes, o deputado federal Alexandre Ramagem, do PL, aparece com 13% — uma distância de 51 pontos que ilustra a solidez do prefeito. Tarcísio Motta, do Psol, ocupa o terceiro lugar com 4%, enquanto os demais candidatos somam apenas 1% cada.
A dispersão do voto entre tantos nomes sem expressão revela uma oposição fragmentada, incapaz de convergir em torno de uma alternativa real. Os 8% de brancos e nulos e os 6% de indecisos completam um quadro em que o desafio ao prefeito parece vir menos das urnas e mais do próprio silêncio do eleitorado.
Uma pesquisa divulgada pela Quaest na quarta-feira, 11 de setembro, desenha um cenário de reeleição praticamente consolidada para Eduardo Paes na disputa pela Prefeitura do Rio de Janeiro. O atual prefeito, filiado ao PSD, aparece com 64% das intenções de voto — uma margem que o colocaria no cargo para um novo mandato já no primeiro turno, sem necessidade de ir a um segundo pleito.
O levantamento, realizado entre 8 e 10 de setembro, ouviu 1.140 pessoas com 16 anos ou mais na cidade. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RJ-05862/2024.
Atrás de Paes, o deputado federal Alexandre Ramagem, do PL, figura em segundo lugar com 13% das intenções de voto. A distância entre o primeiro e o segundo colocado é de 51 pontos percentuais — uma diferença que ilustra a solidez da posição do prefeito. Também deputado federal, Tarcísio Motta, do Psol, aparece em terceiro com apenas 4%.
Os demais candidatos pontuam de forma residual. Cyro Garcia, do PSTU, Rodrigo Amorim, da União Brasil, Marcelo Queiroz, do PP, Carol Sponza, do Novo, e Juliete Panjota, da UP, cada um registra 1% das intenções de voto. Oito por cento dos entrevistados indicaram votos em branco ou nulo, enquanto 6% disseram não saber em quem votariam.
O resultado reflete um cenário político em que o atual gestor municipal mantém aprovação robusta entre os eleitores da capital fluminense. A dispersão de votos entre os demais candidatos — nenhum deles conseguindo ultrapassar a marca de dois dígitos — reforça a fragmentação da oposição e a dificuldade de qualquer outro nome em se consolidar como alternativa viável ao prefeito em exercício.
Citazioni salienti
Paes seria reeleito no 1º turno com 64% das intenções de voto— Pesquisa Quaest