Na véspera de uma eleição que pode definir o futuro político do Rio de Janeiro, Eduardo Paes chega ao domingo com 49% dos votos válidos — um único ponto abaixo do limiar que separa a vitória imediata do prolongamento da disputa. A pesquisa Quaest, encomendada pela Globo e registrada no TSE, revela uma corrida que se estreitou nas últimas semanas, com Douglas Ruas consolidando a segunda posição a nove pontos de distância. A margem de erro de dois pontos percentuais transforma esse número em uma fronteira filosófica entre o encerramento e a continuidade — e o eleitor fluminense é quem deterá, ne
Paes tem 49% e Ruas 40% na véspera da eleição ao governo do Rio
Um ponto percentual separa o ex-prefeito de uma vitória clara
Como a margem de erro muda o que podemos realmente dizer sobre essa pesquisa?
Bem, Paes tem 49%, mas com dois pontos de margem, ele poderia estar em qualquer lugar entre 47% e 51%. Ruas está em 40%, então entre 38% e 42%. Isso significa que, tecnicamente, Paes poderia estar abaixo dos 50% necessários, ou poderia estar acima.
Exatamente. E isso é importante porque a pesquisa não nos diz definitivamente se haverá segundo turno. Ela nos diz que é possível, mas não provável.
A Quaest está fazendo algo especial ao calcular votos válidos em vez de apenas converter intenções de voto?
Sim. Eles removem brancos, nulos e indecisos, e ajustam para o padrão esperado de comparecimento no estado. É uma metodologia mais refinada, mas ainda assim sujeita à margem de erro.
E vale notar que essa margem de erro é para mais ou para menos, com 95% de confiança. Então há 5% de chance de que a verdade esteja fora desse intervalo.
Ruas realmente fechou a diferença nas últimas semanas?
A pesquisa sugere isso — Paes mantém liderança, mas Ruas consolidou a segunda colocação. Nove pontos é uma diferença significativa, mas não insuperável em um segundo turno.
Mas a pesquisa não nos diz como foi a trajetória. Ela apenas mostra o estado atual. Não sabemos se Ruas ganhou cinco pontos ou se Paes perdeu cinco.
E os outros candidatos? Eles importam?
Não parecem importar muito para o resultado final. Garotinho tem 6%, e os demais estão em 3% ou menos. Em um segundo turno, seus votos poderiam se redistribuir, mas no primeiro turno não parecem ser decisivos.
El Pulso
- Paes está a apenas um ponto percentual do limiar dos 50% que evitariam um segundo turno, tornando o resultado matematicamente imprevisível.
- A margem de erro de dois pontos cria um intervalo de incerteza que abrange tanto a vitória no primeiro turno quanto a necessidade de nova disputa.
- Ruas, com 40%, consolidou a segunda colocação e reduziu a distância em relação ao líder ao longo das últimas semanas, mantendo a tensão da corrida.
- Os demais candidatos — Garotinho com 6%, Siri com 3% e outros abaixo de 2% — não representam ameaça real, mas podem influenciar o cálculo dos votos válidos.
- A pesquisa, baseada em 3.204 entrevistas realizadas nos dias 2 e 3 de outubro, chega ao público com o peso de ser o último retrato antes das urnas abrirem.
Na véspera de uma eleição que pode definir o futuro político do Rio de Janeiro, Eduardo Paes chega ao domingo com 49% dos votos válidos — um único ponto abaixo do limiar que separa a vitória imediata do prolongamento da disputa. A pesquisa Quaest, encomendada pela Globo e registrada no TSE, revela uma corrida que se estreitou nas últimas semanas, com Douglas Ruas consolidando a segunda posição a nove pontos de distância. A margem de erro de dois pontos percentuais transforma esse número em uma fronteira filosófica entre o encerramento e a continuidade — e o eleitor fluminense é quem deterá, neste domingo, a palavra final.
A eleição para governador do Rio de Janeiro chega ao seu momento decisivo com uma única pergunta em aberto: haverá segundo turno? Eduardo Paes, ex-prefeito da capital pelo PSD, aparece com 49% dos votos válidos na pesquisa Quaest divulgada no sábado — um ponto abaixo dos 50% necessários para encerrar a disputa já neste domingo. Douglas Ruas, do PL, registra 40%, nove pontos atrás.
A margem de erro de dois pontos percentuais é o elemento que mantém tudo em aberto. Dentro desse intervalo, Paes poderia estar entre 47% e 51%, e Ruas entre 38% e 42%. A sobreposição matemática preserva ambos os cenários: vitória no primeiro turno ou continuidade da disputa. Os demais candidatos ficam muito distantes — Garotinho tem 6%, Siri 3%, e os restantes somam 2% ou menos.
A pesquisa foi encomendada pela Globo e ouviu 3.204 eleitores fluminenses entre os dias 2 e 3 de outubro. A Quaest calcula os votos válidos excluindo brancos, nulos e indecisos, e ponderando o perfil esperado de comparecimento eleitoral. O levantamento está registrado no TSE sob o número RJ-03032/2026.
A campanha encerra-se com a liderança de Paes intacta, mas a incerteza ainda presente. Um único ponto percentual — e a imprecisão estatística que o cerca — é tudo que separa o ex-prefeito de uma vitória clara. O domingo dirá o que os números, por ora, não conseguem.
A véspera da eleição para governador do Rio de Janeiro deixa em aberto a questão mais importante: se haverá segundo turno. Eduardo Paes, ex-prefeito da capital pelo PSD, chega ao domingo com 49% dos votos válidos segundo a pesquisa Quaest divulgada no sábado. Douglas Ruas, candidato do PL, aparece nove pontos atrás, com 40%. O número coloca Paes numericamente muito próximo dos 50% necessários para vencer no primeiro turno — mas ainda um ponto abaixo.
Para ser eleito já neste domingo, um candidato precisa obter mais da metade dos votos válidos. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Isso significa que, dentro desse intervalo de confiança, Paes poderia estar entre 47% e 51%, e Ruas entre 38% e 42%. A sobreposição matemática deixa a porta aberta para ambos os cenários: uma vitória de Paes no primeiro turno ou um segundo turno entre os dois.
Os demais candidatos ocupam posições muito distantes. Anthony Garotinho, pelo Republicanos, aparece em terceiro com 6%. William Siri, do PSOL, tem 3%. André Marinho, do Novo, e Coronel Busnello, da Missão, registram 1% cada. Os candidatos Cyro Garcia (PSTU), Juliete (UP) e Luan Monteiro (PCO) não pontuaram.
A pesquisa foi encomendada pela Globo e ouviu 3.204 eleitores fluminenses com 16 anos ou mais entre os dias 2 e 3 de outubro. A Quaest calcula os votos válidos removendo brancos, nulos e indecisos, levando em consideração também o perfil e o padrão esperado de comparecimento eleitoral no estado. Por isso, esse percentual não é simplesmente a conversão direta das intenções de voto totais. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RJ-03032/2026.
O resultado reforça uma disputa que se estreitou ao longo das últimas semanas. Paes mantém a liderança, mas Ruas consolidou a segunda colocação e reduziu a distância. A campanha chegou ao seu ponto final com a incerteza ainda pairando sobre o resultado: um ponto percentual separa o ex-prefeito de uma vitória clara no primeiro turno, e a margem de erro impede qualquer conclusão antecipada sobre o que o domingo trará.
Citas Notables
O percentual deixa Paes numericamente muito próximo dos 50%, mas ainda abaixo da maioria absoluta necessária para encerrar a eleição no primeiro turno— Pesquisa Quaest